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Cultura

Malangatana, uma fonte de inspiração para Sebastião Coana

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Durante a celebração do Dia dos Heróis Moçambicanos (3 de Fevereiro), o artista plástico Sebastião Coana, entregou ao Governador da Província de Maputo Júlio Parruque, acompanhado pela administradora da Vila de Manhiça Cristina Mafuno, e ao Presidente do Município Luís Munguambe, o monumento sustentável onde estão representados imagens do desenvolvimento e os feitos dos heróis da história de Moçambique.

Em sua intervenção, durante a cerimônia de inauguração, Sebastião Coana afirmou que em suas obras existe influência do falecido artista plástico Malangatana Valente Ngwenya (2011), pois o tem como figura de inspiração, tendo bebido muito dos seus ideais e pelo trabalho que realizou em prol da representação da cultura africana, as tradições, as opressões coloniais.

Monumento dos heróis moçambicanos na Manhiça
Para Sebastião Coana, a entrega do monumento, é a realização de mais um sonho, pois sempre teve vontade de fazer algo para localidade, lugar onde passou a sua infância e adolescência antes de rumar à China para sua formação académica.

No âmbito da promoção da cultura a nível nacional, várias iniciativas têm sido desenvolvidas pelo artista com o objectivo de promover os artistas, caso da pintura das ruas da baixa da cidade de Maputo, do muro do Mercado do Povo e das barreiras que ligam o Museu-Baixa enquadrados no projecto desenvolvido por Coana em parceria com o Governo de Moçambique com vista minimizar a mendicidade e dar oportunidade a jovens que queiram desenvolver seu talento artístico, dinamizar o turismo e revitalizar a estética urbana.

Cultura

Kulungwana celebra 20 anos com “Crescente 2026”

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A Kulungwana assinala este ano o seu 20.º aniversário, marcando duas décadas de compromisso com a promoção, profissionalização e desenvolvimento cultural de Moçambique.

No âmbito das celebrações, a associação promove a inauguração da Colecção Crescente 2026, reafirmando a sua galeria como um espaço de diálogo intergeracional. A iniciativa junta a experiência de artistas consagrados ao arrojo criativo dos finalistas do ISARC e da ENAV, promovendo a troca de visões e a valorização de novos talentos.

A exposição contará com a avaliação de um júri de prestígio, composto por membros nacionais e internacionais, que irão distinguir três artistas pela excelência das suas obras. Os premiados beneficiarão do apoio da Hollard Seguros, através do prémio “Better Futures”, que inclui a participação em workshops e feiras de arte na África do Sul.

Segundo a organização, este percurso de 20 anos tem sido possível graças à confiança dos artistas e ao contributo dos parceiros, com destaque para a Hollard Seguros e a Embaixada da Noruega em Moçambique, pelo seu papel no fortalecimento do sector cultural nacional.

A inauguração da Colecção Crescente 2026 terá lugar no dia 19 de Março de 2026, pelas 17h30, na Galeria Kulungwana, localizada na Estação Central dos CFM, em Maputo, e será aberta ao público

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Cultura

Radjha Ally leva música moçambicana ao MTN Bushfire 2026

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O músico moçambicano Radjha Ally foi confirmado como uma das atracções do MTN Bushfire 2026, um dos mais prestigiados festivais de música e artes da África Austral.

Natural da província de Nampula, o artista promete levar ao palco uma fusão de sons tradicionais e contemporâneos, destacando a riqueza cultural moçambicana. O seu álbum de estreia, Niinee que significa “venha dançar”.

O festival, que terá lugar entre os dias 29 e 31 de Maio, na House On Fire, no Eswatini, é conhecido por reunir artistas de diferentes partes do mundo, promovendo diversidade cultural, criatividade e expressão artística.

A participação de Radjha Ally conta com o apoio do Southern African Music Festivals Circuit, reforçando a presença moçambicana em grandes palcos internacionais.

Com esta actuação, o músico junta-se a um leque de talentos que prometem transformar o evento numa verdadeira celebração de música, dança e identidade africana.

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Cultura

Sónia Sultuane premiada uma das melhores da lusofonia

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Por

Sonia-Sultuane

A escritora moçambicana Sónia Sultuane foi premiada com o Prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia 2025, que distingue obras de personalidades do espaço lusófono.

Em nota divulgada pelo júri, consta que “os conselheiros do galardão consideraram a sua obra literária uma reflexão social de intervenção cultural, com uma escrita profundamente ligada à identidade africana, ao corpo feminino, à espiritualidade, à memória e à pertença e à valorização da cultura moçambicana”.

Foram ainda valorizados os seus projectos de promoção da leitura e da literatura em Moçambique, a sua linguagem, simultaneamente delicada e afirmativa, mas também de forte consciência histórica e social.

Sónia Abdul Jabar Sultuane nasceu na cidade de Maputo em 1971. É uma artista multifacetada: poeta, escritora, artista plástica e curadora. Tem colaborado noutras disciplinas artísticas como a música, a dança, a moda e a fotografia.

Na literatura destaca-se por ter publicado obras de poesia e conto infantil-juvenil, entre elas “Roda das Encarnações” (2016) e “O Lugar das Ilhas” (2021), “Sonhos” (2001), “Imaginar o Poetizado” (2006) e “No Colo da Lua” (2009).

Em 2011 assumiu o papel de curadora na exposição “Mulheres – Descortinando”, organizada pela Galeria Kulungwana. Em Março de 2008, foi uma das artistas convidadas e um dos membros da organização do workshop internacional organizado pelo Ministério da Educação e Cultura e pelo Triangle (Muyehlekete – O Pensador) em Maputo.

Na lista dos escritores galardoados, Sónia Sultuane partilha espaço com Inês Pedrosa (Portugal), Paulo Coelho (Brasil), Francisco Conduto de Pina (Guiné-Bissau), Fátima Bettencourt (Cabo Verde), Daniel Braga (Timor-Leste), Lúcio Neto Amado (São Tomé e Príncipe), Maria Jesús Evuna Andeme (Guiné Equatorial) e José Mena Abrantes (Angola).

O Prémio Literário Guerra Junqueiro desde 2017 premeia escritores e escritoras da Lusofonia em língua portuguesa. Com a organização do município de Freixo de Espada à Cinta (Portugal), o prémio, alargado à lusofonia em 2020, tem como objectivo premiar e homenagear escritoras e escritores da CPLP.

Fonte: Jornal Notícias

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