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Cultura

CCMA dedica agenda cultural do mês a mulher

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CCMA dedica agenda cultural do mês a mulher

O Dia Internacional da Mulher surgiu do movimento trabalhista que anos depois foi reconhecido pelas Nações Unidas no dia 8 de Março, a semente foi plantada em 1908, quando cerca de 15 mil mulheres marcharam por Nova York exigindo menos horas de trabalho, melhores salários e direito ao voto.

Por reconhecer a importância da marcha organizada pelas mulheres naquele ano, o que resultou na realidade vivida hoje em dia, o Centro Cultural Moçambique-Alemão (CCMA), disponibilizou a sua agenda cultural, onde alinhou em leque de eventos como exposições, debates, mostra de filmes dentre outras actividades, com o objectivo de celebrar e enaltecer a mulher.

Nos dias 10 e 11 do mês em curso, duas mulheres de gerações diferentes, a escritora Mel Matsinhe e a ceramista Merina Amade conversarão sobre a resiliência aos desastres naturais e a adaptação às mudanças climáticas, uma conversa inserida no programa “Duas Mulheres, Duas Artes”.

Unido ao Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) o CCMA, irá expor no dia 17, pelas 17 horas, as fotos feitas pelo fotógrafo Denis RION sobre ofícios femininos em Madagáscar, Guiana francesa e Suriname, intitulada “Femmes du flueve”.

Os dias 23 e 29, o Instituto Superior de Artes e Cultura (ISARC), levará ao CCMA, o “Kino Clube – Fala Minha irmã” onde, apresentarão uma mostra de cinema sobre retratos musicais de mulheres que reflectem e transformam seus mundos através da música e dança. Debates sobre a “Descolonização da Produção de Conhecimento”, “Arte e Academia”, serão levantados.

Para finalizar o mês, no dia 24, pelas 18 horas, Chico António e Mark Mulholland, comemoraram um ano da sua amizade onde desenvolveram um vínculo caloroso, cujos frutos serão mostrados em palco pela nova dupla.

Cultura

Aniano Tamele celebra 50 anos de carreira

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O artista moçambicano Aniano Tamele anunciou celebra 50 anos de carreira artística, neste ano.

O marco representa uma longa trajetória dedicada às artes, marcada por persistência e reconhecimento público.

Segundo o próprio artista, a sua caminhada começou em 1976, sob orientação de Zeburani, dando início a uma epopeia que se prolonga até aos dias de hoje. Ao longo dos anos, Aniano Tamele construiu uma carreira sustentada pelo esforço contínuo e pela evolução no meio artístico.

O artista destaca que este percurso foi possível graças ao apoio da família, ao encorajamento do público e, sobretudo, à bênção de Deus. Estes elementos, segundo ele, foram fundamentais para manter a sua motivação e continuidade na carreira.

Aniano Tamele afirma ainda que as celebrações dos 50 anos de carreira vão marcar o ano de 2026, convidando o público a acompanhar este momento especial. “Phambeni!”, concluiu o artista.

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Cultura

Carlitos Namakotho recebe terreno e 20 mil meticias do governador de Nampula

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O governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, ofereceu 20 mil meticais, uma motorizada e um terreno ao artista Carlitos Miguel Namakotho. O gesto foi feito no âmbito das celebrações dos 60 anos de vida do músico.

Segundo escreveu o Jornal Rigor, a homenagem aconteceu esta quinta-feira (14), durante a inauguração do primeiro estúdio de gravação e incubadora de economia criativa da província. O projecto é do MEC e visa impulsionar a indústria cultural e criativa em Nampula.

O governador contou com apoio de várias instituições e parceiros do sector cultural para concretizar a oferta. Carlitos Miguel agradeceu o gesto e disse que sempre enfrentou muitas dificuldades, destacando que o reconhecimento é importante para a sua trajetória.

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Cultura

Félix Chavane lança o seu livro de estreia em Chibuto

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Hoje pelas 14 horas, a Sala de Sessões da Assembleia Municipal de Chibuto acolheu o lançamento do livro “O destino imprevisível de uma alma inocente”, a estreia literária de Félix Chavane, de género romance.

A apresentação do livro estará a cargo do académico Hilário da Silva Nhamuche, e os comentários sobre a obra caberá à Flora Ozias Mate Chuma, prefaciadora do livro.

Em “O destino imprevisível de uma alma inocente”, conhecemos Samira. Movida por sonhos de justiça e guiada pelos valores da sua família, Samira, nascida numa comunidade rural do interior de Gaza, ruma para Maputo estudar Direito, mergulhando num mundo novo, onde a cidade pulsa com seduções, armadilhas e promessas cintilantes.

À medida que tenta manter-se fiel às suas raízes, vê-se envolvida com colegas cujos caminhos contrastam radicalmente com o seu. Entre amizades ambíguas, perdas irreparáveis e a influência subtil de uma figura manipuladora, Samira terá de escolher entre o brilho passageiro da cidade e a luz firme da sua consciência.

Na sua nota de prefácio, Flora Ozias Mate Chuma destaca que “a escrita de Chavane é profundamente sensorial e introspectiva. O autor constrói uma prosa que alterna entre a doçura poética e a lucidez cortante, evocando uma linguagem que é, ao mesmo tempo, simples e espiritual. A sua narrativa revela um domínio raro da emoção, convidando o leitor a mergulhar não apenas na história, mas também nas camadas mais silenciosas da alma.”

Félix Chavane, nascido em 1980 no distrito de Chibuto, província de Gaza, cresceu cultivando a sensibilidade pelas palavras, pela reflexão e pela vida comunitária. Professor de Francês, actualmente afecto ao Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Chibuto, como Técnico Pedagógico, coordena as actividades do Ensino Secundário ao nível distrital. Hilário da Silva Nhamuche, natural e residente em Chibuto, província de Gaza, é Docente, Pesquisador da Educação e Consultor Académico.

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