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Cultura

Fauziya Fliege leva a arte moçambicana à Vernice Art Fair na Itália

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A artista moçambicana Fauziya Fliege participou, pela primeira vez, da Vernice Art Fair, na Itália. A feira de arte de três dias que encerrou neste domingo (29) reuniu galerias, artistas individuais, colectivos e associações de toda a Itália e do exterior que apresentaram exposições, performances ao vivo, apresentações de academias e iniciativas solidárias.

Nesta edição, a vigésima terceira na história da feira, Fliege apresentou duas peças da sua colecção recente Atrás das Máscaras sob a técnica acrílico sobre tela, intituladas “Gender Reveal”, Revelação do Género, em inglês (104 x 110cm) e “The Journey of Expecting”, A Jornada da Expectativa, em inglês (110 x 150cm), obras que já haviam sido expostas no Museu Diocesano Capitulare de Terni, em Terni.

“Essas peças já se encontravam na Itália. É incrível pensar que agora têm uma nova vida num contexto mais amplo, com artistas espetaculares e um público internacional”, afirma a artista, orgulhosa.

A participação na feira é, para Fliege, mais do que visibilidade, é uma oportunidade de colocar a arte moçambicana em destaque num espaço global, ainda que a artista não tenha estado presente fisicamente, devido a questões alheias a sua vontade.

“Um evento deste nível é crucial a presença do artista, e estou insatisfeita por não poder ir. Espero que a minha ausência não impeça que curadores e colecionadores me descubram e proponham exposições ou outro tipo de parcerias,” destaca.

Para a artista, momentos como este ajudam a reposicionar a presença africana no mercado global da arte, embora a arte africana já tenha reconhecimento – como provam conquistas recentes, como o artista ganês Ibrahim Mahama, nomeado o mais influente do mundo em 2025 – cada participação conta. “Muita gente vai ver e reconhecer o valor da arte moçambicana. Isso é essencial para abrir portas para outros artistas do país”, acredita.

Quanto ao futuro, Fauziya Fliege prefere deixar-se guiar pelos caminhos que se abrem. “Minha lista de desejos é enorme, mas deixo a vida me levar. Cada passo adiante é uma bênção, e sou muito grata por isso.”

A Vernice Art Fair é um mercado de artes dirigida a colecionadores,  profissionais da arte e público em geral. Esta edição, como as anteriores, trouxe um programa diversificado, que incluiu exposições, projectos especiais e iniciativas solidárias. Entre os destaques estão as principais exposições com obras de Amanda Chiarucci e uma instalação de boas-vindas de Alberto & Rino Costa, além do projecto colaborativo Voci dalla Terra (Vozes da Terra), que reúne cerâmica, esculturas protectoras e planisférios em movimento, com performance ao vivo da artista italiana Laura Mircea. 

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Cultura

Jimmy Dludlu celebra 40 anos de carreira com concerto duplo na Katembe

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O consagrado músico moçambicano Jimmy Dludlu prepara um dos momentos mais marcantes da sua trajectória artística, com a realização de um concerto de celebração dos seus 40 anos de carreira, agendado para os dias 24 e 25 de julho, no Onix Events, na Katembe, cidade de Maputo.

Mais do que um concerto, o evento pretende homenagear quatro décadas do “Menino de Chamanculo” dedicadas à música, à promoção do afro-jazz e à construção de uma carreira que ultrapassou fronteiras, tornando o artista uma das mais respeitadas referências da música africana contemporânea.

Para assinalar este percurso, a Top Produções, empresa organizadora, preparou um formato de “Concerto 2 em 1”, distribuído por duas noites, cada uma com identidade própria, reunindo diferentes gerações de músicos e intérpretes. A iniciativa procura celebrar não apenas a carreira do homenageado, mas também a riqueza da música produzida na África Austral, promovendo um encontro entre artistas, estilos e públicos de diferentes proveniências.

Na primeira noite, 24 de julho, Jimmy Dludlu sobe ao palco acompanhado pela banda moçambicana In The Groove, num espectáculo que destaca o talento nacional e a forte ligação do músico às suas raízes africanas. O evento será conduzido por Seth Swaze, enquanto o palco receberá artistas como Stewart Sukuma, Mingas, Banda Kakana, Pika Tembe, Onésia Muholove, Elcides Carlos, Prince Chone e o DJ Sérgio Butler.

Na segunda noite, 25 de julho, o espectáculo contará com a participação da banda sul-africana C Base Collective, reforçando a dimensão regional do evento e evidenciando os laços culturais entre Moçambique e a África do Sul. A apresentação será conduzida por Izidine Faquirá e terá como convidados artistas de reconhecido percurso, entre os quais a premiada cantora sul-africana Judith Sephuma, Frank Paco, John Hassan, Válter Mabas, Xixel Langa, Gabriela, além dos DJs No Name e Serito.

Ao reunir músicos de diferentes gerações, estilos e nacionalidades, o concerto pretende afirmar-se como uma plataforma de valorização da música africana e do diálogo cultural, demonstrando a capacidade do jazz de estabelecer pontes entre tradição, inovação e diferentes linguagens musicais.
Espera-se que o evento reúna centenas de amantes da música, profissionais das indústrias culturais e criativas, empresários, estudantes e público em geral, num ambiente de celebração e reconhecimento de uma carreira construída com consistência, talento e compromisso.

Com um percurso iniciado ainda na adolescência, Jimmy Dludlu construiu uma carreira sólida no universo do afro-jazz, afirmando-se como guitarrista, compositor e professor de música. Ao longo de décadas, trabalhou com algumas das maiores referências do continente e da diáspora, participou em festivais internacionais e lançou vários álbuns aclamados, muitos deles premiados nos South African Music Awards — SAMA. A sua discografia, marcada pela fusão entre o jazz e sonoridades africanas, já ultrapassou centenas de milhares de cópias vendidas, consolidando o seu nome como uma das figuras mais influentes da música africana contemporânea.

A produção do evento está a cargo da Top Produções, que tem vindo a afirmar-se na organização de espectáculos de grande dimensão. Para esta iniciativa, a organização conta com o apoio de parceiros estratégicos que acreditam no desenvolvimento da cultura e das indústrias criativas, nomeadamente Onix Events, Standard Bank, Cervejas 2M e Águas da Namaacha.

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Cultura

Fundação Fernando Leite Couto lança programa de pensamento crítico para 90 jovens dos PALOP

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A Fundação Fernando Leite Couto anunciou o lançamento de “A Arte do Pensamento Crítico”, um programa de formação que vai reunir 90 jovens dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), com o objectivo de desenvolver competências de análise, reflexão e criação através das artes contemporâneas.

A iniciativa é realizada com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e em parceria com os colectivos CACAU (São Tomé e Príncipe), Kino Yetu (Angola), Ur-GENTE (Guiné-Bissau) e o Instituto Pedro Pires.

Destinado a jovens entre os 18 e os 30 anos, nacionais e residentes em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, o programa pretende responder aos desafios colocados pelo crescimento do espaço digital, onde a circulação massiva de informação e de diferentes narrativas exige cada vez mais capacidade de interpretação e pensamento crítico.

Segundo a organização, o programa propõe um espaço de formação e criação que cruza o pensamento crítico com diferentes linguagens artísticas contemporâneas.

Formação com especialistas e artistas de referência

O programa será desenvolvido através de masterclasses, oficinas práticas, sessões de mentoria e uma mostra pública dos trabalhos produzidos pelos participantes.

As masterclasses contarão com nomes como Francisco Noa, Eduardo Quive, Raquel Lima, Nástio Mosquito e Mehak Vieira, que abordarão temas como pensamento crítico, desinformação, identidade, linguagem e circulação de narrativas.

A sessão de abertura será conduzida pelo escritor Mia Couto e pelo sociólogo Elísio Macamo.

Escrita, fotografia e vídeo

Além das sessões teóricas, os participantes desenvolverão projectos autorais em áreas como escrita, fotografia e vídeo, acompanhados por facilitadores como José dos Remédios, Luísa Nhamtunbo e João Graça.

O percurso será complementado por sessões de mentoria individual, culminando numa exposição pública que reunirá obras em diferentes formatos, incluindo texto, fotografia, vídeo e storytelling.

De acordo com a Fundação Fernando Leite Couto, o programa parte da ideia de que o pensamento crítico não é apenas uma competência individual, mas um processo activo de construção de sentido, em diálogo com as práticas artísticas contemporâneas.

A data de abertura das candidaturas será anunciada em breve.

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Cultura

SDEL financia expansão da Escola Joaquim Chissano e reforça acesso à educação na Moamba

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A Sociedade Distribuidora de Explosivos (SDEL) inaugurou, no dia 7 de Julho, as novas infra-estruturas da Escola Primária Joaquim Chissano, localizada no Posto Administrativo de Pessene, distrito da Moamba, província de Maputo. O projecto, financiado pela empresa no âmbito da sua política de Responsabilidade Social Corporativa, visa melhorar as condições de ensino e ampliar o acesso à educação na comunidade.

A intervenção incluiu a reabilitação de três salas de aula, a construção de quatro novas salas totalmente equipadas, uma biblioteca moderna com mais de 300 livros literários e didácticos, baptizada Biblioteca Ana Sofia Vieira, além de uma nova sala de professores, secretaria, dois dormitórios para docentes e infra-estruturas sanitárias preparadas para responder ao crescimento da população escolar.

A cerimónia foi presidida pelo Governador da Província de Maputo, Manuel Simão Nuvunga Tule, que destacou a importância de investimentos desta natureza para o fortalecimento do Sistema Nacional de Educação. Durante o evento, o Administrador da SDEL, Manuel Roberto, reafirmou o compromisso da empresa com o desenvolvimento das comunidades e com a valorização das futuras gerações através da educação.

Com esta intervenção, a Escola Primária Joaquim Chissano passa a dispor de melhores condições para acolher um maior número de alunos e proporcionar um ambiente de aprendizagem mais digno. O investimento reforça o papel das parcerias entre os sectores público e privado na promoção do desenvolvimento social e educativo em Moçambique.

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