Cultura
Amarildo Rungo quer motivar o espírito artístico no bairro Machava Socimol
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Em Maputo existem bairros que carregam consigo o espírito artístico e histórico, porém, outros nem por isso. Foi pensando nisso que o artista plástico Amarildo Rungo resolveu iniciar a “pintura” em seu bairro da Machava- Socimol, com vista elevá-lo à categoria artística.

Neste momento, o pintor conta com 3 murais espalhados pelo bairro, da vontade de mostrar a sua veia artística e praticar as lições resultantes da sua formação na Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV), e mostrar que é possível mudar certos pensamentos sobre o bairro. “Quero mostrar que é possível ensinar através da arte”, declara o artista.
Os murais já aqui concluídos, carregam consigo a intervenção social retratando o modo de vida da sociedade moçambicana.
O primeiro mural surgiu durante o confinamento em resposta ao “fecho” das actividades culturais em retrato do novo coronavírus.
“Que ratos são esses que roem a minha bandeira”, é o segundo mural do artista e aparece, segundo explicou, em apresentação dos contornos do julgamento das dívidas ocultas que decorre em Moçambique, carregando em simultâneo a revolta do artista para a actual situação da sociedade na qual está inserida.
Fora o novo projecto, Amarildo Rungo apresentou em 2021, ao lado do fotógrafo moçambicano Ildefonso Colaço, a exposição “Corporação” na Mueda Arte e no Centro Cultural Moçambique-Alemão.
Cultura
Aniano Tamele celebra 50 anos de carreira
O artista moçambicano Aniano Tamele anunciou celebra 50 anos de carreira artística, neste ano.
O marco representa uma longa trajetória dedicada às artes, marcada por persistência e reconhecimento público.
Segundo o próprio artista, a sua caminhada começou em 1976, sob orientação de Zeburani, dando início a uma epopeia que se prolonga até aos dias de hoje. Ao longo dos anos, Aniano Tamele construiu uma carreira sustentada pelo esforço contínuo e pela evolução no meio artístico.
O artista destaca que este percurso foi possível graças ao apoio da família, ao encorajamento do público e, sobretudo, à bênção de Deus. Estes elementos, segundo ele, foram fundamentais para manter a sua motivação e continuidade na carreira.
Aniano Tamele afirma ainda que as celebrações dos 50 anos de carreira vão marcar o ano de 2026, convidando o público a acompanhar este momento especial. “Phambeni!”, concluiu o artista.
Cultura
Carlitos Namakotho recebe terreno e 20 mil meticias do governador de Nampula
O governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, ofereceu 20 mil meticais, uma motorizada e um terreno ao artista Carlitos Miguel Namakotho. O gesto foi feito no âmbito das celebrações dos 60 anos de vida do músico.
Segundo escreveu o Jornal Rigor, a homenagem aconteceu esta quinta-feira (14), durante a inauguração do primeiro estúdio de gravação e incubadora de economia criativa da província. O projecto é do MEC e visa impulsionar a indústria cultural e criativa em Nampula.
O governador contou com apoio de várias instituições e parceiros do sector cultural para concretizar a oferta. Carlitos Miguel agradeceu o gesto e disse que sempre enfrentou muitas dificuldades, destacando que o reconhecimento é importante para a sua trajetória.
Cultura
Félix Chavane lança o seu livro de estreia em Chibuto
Hoje pelas 14 horas, a Sala de Sessões da Assembleia Municipal de Chibuto acolheu o lançamento do livro “O destino imprevisível de uma alma inocente”, a estreia literária de Félix Chavane, de género romance.
A apresentação do livro estará a cargo do académico Hilário da Silva Nhamuche, e os comentários sobre a obra caberá à Flora Ozias Mate Chuma, prefaciadora do livro.
Em “O destino imprevisível de uma alma inocente”, conhecemos Samira. Movida por sonhos de justiça e guiada pelos valores da sua família, Samira, nascida numa comunidade rural do interior de Gaza, ruma para Maputo estudar Direito, mergulhando num mundo novo, onde a cidade pulsa com seduções, armadilhas e promessas cintilantes.
À medida que tenta manter-se fiel às suas raízes, vê-se envolvida com colegas cujos caminhos contrastam radicalmente com o seu. Entre amizades ambíguas, perdas irreparáveis e a influência subtil de uma figura manipuladora, Samira terá de escolher entre o brilho passageiro da cidade e a luz firme da sua consciência.
Na sua nota de prefácio, Flora Ozias Mate Chuma destaca que “a escrita de Chavane é profundamente sensorial e introspectiva. O autor constrói uma prosa que alterna entre a doçura poética e a lucidez cortante, evocando uma linguagem que é, ao mesmo tempo, simples e espiritual. A sua narrativa revela um domínio raro da emoção, convidando o leitor a mergulhar não apenas na história, mas também nas camadas mais silenciosas da alma.”
Félix Chavane, nascido em 1980 no distrito de Chibuto, província de Gaza, cresceu cultivando a sensibilidade pelas palavras, pela reflexão e pela vida comunitária. Professor de Francês, actualmente afecto ao Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Chibuto, como Técnico Pedagógico, coordena as actividades do Ensino Secundário ao nível distrital. Hilário da Silva Nhamuche, natural e residente em Chibuto, província de Gaza, é Docente, Pesquisador da Educação e Consultor Académico.