Cultura
Jimmy Dludlu celebra 40 anos de carreira com concerto duplo na Katembe
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O consagrado músico moçambicano Jimmy Dludlu prepara um dos momentos mais marcantes da sua trajectória artística, com a realização de um concerto de celebração dos seus 40 anos de carreira, agendado para os dias 24 e 25 de julho, no Onix Events, na Katembe, cidade de Maputo.
Mais do que um concerto, o evento pretende homenagear quatro décadas do “Menino de Chamanculo” dedicadas à música, à promoção do afro-jazz e à construção de uma carreira que ultrapassou fronteiras, tornando o artista uma das mais respeitadas referências da música africana contemporânea.
Para assinalar este percurso, a Top Produções, empresa organizadora, preparou um formato de “Concerto 2 em 1”, distribuído por duas noites, cada uma com identidade própria, reunindo diferentes gerações de músicos e intérpretes. A iniciativa procura celebrar não apenas a carreira do homenageado, mas também a riqueza da música produzida na África Austral, promovendo um encontro entre artistas, estilos e públicos de diferentes proveniências.
Na primeira noite, 24 de julho, Jimmy Dludlu sobe ao palco acompanhado pela banda moçambicana In The Groove, num espectáculo que destaca o talento nacional e a forte ligação do músico às suas raízes africanas. O evento será conduzido por Seth Swaze, enquanto o palco receberá artistas como Stewart Sukuma, Mingas, Banda Kakana, Pika Tembe, Onésia Muholove, Elcides Carlos, Prince Chone e o DJ Sérgio Butler.
Na segunda noite, 25 de julho, o espectáculo contará com a participação da banda sul-africana C Base Collective, reforçando a dimensão regional do evento e evidenciando os laços culturais entre Moçambique e a África do Sul. A apresentação será conduzida por Izidine Faquirá e terá como convidados artistas de reconhecido percurso, entre os quais a premiada cantora sul-africana Judith Sephuma, Frank Paco, John Hassan, Válter Mabas, Xixel Langa, Gabriela, além dos DJs No Name e Serito.
Ao reunir músicos de diferentes gerações, estilos e nacionalidades, o concerto pretende afirmar-se como uma plataforma de valorização da música africana e do diálogo cultural, demonstrando a capacidade do jazz de estabelecer pontes entre tradição, inovação e diferentes linguagens musicais.
Espera-se que o evento reúna centenas de amantes da música, profissionais das indústrias culturais e criativas, empresários, estudantes e público em geral, num ambiente de celebração e reconhecimento de uma carreira construída com consistência, talento e compromisso.
Com um percurso iniciado ainda na adolescência, Jimmy Dludlu construiu uma carreira sólida no universo do afro-jazz, afirmando-se como guitarrista, compositor e professor de música. Ao longo de décadas, trabalhou com algumas das maiores referências do continente e da diáspora, participou em festivais internacionais e lançou vários álbuns aclamados, muitos deles premiados nos South African Music Awards — SAMA. A sua discografia, marcada pela fusão entre o jazz e sonoridades africanas, já ultrapassou centenas de milhares de cópias vendidas, consolidando o seu nome como uma das figuras mais influentes da música africana contemporânea.
A produção do evento está a cargo da Top Produções, que tem vindo a afirmar-se na organização de espectáculos de grande dimensão. Para esta iniciativa, a organização conta com o apoio de parceiros estratégicos que acreditam no desenvolvimento da cultura e das indústrias criativas, nomeadamente Onix Events, Standard Bank, Cervejas 2M e Águas da Namaacha.
Cultura
AZGO Sessions Vol. 2 junta Xixel Langa e António Marcos num encontro entre gerações e escolas musicais
O Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, acolhe nesta sexta-feira, 2 de Outubro, a partir das 20h00, a segunda edição do AZGO Sessions, plataforma de encontros musicais que aproxima artistas de diferentes gerações, percursos e linguagens. Nesta edição, o palco será partilhado por Xixel Langa e António Marcos.
Depois de ter reunido Roberto Chitsondzo e Hélio Beatz na sua primeira edição, realizada em Maio, o AZGO Sessions regressa com a mesma proposta de promover o diálogo entre diferentes escolas e experiências da música moçambicana.
Duas gerações, diferentes caminhos
Com trajectórias construídas em diferentes momentos da música moçambicana, Xixel Langa e António Marcos representam duas gerações e distintas formas de interpretar, criar e viver a música.
O encontro pretende colocar em diálogo referências, influências, sonoridades e experiências de palco que, embora partam de contextos diferentes, encontram na música um território comum.
Xixel Langa traz para esta edição um percurso ligado à música moçambicana contemporânea, marcado pela exploração da voz, da composição e de diferentes matrizes culturais e sonoras. Ao longo da sua carreira, a artista tem desenvolvido uma linguagem própria, estabelecendo pontes entre elementos da tradição e abordagens contemporâneas.
António Marcos chega ao AZGO Sessions com uma identidade musical construída a partir das suas próprias referências e experiências, contribuindo para o cruzamento de diferentes formas de interpretar e desenvolver a criação musical.
Mais do que reunir dois artistas num mesmo cartaz, o AZGO Sessions procura criar um verdadeiro encontro artístico, onde as diferenças de geração, linguagem e percurso possam abrir espaço para novas experiências e possibilidades de colaboração.
Um espaço para o diálogo musical
A segunda edição do AZGO Sessions reforça a aposta na aproximação entre diferentes gerações da música moçambicana, promovendo a partilha de experiências e a descoberta de novas linguagens.
A plataforma assume-se como um espaço de experimentação e intercâmbio, onde a música funciona como ponto de encontro entre diferentes épocas, referências e sensibilidades.
Sobre o Festival AZGO
O Festival AZGO é um festival internacional de artes realizado em Moçambique, com uma programação dedicada à música, cinema, dança e outras expressões artísticas. O festival tem como foco a valorização de artistas moçambicanos e africanos, criando oportunidades de encontro entre talentos emergentes e nomes já estabelecidos.
Mais do que um festival, o AZGO procura afirmar-se como uma plataforma de colaboração, intercâmbio cultural e criação de novas audiências.
O nome “AZGO” deriva de uma antiga expressão usada em Maputo que significa “vamos” — um convite para revisitar culturas e patrimónios, promover a diversidade e celebrar as artes.
A segunda edição do AZGO Sessions acontece esta sexta-feira, 2 de Outubro, às 20h00, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, com Xixel Langa e António Marcos.
Cultura
Júlio Paruque Nomea Assa Matusse como embaixadora da cultura na cidade da Matola
O Município da Matola assinou ontem, na Cidade de Maputo, um Memorando de Entendimento com a cantora moçambicana Assa Matusse, numa iniciativa que visa reforçar e intensificar as actividades culturais e artísticas na Cidade da Matola.
No âmbito da parceria, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Paruque, nomeou a artista como Embaixadora da Cultura da Cidade da Matola.
Através desta colaboração, o Município da Matola e Assa Matusse pretendem trabalhar conjuntamente na promoção das artes, valorização dos artistas e criação de mais oportunidades para o desenvolvimento cultural da cidade.
A iniciativa representa mais um passo na aposta do município na cultura como um importante instrumento de identidade, inclusão e desenvolvimento.
Cultura
Conheça os 8 moçambicanos semifinalistas do Prémio Oceanos
Oito escritores moçambicanos figuram entre os 54 semifinalistas do Prémio de Literatura em Língua Portuguesa Oceanos, uma das mais importantes distinções literárias do espaço lusófono.
A representação nacional inclui cinco autores na categoria de poesia Zacarias Nguenha, Ben Jone, Britos Baptista, Pedro Pereira Lopes e Whaskety Fernando e três na prosa, João Paulo Borges Coelho, Énia Lipanga e Lucílio Manjate.
Entre as obras seleccionadas estão Costurar a Linguagem, Para Espantar Horror do Tempo, Para o Naufrágio do Fogo, Tratado das Coisas Sensíveis e Tratado sobre Noite, na poesia. Na prosa, seguem na corrida Narração Nocturna, Sob a Capulana do Destino e Outros Contos e Última Memória: Entrevista com Sthoe. No total, o prémio reúne 26 semifinalistas na prosa e 28 na poesia, com representantes de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.
Moçambique também está representado no júri intermédio, através de Álvaro Taruma, na prosa, e Francisco Guita Jr., na poesia. Os jurados têm até 12 de Outubro para seleccionar cinco obras de cada categoria, que avançarão para a final.