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Mélio Tinga ganha bolsa para estudar mercado literário das Maurícias 

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Melio Tinga

O escritor Mélio Tinga recebeu a notícia de que foi escolhido como um dos beneficiários do programa AléVini, uma iniciativa regional voltada para o desenvolvimento das Indústrias Culturais e Criativas (ICC) na Indianoceânia. 

Este programa é liderado pela Comissão do Oceano Índico (COI) e financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), com o objectivo de apoiar o comércio e facilitar o acesso aos mercados.

O projecto de mobilidade de Mélio Tinga, segundo escreveu a Catalogus concentra-se na compreensão do funcionamento do mercado literário nas Maurícias, enfrentando os diferentes desafios, com ênfase especial na língua e cultura. Além disso, o autor pretende estabelecer contactos com escritores jovens e outros agentes do mercado literário local.

Neste primeiro ciclo de atribuição de bolsas, a COI concederá aproximadamente vinte bolsas de mobilidade, totalizando 32.986 euros. Essas bolsas foram escolhidas entre 43 submissões de pessoas individuais e colectivas, provenientes da União Comores, Madagáscar, Maurícias, Moçambique, Seicheles e Ilha Reunião.

Das submissões, 38% foram apresentadas por entidades, enquanto 62% foram submetidas por particulares. O júri selecionou 20 candidaturas que alcançaram mais de 70 pontos, sendo que 30% dos beneficiários são entidades e 70% são particulares.

A participação de Mélio Tinga neste programa representa não apenas uma oportunidade valiosa para a sua carreira, mas também um impulso significativo para o intercâmbio cultural e literário na região da Indianoceânia.

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Da venda de livros à construção de comunidades: AMEL participa na 5.ª Conferência Internacional de Livreiros de Sharjah

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A Presidente da Associação Moçambicana de Editores e Livreiros (AMEL), Sandra Tamele, participa, nos dias 19 e 20 de Setembro, na 5.ª Conferência Internacional de Livreiros de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, que reúne livreiros, editores, distribuidores e especialistas internacionais para discutir novos modelos de negócio para o sector.

Para Sandra Tamele, que é também editora e fundadora da Livroteca de Marracuene, a conferência representa uma oportunidade para conhecer experiências e soluções que podem contribuir para a sustentabilidade das livrarias em mercados como o moçambicano.

A Livroteca de Marracuene funciona simultaneamente como livraria, biblioteca e centro de actividades de leitura, num modelo que procura ir além da simples venda de livros.

Livrarias como espaços de comunidade

Entre as principais tendências discutidas na conferência estão a diversificação das fontes de receita, a integração entre comércio físico e digital, o uso da inteligência artificial para apoiar vendas e descoberta de livros e a transformação das livrarias em espaços de encontro e construção de comunidades.

A experiência internacional apresentada em Sharjah aproxima-se do modelo que a Livroteca começou a desenvolver em Marracuene, em Novembro de 2025: criar uma comunidade em torno do livro, em vez de depender exclusivamente da sua venda.

O espaço combina venda de livros, empréstimo gratuito, clube de leitura, actividades infantis e programação cultural, criando diferentes razões para a comunidade visitar e regressar à livraria.

“Uma das ideias mais importantes que retiro desta conferência é que o futuro da livraria não depende necessariamente de ter o maior inventário, mas de ter a comunidade mais forte. É exactamente o que estamos a aprender na Livroteca: primeiro criamos razões para as pessoas entrarem, permanecerem e regressarem. O desafio seguinte é transformar essa relação em sustentabilidade económica.”

Tecnologia sem perder a dimensão humana

Na abertura da conferência, Sheikha Bodour Al Qasimi, presidente da Autoridade do Livro de Sharjah, destacou a importância dos livreiros mesmo na era da inteligência artificial.

A tecnologia pode apoiar a descoberta e recomendação de títulos, mas, segundo a intervenção, não substitui plenamente a capacidade humana de aproximar o livro certo do leitor certo, nem a experiência física da livraria enquanto espaço para descobrir, folhear e conversar sobre livros.

Experiências apresentadas por livrarias das Filipinas, Indonésia, Ucrânia e Emirados Árabes Unidos mostram igualmente modelos que combinam comércio electrónico, programação cultural, desenvolvimento de propriedade intelectual e criação de comunidades.

A diversificação das receitas foi apontada como um dos caminhos para que as livrarias consigam manter e financiar serviços culturais que os leitores frequentemente esperam receber de forma gratuita.

Participação no programa PublisHer

Sandra Tamele participa também como mentora no programa “Encontros com Mentoras”, da PublisHer, rede internacional dedicada à capacitação e progressão profissional das mulheres no sector editorial.

O programa aproxima profissionais em diferentes fases das suas carreiras de mulheres com experiência no sector, promovendo orientação individual, partilha de conhecimento e criação de redes profissionais.

“Venho a Sharjah também como livreira e bibliotecária. Para a AMEL, interessa-nos perceber como transformar estas aprendizagens em modelos de negócio adaptados à nossa realidade: como aumentar receitas, profissionalizar equipas, utilizar tecnologia sem perder a dimensão humana e tornar cada livraria num ponto de acesso à leitura e à cultura. E interessa-nos igualmente partilhar aquilo que já estamos a aprender em Marracuene”, afirmou Sandra Tamele.

A participação na conferência integra os esforços da AMEL para a profissionalização do sector livreiro moçambicano, com particular atenção à sustentabilidade financeira, formação de recursos humanos, inovação na distribuição e criação de novos públicos leitores.

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Phayra Baloi recebe Bolsa Tafà para formação em cenografia e iluminação no Burkina Faso

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O artista e iluminador moçambicano Phayra Baloi foi seleccionado para beneficiar da Bolsa de Estudos Tafà, iniciativa da Comissão do Oceano Índico (COI), que apoia a formação e profissionalização de agentes das Indústrias Culturais e Criativas.

No âmbito da bolsa, Phayra Baloi deslocar-se-á a Ouagadougou, Burkina Faso, onde, durante cerca de um mês e meio, irá integrar a equipa do Festival Récréâtrales, particularmente o Collège Scéno, plataforma dedicada à formação, pesquisa e experimentação em cenografia e nas áreas técnicas das artes performativas. A formação decorrerá em paralelo com a participação no festival, previsto para 23 a 30 de Outubro de 2026.

A experiência permitirá ao artista aprofundar conhecimentos em iluminação, cenografia, montagem, adaptação técnica e criação em espaços não convencionais, áreas que fazem parte da sua pesquisa artística em Moçambique. As Récréâtrales, realizadas desde 2002, destacam-se pela transformação de ruas, quintais e espaços comunitários em locais de criação e apresentação artística.

Para Phayra Baloi, a mobilidade representa também uma oportunidade de estabelecer contactos com artistas, técnicos, cenógrafos, iluminadores e produtores de diferentes países africanos, reforçando redes de colaboração e intercâmbio profissional.

A Bolsa Tafà é financiada pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e procura fortalecer a cadeia de valor das Indústrias Culturais e Criativas através de oportunidades de formação, mobilidade e cooperação regional.

Depois da experiência no Burkina Faso, Phayra Baloi dará continuidade ao seu percurso profissional com trabalhos na Ilha da Reunião e uma digressão europeia com dois espectáculos do coreógrafo moçambicano Idio Chichava.

“Acredito que esta experiência não é apenas sobre aprender novas técnicas de iluminação e cenografia. É também sobre perceber como podemos criar condições para que os nossos artistas e técnicos moçambicanos possam circular, trocar experiências e construir novas formas de trabalhar em África”, afirmou Phayra Baloi.

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Messias Maricoa apimenta música moçambicana com 10 a 0

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O cantor moçambicano Messias Maricoa voltou a movimentar as plataformas digitais com o lançamento de “10 a 0”, nova música que já está disponível em todas as plataformas de streaming.

O anúncio foi feito pelo próprio artista através das redes sociais, onde mostrou entusiasmo com a recepção do público ao novo trabalho.

Conhecido por sucessos como “Nhanhado”, “Só Te Olho” e “Vão Me Dizer Yah”, Messias Maricoa continua a afirmar-se como uma das vozes mais populares da música moçambicana e lusófona.

A nova faixa chega numa fase em que o artista mantém forte presença digital e internacional, consolidando uma carreira marcada por temas românticos e sonoridades afro contemporâneas. Com “10 a 0”, os fãs já começam a reagir nas redes sociais, reforçando a expectativa em torno de mais um potencial sucesso do músico.

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