Cultura
Ungulani Ba Ka Khossa participa de reflexões sobre indústrias criativas em Angola
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O escritor moçambicano Ungulani ba ka Khosa participa, na capital angolana, Luando, numa série de reflexões sobre indústrias culturais e criativas no contexto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), desde o dia 29 de Abril.
Actualmente Luanda é o central da CPLP na área da cultura, onde para esta edição, vão debater temas como indústrias culturais, economias criativas, políticas públicas no contexto da CPLP, direitos de autor e direitos conexos, realidades e desafios para o futuro no contexto da CPLP, estatuto do artista, políticas e estratégias de promoção do livro na era digital, património cultural da CPLP, ciência da informação no contexto actual e promoção da língua portuguesa.
Ba Ka Khossa, faz parte do leque dos artistas escolhidos para participar do evento, dando oportunidade de mais uma vez representar as literaturas africanas de língua portuguesa, assim como reflectir sobre as novas produções nos seus países.
Ungulani, vai juntar -se ao Vice-Ministro da Cultura e Turismo, Fredson Bacar, e os escritores, José Luiz Tavares, de Cabo Verde; Amadu Dafé, de Guiné-Bissau; Olinda Beja, de São Tomé e Príncipe; e Luís Costa, de Timor Leste, bem como o Secretário-Geral da UCCLA, Rui Lourido.
A série de reflexões sobre indústrias culturais e criativas no universo da CPLP é patrocinada pela UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa
Cultura
Mia Couto recebe o título de Doutor Honoris Causa na Hungria
O escritor Mia Couto foi galardoado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Eötvös Loránd (ELTE), da Hungria.
Para além do escritor moçambicano, a prestigiada universidade baseada em Budapeste, homenageou também quatro cientistas internacionais pelos seus feitos de importância global.
Em cerimónia realizada na sexta-feira, 08 de Maio, durante a mensagem laudatória da universidade a escolha do escritor moçambicano foi justificada por ser uma “voz incontornável dos povos do chamado Sul Global e pela notoriedade da sua obra traduzida e premiada em dezenas de países de todos os continentes.”
Na sua mensagem durante a cerimónia de gala Mia Couto partilhou aquele galardão de mérito com todos os escritores moçambicanos e com todos os professores que “se empenham em trazer luz e esperança para as novas gerações de Moçambique”

Mia Couto é um dos mais importantes escritores africanos contemporâneos. Autor de mais de 30 livros entre romances, contos, poesia e crónicas, tem a sua obra traduzida para mais de 30 línguas e publicada em diversos países. Vencedor do Prémio Camões, Mia Couto destaca-se pela recriação poética da língua portuguesa e pela forma como aborda a memória, a identidade, a tradição e os desafios sociais de Moçambique. A sua obra é referência incontornável da literatura africana e lusófona, contribuindo para a projecção internacional da cultura moçambicana.
Cultura
Xigubo pode tornar-se Património Cultural da Humanidade
A dança Xigubo poderá vir a integrar a Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
A possibilidade de reconhecimento ganha impulso depois de os ministros da Cultura da CPLP, reunidos em Díli, Timor-Leste, terem decidido apoiar a inscrição das candidaturas de Angola, com o semba, e de Moçambique, com o Xigubo, na Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade.
A decisão foi tomada durante a XIV Reunião de Ministros da Cultura da organização, realizada a 5 de Maio, sob o tema “Salvaguarda da Herança Cultural na Promoção da Identidade e Cidadania na CPLP”.
O Xigubo é uma dança guerreira, praticada sobretudo no sul de Moçambique, com forte presença nas províncias de Maputo e Gaza.
A sua apresentação é marcada por filas de dançarinos, movimentos vigorosos, tambores, trajes adornados com peles e plumas, bem como escudos e bastões, numa encenação que remete para a preparação, defesa e celebração guerreira.
Cultura
Belarmino Lovane lança livro sobre cultura e desenvolvimento urbano sustentável
O académico e investigador moçambicano Belarmino A. Lovane lançou, esta quarta-feira, 6 de Maio de 2026, a obra “A Cultura e o Desenvolvimento Sustentável das Cidades e Municípios”, um livro prefaciado pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo. A publicação propõe uma reflexão sobre o papel da cultura na construção de cidades mais sustentáveis e na melhoria da governação local em Moçambique.
Na obra, o autor defende que a cultura deve ser encarada como um instrumento estratégico para o desenvolvimento urbano, podendo contribuir para o fortalecimento da coesão social, dinamização da economia local e criação de municípios mais inclusivos e resilientes. Belarmino Lovane é doutorando na Universidade dos Açores, em Portugal, onde desenvolve investigação nas áreas de cultura, comunicação e desenvolvimento local.