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Cultura

Chamanculo é Vida leva guetto para cidade

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Chamanculo é vida leva guetto para cidade

Em co-organização com o Centro Cultural Moçambique-Alemão, projecto sociocultural Chamanculo é Vida, lança no dia 17 de Fevereiro, pelas 18 horas, a sua plataforma virtual (site) num evento designado “O Guetto na Cidade”.

O evento terá lugar no centro cultural supracitado e segundo gestora e fundadora do projecto, Cecília Mahumane, o lançamento da plataforma tem por objectivo agregar valor para os bairros envolvidos no projecto, porque “vemos como uma porta para difusão do que é produzido no Guetto, mas também é uma janela para o mundo ver o Guetto em todas as vertentes”, afirmou.

Com o lançamento da plataforma fora do Guetto, indo para a cidade, significa para Cecília “um passo de um caminho ainda longo, onde procuramos desmistificar a ideia que se tem do Guetto, mostrando o outro lado poucas vezes conhecido, sem deixar de lado os seus desafios, porque afinal de contas queremos através desse outro lado responder a esses desafios”.

O lance, será marcado por uma exposição fotográfica virtual, mostra do documentário “Perspectiva do Meu Guetto” lançado pelo movimento no ano passado, e por um debate sobre as mesmas perspectivas com a presença no painel do Watson Colosse, Berta de Nazareth, Ivan Muhambe sob a moderação de Lídia Siquela.

Os organizadores esperam com a iniciativa influenciar de forma positiva, outros bairros para que iniciativas iguais surjam, pois acreditam que existem muitos criativos no país e é preciso explorar o que se produz, procurando formas de sustentar essa mesma arte, que é feita pelos artistas.

Criada no ano de 2018, a Chamanculo é Vida nasce da necessidade de mostrar o outro lado dos bairros periféricos que é pouco conhecido, aliado aos desafios que existem nesses bairros, desenvolvendo iniciativas que unem o ramo social, cultural e económico dos bairros, através do projecto “Girassol”, “Arte entre os Becos” que promove artistas locais, produção de documentários e “Business Woman no Guetto” programa de impulsionamento de negócios locais para o meio digital.

Cultura

Fotojornalista Carlos Uqueio lança livro que retrata 18 anos da história de Moçambique

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O fotojornalista moçambicano Carlos Uqueio lança, esta quarta-feira, 22 de Abril de 2026, às 16h00, a sua primeira obra literária, intitulada “Repórter de Sombras e Esperança: A fotografia como testemunho da reportagem”.

O evento terá lugar na sede do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em Maputo, e marca um momento importante na carreira do autor, que reúne no livro dezoito anos de experiência no fotojornalismo.

Mais do que uma colectânea de imagens, a obra apresenta um retrato profundo da realidade social, política, cultural e humana de Moçambique. Ao longo das páginas, Uqueio documenta histórias de adversidade, resistência e esperança, combinando fotografia e texto para reforçar o papel da imagem como instrumento de memória, denúncia social e valorização da dignidade humana.

Num contexto em que as imagens são consumidas de forma rápida e efémera, o livro propõe uma abordagem contrária: preservar, testemunhar e responsabilizar. A publicação afirma-se como um registo de memória colectiva e uma contribuição relevante para a valorização da fotografia documental e do fotojornalismo no país, podendo ainda servir como fonte de consulta para estudantes, investigadores e académicos.

Prefaciada por Carlos Agostinho do Rosário, antigo Primeiro-Ministro de Moçambique, a obra ganha peso institucional e histórico, consolidando-se como um documento visual de momentos marcantes do percurso recente do país. Este lançamento representa também um marco na trajectória de Carlos Uqueio, ao reunir, pela primeira vez em formato editorial, uma selecção do seu trabalho enquanto repórter de imagem e observador atento da sociedade moçambicana.

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Cultura

Énia Lipanga leva leitura e criatividade às crianças da Ponta do Ouro

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A poetisa moçambicana e activista social Énia Lipanga no passado dia 11 de Abril, resolveu levar as crianças da Ponta de Ouro, a viajar na escrita com a realização do primeiro workshop do ano de Leitura e Pintura Criativa.

A actividade, idealizada por Lipanga, foi aplicada pela ex-aluna Sweet Cotton, reunindo crianças num ambiente marcado pela imaginação e descoberta.

O encontro teve como principais objectivos estimular o gosto pelos livros e ampliar o acesso à leitura entre os mais novos, combinando momentos de leitura com exercícios criativos de pintura e escrita.

Texto escrito no workshop

Entre risos, cores e palavras, os participantes foram desafiados a expressar as suas ideias, resultando em pequenos poemas que revelam sensibilidade e criatividade já em desenvolvimento.

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Cultura

Evaristo de Abreu no mercado de arte africana em Abidjan

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O gestor cultural do 16 Neto, Evaristo de Abreu, participou no MASA – Marché des Arts du Spectacle Africain d’Abidjan (Mercado de Artes Cénicas Africanas de Abidjan), na Costa do Marfim, um dos mais importantes mercados de artes performativas do continente africano. 

Na sua 14.ª edição, e após mais de 32 anos dedicados à promoção e valorização dos talentos africanos, o MASA afirma-se plenamente como uma plataforma de referência ao serviço do sector das artes performativas.

O tema desta edição, «Artes do espectáculo em África: ferramenta económica e social», segundo o director do MASA, Abdramane Kamaté, reflecte a convicção profunda de que a cultura constitui um poderoso motor de transformação social, de coesão e de desenvolvimento económico.

O tema desta edição, «Artes do espectáculo em África: ferramenta económica e social», segundo o director do MASA, Abdramane Kamaté, reflecte a convicção profunda de que a cultura constitui um poderoso motor de transformação social, de coesão e de desenvolvimento económico.

A presença de Evaristo de Abreu, enquanto agente cultural e representante de um importante centro cultural e criativo moçambicano, representa um passo significativo para a inserção de iniciativas independentes moçambicanas no circuito africano. O programador participou em sessões de networking, showcases e debates sobre políticas culturais e circulação artística no continente.

Com a sua participação, Abreu contribui para abrir novas possibilidades de colaboração entre Moçambique e outras geografias africanas, promovendo a circulação de artistas e projetos nacionais.

Ademais, Abreu foi eleito para o Comité de Gestão de Kreafrika, plataforma destinada aos actuais como aos futuros profissionais das Indústrias Culturais e Criativas (ICC) de África.

Fonte: MFF

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