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Cultura

Amarildo Rungo quer motivar o espírito artístico no bairro Machava Socimol

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Foto: Edson Artur

Em Maputo existem bairros que carregam consigo o espírito artístico e histórico, porém, outros nem por isso. Foi pensando nisso que o artista plástico Amarildo Rungo resolveu iniciar a “pintura” em seu bairro da Machava- Socimol, com vista elevá-lo à categoria artística.

Neste momento, o pintor conta com 3 murais espalhados pelo bairro, da vontade de mostrar a sua veia artística e praticar as lições resultantes da sua formação na Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV), e mostrar que é possível mudar certos pensamentos sobre o bairro. “Quero mostrar que é possível ensinar através da arte”, declara o artista.

Os murais já aqui concluídos, carregam consigo a intervenção social retratando o modo de vida da sociedade moçambicana.

O primeiro mural surgiu durante o confinamento em resposta ao “fecho” das actividades culturais em retrato do novo coronavírus.

“Que ratos são esses que roem a minha bandeira”, é o segundo mural do artista e aparece, segundo explicou, em apresentação dos contornos do julgamento das dívidas ocultas que decorre em Moçambique, carregando em simultâneo a revolta do artista para a actual situação da sociedade na qual está inserida.

Fora o novo projecto, Amarildo Rungo apresentou em 2021, ao lado do fotógrafo moçambicano Ildefonso Colaço, a exposição “Corporação” na Mueda Arte e no Centro Cultural Moçambique-Alemão.

Cultura

Twenty Fingers carrega Moçambique para terra do colono

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"Uau" de Twenty Fingers bate 1 Milhão no YouTube

Lisboa prepara-se para receber uma das maiores celebrações da música africana contemporânea, e entre os nomes que mais despertam atenção no cartaz do FESTEJA RTP África está o do moçambicano Twenty Fingers, um dos artistas mais influentes da nova geração musical.

O cantor sobe ao palco no dia 17 de julho, juntando-se a um alinhamento que reúne grandes nomes da lusofonia, como Cuca Roseta, Paulo Flores, Lura, Anna Joyce, Dynamo, Pérola, Filho do Zua, Anderson Mário e Paulelson.

A presença de Twenty Fingers reforça o crescimento da música moçambicana além-fronteiras e confirma o impacto que o artista tem vindo a conquistar no panorama africano e digital.

Conhecido pelos seus sucessos virais e pela capacidade de misturar afro-pop, pandza e sonoridades contemporâneas, Twenty Fingers tornou-se uma referência incontornável da música urbana moçambicana.

Com milhões de visualizações nas plataformas digitais, o artista tem conseguido levar a identidade musical de Moçambique a diferentes públicos, consolidando-se como um dos rostos mais internacionais da música feita no país.

A confirmação do artista no FESTEJA RTP África representa também um momento importante para a cultura moçambicana, que continua a ganhar espaço nos grandes eventos internacionais dedicados à música africana.

A sua participação surge numa edição marcada pela diversidade de estilos, gerações e geografias, mostrando a força da música lusófona no cenário global.

Além de Twenty Fingers e Paulelson, o festival anunciou ainda nomes como Kelson Most Wanted, Mobbers, Biura e Lurdes Miranda, reforçando uma programação dominada pelas sonoridades urbanas africanas.

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Cultura

Mélio Tinga lança Névoa Na Sala em Portugal

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Melio Tinga

Sob a chancela da The Poets and Dragons Society, o escritor Mélio Tinga lança a obra literária intitulada “Névoa na sala” nos dias 27, 28 de Maio e 01 de Junho nas cidades de Porto, Coimbra e Lisboa, respectivamente.

O autor convida-nos a reflectir sobre memórias, ódio e a normalização da violência. Mélio Tinga habituou-nos a ficção e desta vez leva-nos a uma estória de um homem que acaba acidentalmente nas trincheiras de uma guerra no Norte do País. Um morto o conduz a regressar. O pai espera-o à porta. Os fantasmas da guerra perseguem-no, no seu íntimo. Passa, por isso, parte da sua vida num hospital (imaginário) especializado em traumas e depressão, onde se apaixona por uma mulher que procura curar a dor de tentar conceber, poeta talentosa que, esconde um mistério debaixo da cama.

O romance é narrado a partir de três vozes diferentes que, atravessam a dor, o amor, a morte, o fantástico e a desilusão por um mundo imperfeito. Descrito pelo jornalista moçambicano Leonel Matusse como “… um espetáculo perturbador vivido em três actos.”

Vencedor do Prémio Mia Couto 2025 (melhor livro do ano) e Imprensa Nacional Casa da Moeda/ Eugénio de Lisboa 2020 e considerado uma das 100 Personalidades Negras Mais Influentes da Lusofonia pela Revista Bantumen, em 2024, o autor é um dos finalistas do Prémio Nacional de Literatura Infanto-Juvenil 2026.

Mélio Tinga pretende partilhar com o público a sua paixão pela literatura através de momentos memoráveis de afecto, onde o colectivo irá sobrepor o individualismo.

No Porto, o lançamento do livro Névoa na Sala está marcado para o dia 27 de Maio, às 18h na Biblioteca Almeida Garret. A apresentação da obra estará a cargo de Teresa Silveira – Professora Auxiliar no Departamento de Ciências da Comunicação e da Informação da FLUP e investigadora integrada do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória.

Em Coimbra, a sessão terá lugar no dia 28 de Maio, na Cena Lusófona, às 17h, a apresentação estará ao cargo de Catarina Martins, Professora Associada e Coordenadora da Secção de Estudos Germanísticos Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Em Lisboa, Névoa na Sala será apresentado na Feira do Livro de Lisboa (FLL), no dia 31 de Maio, às 15h e no dia 4 de Junho está previsto um Book talk em que o autor estará na companhia de outros autores, nomeadamente António Cabrita, Teresa Noronha, Luís Cardoso, José Luiz Tavares.

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Cultura

Grupo de Teatro M’bêu participa no Festival Internacional de Teatro e Artes em Angola

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O Grupo de Teatro M’bêu integra o cartaz do Festival Internacional de Teatro e Artes (FITA), que decorre de 19 a 30 de Maio, em Angola. A companhia moçambicana leva ao palco de Elinga Teatro, em Luanda, as peças “As substitutas” (25) e “O monólogo da prostituta no manicómio” (30), ambas dirigidas pela encenadora moçambicana Isabel Jorge.

Organizado pelo Elinga Teatro, o FITA tem-se consolidado como um dos mais importantes espaços de promoção do teatro e das artes cénicas na região, reunindo artistas, grupos e instituições culturais de diferentes países. O festival promove o intercâmbio cultural, o fortalecimento de parcerias artísticas e o desenvolvimento das disciplinas ligadas às artes performativas, através de espectáculos, debates, formações e outras actividades integradas na programação.

A peça “As substitutas”, do título original Another One’s Bread, do dramaturgo sul-africano Mike Van Graan, estreou em Abril de 2025, no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM). Trata-se de uma obra que acompanha a história de quatro mulheres que trabalham como profissionais de luto, prestando serviços relacionados com funerais e cerimónias fúnebres. Interpretada pelas actrizes Sabina Tembe, Xixel Langa, Josefina Vilanculo e Clarisse Dzimba, a peça assume o formato de uma comédia sombria que convida o público à reflexão sobre temas como desigualdades sociais, género, fome e sobrevivência.

Já “O monólogo da prostituta no manicómio”, baseado num texto original dos dramaturgos italianos Dario Fo e Franca Rame, retrata a história de uma mulher interrogada por uma médica e pela sua equipa. Ao longo do depoimento, são revelados episódios marcados pela violência de género e pelos traumas acumulados ao longo da sua vida. O espectáculo é interpretado pela actriz Yolanda Fumo e estreou em Abril de 2023, destacando-se pela intensidade dramática e pela abordagem socialmente crítica.

Sabe-se que Isabel Jorge Actriz é encenadora e produtora moçambicana, licenciada em Jornalismo pela Universidade Eduardo Mondlane e conta com mais de 30 anos de carreira nas artes cénicas. Iniciou o seu percurso artístico no grupo Mutumbelinha e integrou, em 1989, o Grupo de Teatro M’bêu, do qual é actualmente directora. Ao longo da sua trajectória, colaborou com o Grupo Mutumbela Gogo, participou em diversas produções teatrais nacionais e internacionais e facilitou workshops voltados para o desenvolvimento comunitário. Participou ainda, como actriz, em filmes, minisséries e radionovelas. Nos últimos anos, Isabel Jorge tem-se dedicado com maior intensidade à encenação, assinando trabalhos como “As substitutas”, “O monólogo da prostituta no manicómio” e “Sujo(s)”, de Milton Morales, uma produção realizada em São Paulo, Brasil, numa parceria entre o Grupo M’bêu e o Teatro da Ponte.

Aponte-se que a participação do Grupo M’bêu no FITA foi através da Associação Vemba, Artes e Mulher (AVAM) e conta com o apoio da WVL Aliadas.

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