Cultura
Wazimbo e José Mucavele regressam juntos a Maputo para a estreia do projecto “Tlhangano – O Reencontro” com o “Concerto da Gratidão”
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A cidade de Maputo prepara-se para acolher um dos momentos culturais mais marcantes do ano.
No dia 12 de Setembro de 2026, pelas 18h00, o Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano será palco da estreia do projecto “Tlhangano – O Reencontro”, uma nova plataforma cultural moçambicana dedicada à valorização da música, da memória e de grandes encontros artísticos.
A primeira edição será assinalada pelo “Concerto da Gratidão”, um espectáculo especial protagonizado por Wazimbo e José Mucavele, que sobem juntos ao palco para agradecer ao público que os acompanha há décadas e homenagear todos os moçambicanos que, com o seu trabalho, dedicação e resiliência, contribuem diariamente para a construção de um país melhor.
Com mais de 60 anos de carreira e um legado que atravessa várias gerações, os dois artistas regressam para uma noite de celebração, reconhecimento e emoção. O reencontro promete reunir dois dos maiores nomes da música moçambicana num momento histórico, partilhado com o público que acompanhou os seus percursos artísticos ao longo de décadas.
Mais do que um concerto, o “Tlhangano – O Reencontro” propõe uma experiência cultural mais ampla, onde a música se cruza com memória, histórias de vida e momentos de partilha. Ao longo da noite, Wazimbo e José Mucavele revisitarão temas emblemáticos das suas carreiras, numa viagem pelas emoções que marcaram gerações de moçambicanos.
O espectáculo contará igualmente com a participação de artistas nacionais convidados, cujos nomes serão revelados nas próximas semanas, reforçando o carácter especial desta estreia.
O nome “Tlhangano”, que em changana significa “reencontro”, traduz a essência da iniciativa: criar pontes entre artistas, público e património cultural, promovendo encontros que valorizam a cultura moçambicana, fortalecem laços entre gerações e preservam a memória colectiva.
Segundo a organização, o “Concerto da Gratidão” simboliza um gesto de reconhecimento. “É a forma que encontrámos de dizer obrigado ao público, aos profissionais da cultura, às famílias e a todos os moçambicanos que, todos os dias, ajudam a construir um país melhor”, refere a organização.
Concebido com uma visão de longo prazo, o “Tlhangano – O Reencontro” pretende afirmar-se como uma plataforma cultural de referência em Moçambique, promovendo futuras edições com diferentes artistas e contribuindo para o fortalecimento da economia criativa e a projecção da cultura moçambicana além-fronteiras.
Mais do que um espectáculo, o “Concerto da Gratidão” será um momento de reconhecimento colectivo, onde a música servirá como expressão de agradecimento ao público, à cultura e a todos aqueles que, de forma directa ou silenciosa, fazem parte da história de Moçambique.
Cultura
Júlio Paruque Nomea Assa Matusse como embaixadora da cultura na cidade da Matola
O Município da Matola assinou ontem, na Cidade de Maputo, um Memorando de Entendimento com a cantora moçambicana Assa Matusse, numa iniciativa que visa reforçar e intensificar as actividades culturais e artísticas na Cidade da Matola.
No âmbito da parceria, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Paruque, nomeou a artista como Embaixadora da Cultura da Cidade da Matola.
Através desta colaboração, o Município da Matola e Assa Matusse pretendem trabalhar conjuntamente na promoção das artes, valorização dos artistas e criação de mais oportunidades para o desenvolvimento cultural da cidade.
A iniciativa representa mais um passo na aposta do município na cultura como um importante instrumento de identidade, inclusão e desenvolvimento.
Cultura
Conheça os 8 moçambicanos semifinalistas do Prémio Oceanos
Oito escritores moçambicanos figuram entre os 54 semifinalistas do Prémio de Literatura em Língua Portuguesa Oceanos, uma das mais importantes distinções literárias do espaço lusófono.
A representação nacional inclui cinco autores na categoria de poesia Zacarias Nguenha, Ben Jone, Britos Baptista, Pedro Pereira Lopes e Whaskety Fernando e três na prosa, João Paulo Borges Coelho, Énia Lipanga e Lucílio Manjate.
Entre as obras seleccionadas estão Costurar a Linguagem, Para Espantar Horror do Tempo, Para o Naufrágio do Fogo, Tratado das Coisas Sensíveis e Tratado sobre Noite, na poesia. Na prosa, seguem na corrida Narração Nocturna, Sob a Capulana do Destino e Outros Contos e Última Memória: Entrevista com Sthoe. No total, o prémio reúne 26 semifinalistas na prosa e 28 na poesia, com representantes de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.
Moçambique também está representado no júri intermédio, através de Álvaro Taruma, na prosa, e Francisco Guita Jr., na poesia. Os jurados têm até 12 de Outubro para seleccionar cinco obras de cada categoria, que avançarão para a final.
Cultura
Mia Couto representa Moçambique no Festival Literário Sopot, na Polónia
O escritor moçambicano Mia Couto é um dos representantes dos países de língua portuguesa na 15.ª edição do Festival Literário Sopot, que decorre de 20 a 23 de Agosto, na cidade de Sopot, na Polónia.
Através de videoconferência, o autor moçambicano junta-se a outros nomes de destaque da literatura em língua portuguesa, entre os quais os portugueses Afonso Cruz, Gonçalo M. Tavares e José Luís Peixoto, bem como os brasileiros Itamar Vieira Júnior, Michel Laub e Paulo Scott.
Ao longo de quatro dias, o Literacki Sopot, que celebra este ano 15 anos de existência, apresenta uma programação dedicada às diferentes vozes, geografias e expressões culturais do universo lusófono. O programa inclui encontros com escritores, debates, oficinas, projecções de filmes, leituras performativas, feira do livro e actividades dirigidas a crianças e jovens.
As participações dos convidados de língua portuguesa estão inseridas na rubrica “A Língua da Saudade”, que procura aproximar o público polaco das várias manifestações literárias e culturais dos países lusófonos.
Um dos destaques do programa é o debate dedicado à escritora brasileira Clarice Lispector, intitulado “A Paixão Segundo Clarice. A Escrita de Mulheres no Espaço da Língua Portuguesa”, que vai reflectir sobre possíveis pontos de ligação entre as escritoras de Portugal, Brasil e países africanos de língua portuguesa.
O festival contará ainda com um pavilhão dedicado às publicações lusófonas editadas na Polónia, com a participação do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e de editoras polacas responsáveis pela tradução e publicação de obras de autores de língua portuguesa.
A presença de Mia Couto no Festival Literário Sopot volta a colocar a literatura moçambicana num espaço internacional de diálogo e divulgação cultural, levando a voz do país a um dos mais importantes encontros literários dedicados, este ano, ao universo da língua portuguesa.