Cultura
Amarildo Rungo quer motivar o espírito artístico no bairro Machava Socimol
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Em Maputo existem bairros que carregam consigo o espírito artístico e histórico, porém, outros nem por isso. Foi pensando nisso que o artista plástico Amarildo Rungo resolveu iniciar a “pintura” em seu bairro da Machava- Socimol, com vista elevá-lo à categoria artística.

Neste momento, o pintor conta com 3 murais espalhados pelo bairro, da vontade de mostrar a sua veia artística e praticar as lições resultantes da sua formação na Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV), e mostrar que é possível mudar certos pensamentos sobre o bairro. “Quero mostrar que é possível ensinar através da arte”, declara o artista.
Os murais já aqui concluídos, carregam consigo a intervenção social retratando o modo de vida da sociedade moçambicana.
O primeiro mural surgiu durante o confinamento em resposta ao “fecho” das actividades culturais em retrato do novo coronavírus.
“Que ratos são esses que roem a minha bandeira”, é o segundo mural do artista e aparece, segundo explicou, em apresentação dos contornos do julgamento das dívidas ocultas que decorre em Moçambique, carregando em simultâneo a revolta do artista para a actual situação da sociedade na qual está inserida.
Fora o novo projecto, Amarildo Rungo apresentou em 2021, ao lado do fotógrafo moçambicano Ildefonso Colaço, a exposição “Corporação” na Mueda Arte e no Centro Cultural Moçambique-Alemão.
Cultura
Francisco Guita Jr. representa Moçambique em prémio literário lusófono
O poeta moçambicano Francisco Guita Jr. integra a lista de finalistas da 12.ª edição do Prémio Literário Glória de Sant’Anna, reforçando a presença de Moçambique num dos mais relevantes galardões da poesia em língua portuguesa.
O prémio foi atribuído à escritora portuguesa Maria Azenha, com a obra A Casa da Memória, distinguida pela sua abordagem poética centrada na relação entre memória e dor, numa construção que rompe com a linearidade temporal.
Além de Guita Jr., a lista de finalistas inclui autores de vários países lusófonos, reflectindo a diversidade e riqueza da poesia contemporânea no espaço da língua portuguesa.
Instituído em 2012, o prémio distingue anualmente o melhor livro de poesia em língua portuguesa. A cerimónia de entrega da edição de 2026 está marcada para o dia 23 de Maio, em Portugal.
Cultura
Jimmy Dludlu distinguido no “African Award Leaders Excellence” em Angola
O músico moçambicano Jimmy Dludlu foi distinguido, na última terça-feira (28), durante o “African Award Leaders Excellence 2026”, evento realizado na cidade de Luanda, em Angola, numa cerimónia que reuniu líderes africanos de diferentes áreas, reconhecidos pelo seu impacto e contribuição para o desenvolvimento do continente africano.
Jimmy Dludlu subiu ao palco do Epic Sana para receber uma estatueta e um certificado equivalente à categoria de Excelência em Música Jazz Africana. Trata-se de uma distinção que reconhece “o seu percurso notável, pela consistência da sua líderança e pelo impacto significativo das suas acções no desenvolvimento de África e do mundo”.
De acordo com a Luadeira Digital Angola, entidade promotora da iniciativa, a presente distinção celebra não apenas conquistas, mas a capacidade de inspirar, transformar realidades e elevar padrões de excelência nas mais diversas áreas da sociedade.
“Que este reconhecimento simbolize o mérito de uma trajectória construída com visão, coragem e compromisso com o progresso colectivo”, encerra a organização, num texto extraído do Certificado de Distinção atribuído a Jimmy Dludlu.
Ao receber esta homenagem, o artista mostrou-se feliz e grato, afirmando que o reconhecimento representa também uma homenagem colectiva a todos os moçambicanos.
“Agradeço a Deus”, começou Jimmy o seu périplo de agradecimentos, passando pela sua família, “Os Cuambes, e ao povo africano por ter reconhecido o menino de Chamanculo. Khanimambo!”, declarou, numa referência às suas origens e ao bairro onde construiu os primeiros passos da sua trajectória.

Para Jimmy Dludlu, a música sempre foi mais do que arte, assumindo-se como missão, responsabilidade e instrumento de representação africana além-fronteiras.
“O meu sonho sempre foi partilhar o meu talento, os meus conhecimentos e representar o meu continente pelo mundo. É um desafio que todos os dias encaro com muita responsabilidade”, afirmou.
Defensor ferrenho da educação musical e do afro-jazz, o músico sublinhou que a cultura continua a ser uma das maiores expressões de identidade de um povo.
“A música, a cultura em geral, é a bandeira de uma nação, neste caso, a bandeira africana. Sempre acreditei na educação musical e no jazz, porque é uma marca da nossa africanidade”, referiu.
Segundo o artista, construir uma voz própria nunca foi um processo simples, mas foi precisamente essa busca pela autenticidade que moldou a sua carreira. Influenciado por grandes referências africanas como Miriam Makeba, Hugh Masekela, Papa Wemba e George Lee, Jimmy Dludlu encontrou também na sua formação, na Universidade de Ghana, em Legon, elementos essenciais para consolidar a sua identidade artística.
“Não foi fácil, mas fui trabalhando. Muitos artistas de prestígio ajudaram-me e a oportunidade que tive de estar no Norte de África permitiu-me conhecer muitos ritmos daquela região do continente”, assumiu, reconhecendo, a seguir, que essas influências foram fundamentais para encontrar a sua voz africana.
“A nossa juventude tem que acreditar na originalidade, ter a sua própria voz. Eu também, quando estava a começar, inspirei-me nos outros, e isso é normal. Mas a coisa mais importante para mim é o legado e passar o conhecimento para as gerações vindouras”, sublinhou.
A homenagem acontece num ano particularmente simbólico para o músico, que celebra 40 anos de carreira dedicados à música e à afirmação da identidade cultural africana. Para assinalar a data, Jimmy Dludlu prepara uma digressão internacional que terá início em Junho, em Maputo, reunindo em palco artistas de grande referência no continente.
O African Award Leaders Excellence distingue anualmente personalidades africanas que se destacam nas áreas da cultura, liderança, empreendedorismo, inovação e impacto social, promovendo o reconhecimento de figuras que inspiram novas gerações e contribuem para a transformação positiva de África.
Cultura
Gaza aposta na leitura para formar nova geração
A província de Gaza acolhe, desde ontem até quinta-feira, a Festa do Livro em Gaza (FELGA), iniciativa que mobiliza escolas, escritores e estudantes na promoção da leitura e valorização da literatura.
O evento decorre em estabelecimentos de ensino e espaços culturais, com oficinas, palestras e recitais de poesia, centrados no estímulo ao gosto pelo livro. A aposta recai na juventude, apontada como base para a construção de uma sociedade mais crítica e informada.
As sessões abordam temas ligados ao papel da literatura na formação do indivíduo, com enfoque na leitura como ferramenta de conhecimento e desenvolvimento social.
A programação inclui ainda a homenagem ao escritor António Lobo Antunes, referência da literatura em língua portuguesa, cuja obra continua a marcar gerações.
Com a iniciativa, os organizadores pretendem reforçar os hábitos de leitura e aproximar os jovens do universo literário.