Cultura
Sónia Sultuane aposta em “Arte que se veste”
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A artista visual moçambicana Sónia Sultuane, apresentou no dia de ontem a colecção “Light me, enlight me – arte que se veste“,no Business Lounge by Nedbank, em Maputo.
Com o trabalho, Sultuane, mostra uma forma diferente de pensar, e usando sua vocação visual artística, desenhou “Arte Que Se Veste”, apresentando uma proposta temática que consiste em quebrar paradigmas, rompendo com qualquer eventual tendência de se manter dentro de uma caixa-de-ressonância.
Para tal, a artista usou materiais como louça descartável, e massas de plástico, transformando em colares e outras peças. Com isso, Sultuane pretende que a sua arte tenha um condão estético e utilitário, daí que algumas peças também assumam uma função decorativa.
Para a sua colecção Light me, enlight me – arte que se veste, Sónia Sultuane aproveitou objectos como massas de plásticos, usadas por muitas famílias moçambicanas na decoração de mesas de salas ou de cozinhas, para as transformar em colares. O grande objectivo é fazer com que os consumidores da sua arte passem a olhar para as coisas de outra forma.
Por isso, a sua proposta de colecção funciona como trabalho para inspirar. Segundo contou “ Não sou a primeira pessoa no mundo a apresentar este tipo de projecto”. Reconhecendo que a sua inspiração provém dos trabalhos gregos, que viu num museu. “A combinação estético-utilitária ainda é pouco explorada em Moçambique, cá estou para explorar”.
Com a exposição, Sónia Sultuane desenvolve o que considera seus ensaios artísticos numa perspectiva mais inspiradora, questionando até onde a arte pode ir e que possibilidades proporciona aos artistas e a toda a gente. O trabalho está disponível até ao dia 9 de Maio.
Cultura
Dj Marcell aposta na Inteligência Artificial para dar vida ao filme “O Leão de Gaza”
O realizador moçambicano Dj Marcell está a trabalhar na produção do filme “O Leão de Gaza”, um projecto inovador que recorre à Inteligência Artificial (IA) como ferramenta central no processo criativo.
O projecto começou a ganhar destaque após a divulgação do trailer nas redes sociais, despertando a curiosidade do público pelo uso da IA na produção cinematográfica. Segundo o realizador, esta tecnologia representa uma nova forma de contar histórias e de produzir cinema, abrindo espaço para mais inovação na indústria audiovisual moçambicana.
Inspirado na figura histórica de Ngungunhane, considerado um dos mais importantes líderes africanos, o filme procura resgatar e valorizar uma narrativa africana ainda pouco explorada no cinema internacional. Para Dj Marcell, “O Leão de Gaza” nasce da necessidade de contar uma grande história africana com potencial de alcançar audiências globais.
Cultura
Jimmy Dludlu é nomeado embaixador da Resiliart Angola da UNESCO
O músico moçambicano Jimmy Dludlu foi anunciado, no último sábado (2), como embaixador de boa vontade do ResiliArt Angola, uma iniciativa conjunta da UNESCO e das American Schools of Angola, que visa o empoderamento dos artistas e o reforço do seu papel no desenvolvimento social e cultural.
O acto foi presenciado pelo representante da UNESCO em Angola, Nicolau Bubuzi, e pelo director executivo do projecto, Marcos Agostinho, num momento que marcou não só o reconhecimento do percurso artístico de Dludlu, mas também o reforço do compromisso com a valorização das indústrias criativas no continente.
Durante a cerimónia, o músico moçambicano foi igualmente agraciado com um certificado oficial que formaliza a sua nomeação como embaixador de boa vontade do projecto. O documento contém o “Busto de Jimmy Dludlu”, uma arte com a imagem do artista, da autoria de Danick Bumba, de técnica mista, com dimensões 100cm X 110cm. Trata-se de uma obra produzida no âmbito da Cultura da Paz, alusivo ao Dia Internacional do Jazz, celebrado anualmente a 30 de Abril.
Esta nomeação simboliza o reconhecimento institucional do seu contributo artístico e da sua influência no panorama cultural africano, funcionando também como um marco representativo da confiança depositada na sua capacidade de inspirar, mobilizar e representar os valores defendidos pelo ResiliArt Angola.
A nomeação acontece no contexto da presença do músico em Angola, onde foi distinguido com o Prémio Excelência em Música Jazz Africana pela African Award Leaders Excellence no Epic Sana (28/04) e participou de um concerto “Jazz e Semba: Peças para Paz”, ao lado de artistas como Filipe Mukenga, Conjunto Angola 70 e o brasileiro Rallie, no Shopping Fortaleza (02/05).
Esta passagem por Angola reforça a sua posição enquanto uma das vozes mais consistentes da música africana contemporânea, com uma carreira que se destaca pela promoção da identidade cultural e pela construção de pontes entre diferentes realidades artísticas.
Mais do que um título simbólico, o papel de embaixador de boa vontade no âmbito do ResiliArt Angola traz consigo uma dimensão prática e estratégica. A iniciativa procura criar melhores condições para os artistas, promovendo diálogo, capacitação e maior visibilidade, numa altura em que o sector cultural africano enfrenta desafios estruturais, mas também vive um momento de afirmação e reinvenção.
Ao assumir esta responsabilidade, Jimmy Dludlu posiciona-se como uma referência para a nova geração de criadores, contribuindo para uma visão mais integrada e sustentável da cultura no continente. A sua ligação a este projecto reforça ainda a importância da cooperação entre países africanos, como Moçambique e Angola, que partilham histórias, influências e um potencial criativo significativo.
Com um percurso iniciado ainda na adolescência, Jimmy Dludlu construiu uma carreira sólida no universo do jazz africano, afirmando-se como guitarrista, compositor e professor de música. Ao longo de décadas, trabalhou com algumas das maiores referências do continente e da diáspora, participou em festivais internacionais e lançou vários álbuns aclamados, muitos deles premiados nos South African Music Awards (SAMA). A sua discografia, marcada por uma fusão entre o jazz e sonoridades africanas, já ultrapassou centenas de milhares de cópias vendidas, consolidando o seu nome como uma das figuras mais influentes da música africana contemporânea
Cultura
Fauziya Fliege expõe “Persistent gifts” no Museu Limbo no Ghana
A artista plástica moçambicana Fauziya Fliege inaugurou, na última quinta-feira (30), a exposição ‘Persistent gifts’ (Dádivas persistentes, em português). Trata-se de uma mostra individual patente no famoso e recém espaço experimental de artes, Museu Limbo, localizado no Campus Legon, na Universidade de Ghana.
A exposição reúne um total de 20 obras que se articulam em torno da figura da mulher e do seu percurso gestacional, assumido aqui como eixo central da narrativa artística. Como é característico no seu trabalho, a artista constrói uma celebração sensível e afirmativa da maternidade, explorando o ser mãe nas suas múltiplas camadas e metamorfoses.
Através de telas em acrílico de diferentes dimensões, a artista mergulha na intimidade do universo feminino, revelando simultaneamente a sua força. As cores vivas, recorrentes na sua linguagem visual, evocam referências à africanidade, funcionando como símbolo de identidade, energia e poder que atravessam toda a exposição.
De acordo com a declaração curatorial da mostra, ‘Persistent gifts’ convida-nos a pensar sobre esta fase íntima e tardia com Fauziya Fliege: “o corte do cordão umbilical psicológico”. Pela primeira vez, descreve a nota, “Fliege coloca em diálogo dois estilos de pintura: obras abstractas, com traços longos e dançantes, que evocam as memórias fugazes da maternidade inicial, enquanto as suas peças figurativas captam a clareza da sua identidade presente, entrelaçada com a herança ganesa.”

Para a curadoria, o vasto conjunto de obras de Fliege traça o arco da maternidade – a concepção, o nascimento, o cuidado e esta súbita separação – e permite-nos percorrer o seu testemunho em primeira mão. “A exposição reflecte sobre as realidades íntimas e universais de tornar-se, ser e, por fim, libertar um filho para o mundo”, aponta-se no documento.
Para além de visitas regulares, estão programadas várias visitas guiadas que estruturam o percurso da exposição ao longo do mês de Maio, criando diferentes momentos de encontro entre o público e as obras. A primeira realiza-se no dia 8, marcando o arranque deste ciclo de mediação cultural. Seguem-se novas sessões nos dias 16 e 23, aprofundando o diálogo em torno da mostra. A fechar, a exposição ‘Persistent Gifts’ tem agendando a sua última visita guiada no dia 29 de Maio, véspera do encerramento oficial, previsto para o dia 30, oferecendo ao público uma derradeira oportunidade de experiência orientada e imersiva. De frisar que o Museu Limbo, ou Limbo Museum, em inglês, é uma nova instituição dedicada à arquitectura, arte e design, sediada no Ghana, África Ocidental. O museu desafia o conceito de ruína, funcionando a partir de um antigo complexo brutalista abandonado que, actualmente, transmite a imagem de um edifício inacabado. O projecto foi fundado pela Limbo Accra, uma prática de design espacial e investigação criada em 2018 por Dominique Petit-Frère e Emil Grip, dedicada a “desbloquear o potencial de edifícios inacabados em toda a África Ocidental e alé