Cultura
Amarildo Rungo quer motivar o espírito artístico no bairro Machava Socimol
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Em Maputo existem bairros que carregam consigo o espírito artístico e histórico, porém, outros nem por isso. Foi pensando nisso que o artista plástico Amarildo Rungo resolveu iniciar a “pintura” em seu bairro da Machava- Socimol, com vista elevá-lo à categoria artística.

Neste momento, o pintor conta com 3 murais espalhados pelo bairro, da vontade de mostrar a sua veia artística e praticar as lições resultantes da sua formação na Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV), e mostrar que é possível mudar certos pensamentos sobre o bairro. “Quero mostrar que é possível ensinar através da arte”, declara o artista.
Os murais já aqui concluídos, carregam consigo a intervenção social retratando o modo de vida da sociedade moçambicana.
O primeiro mural surgiu durante o confinamento em resposta ao “fecho” das actividades culturais em retrato do novo coronavírus.
“Que ratos são esses que roem a minha bandeira”, é o segundo mural do artista e aparece, segundo explicou, em apresentação dos contornos do julgamento das dívidas ocultas que decorre em Moçambique, carregando em simultâneo a revolta do artista para a actual situação da sociedade na qual está inserida.
Fora o novo projecto, Amarildo Rungo apresentou em 2021, ao lado do fotógrafo moçambicano Ildefonso Colaço, a exposição “Corporação” na Mueda Arte e no Centro Cultural Moçambique-Alemão.
Cultura
Wazimbo e José Mucavele regressam juntos a Maputo para a estreia do projecto “Tlhangano – O Reencontro” com o “Concerto da Gratidão”
A cidade de Maputo prepara-se para acolher um dos momentos culturais mais marcantes do ano.
No dia 12 de Setembro de 2026, pelas 18h00, o Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano será palco da estreia do projecto “Tlhangano – O Reencontro”, uma nova plataforma cultural moçambicana dedicada à valorização da música, da memória e de grandes encontros artísticos.
A primeira edição será assinalada pelo “Concerto da Gratidão”, um espectáculo especial protagonizado por Wazimbo e José Mucavele, que sobem juntos ao palco para agradecer ao público que os acompanha há décadas e homenagear todos os moçambicanos que, com o seu trabalho, dedicação e resiliência, contribuem diariamente para a construção de um país melhor.
Com mais de 60 anos de carreira e um legado que atravessa várias gerações, os dois artistas regressam para uma noite de celebração, reconhecimento e emoção. O reencontro promete reunir dois dos maiores nomes da música moçambicana num momento histórico, partilhado com o público que acompanhou os seus percursos artísticos ao longo de décadas.
Mais do que um concerto, o “Tlhangano – O Reencontro” propõe uma experiência cultural mais ampla, onde a música se cruza com memória, histórias de vida e momentos de partilha. Ao longo da noite, Wazimbo e José Mucavele revisitarão temas emblemáticos das suas carreiras, numa viagem pelas emoções que marcaram gerações de moçambicanos.
O espectáculo contará igualmente com a participação de artistas nacionais convidados, cujos nomes serão revelados nas próximas semanas, reforçando o carácter especial desta estreia.
O nome “Tlhangano”, que em changana significa “reencontro”, traduz a essência da iniciativa: criar pontes entre artistas, público e património cultural, promovendo encontros que valorizam a cultura moçambicana, fortalecem laços entre gerações e preservam a memória colectiva.
Segundo a organização, o “Concerto da Gratidão” simboliza um gesto de reconhecimento. “É a forma que encontrámos de dizer obrigado ao público, aos profissionais da cultura, às famílias e a todos os moçambicanos que, todos os dias, ajudam a construir um país melhor”, refere a organização.
Concebido com uma visão de longo prazo, o “Tlhangano – O Reencontro” pretende afirmar-se como uma plataforma cultural de referência em Moçambique, promovendo futuras edições com diferentes artistas e contribuindo para o fortalecimento da economia criativa e a projecção da cultura moçambicana além-fronteiras.
Mais do que um espectáculo, o “Concerto da Gratidão” será um momento de reconhecimento colectivo, onde a música servirá como expressão de agradecimento ao público, à cultura e a todos aqueles que, de forma directa ou silenciosa, fazem parte da história de Moçambique.
Cultura
Nelson Lineu vence 3.º Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil
O escritor moçambicano Nelson Lineu foi anunciado como vencedor da 3.ª edição do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil, graças à obra Quem ensinou a avó a contar história. O reconhecimento confirma o crescimento e a relevância do autor no panorama literário nacional, sobretudo no segmento dedicado às crianças e jovens.
A obra vencedora destaca-se pela valorização da oralidade, da memória familiar e da importância das histórias na construção das relações entre gerações. O livro acompanha a personagem Olga, que procura ajudar a avó Madalena a redescobrir o hábito de contar histórias, depois da perda do avô Angorete, figura central nas narrativas da família.
Publicado pela Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa e ilustrado por Ídasse Malendza, o livro foi lançado em Maputo no âmbito das celebrações do Dia da Criança. Na altura, Nelson Lineu revelou que o processo de escrita da obra levou vários anos, numa busca por uma linguagem mais rigorosa e sensível para o público infanto-juvenil.
O prémio reconhece anualmente obras que contribuem para o fortalecimento da literatura infanto-juvenil em Moçambique. Nesta edição, Quem ensinou a avó a contar história disputou a distinção com outros quatro títulos finalistas seleccionados pelo júri do concurso.
Licenciado em Filosofia pela Universidade Eduardo Mondlane, Nelson Lineu é professor de Filosofia e História da Arte, membro da Associação dos Escritores Moçambicanos e fundador do Movimento Literário Kuphaluxa. Além da literatura, também trabalhou como argumentista e produtor de conteúdos culturais.
A conquista do prémio representa não apenas um reconhecimento da qualidade literária da obra, mas também um incentivo à produção de conteúdos voltados para a infância, numa altura em que cresce a necessidade de promover a leitura e preservar as tradições orais moçambicanas junto das novas gerações.
Cultura
Prémios Mozal Artes e Cultura chegam ao fim
Os Prémios Mozal Artes e Cultura encerraram oficialmente o seu ciclo de actividades após cinco edições de grande impacto no panorama criativo nacional, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas de valorização e promoção das artes em Moçambique.
Lançado em 2018, através de uma parceria estratégica entre a Mozal e a Associação Cultural Kulungwana, o projecto foi criado com o objectivo de impulsionar, reconhecer e dar visibilidade ao trabalho de jovens criadores moçambicanos.
Ao longo das edições realizadas em 2018, 2019, 2023, 2024 e 2025, a iniciativa tornou-se uma referência de excelência no sector cultural, abrangendo disciplinas como artes visuais, fotografia, cinema e audiovisuais, teatro, dança, design de moda e vestuário, e música.
Mais do que um concurso, os Prémios Mozal Artes e Cultura afirmaram-se como um espaço de descoberta e valorização do talento nacional, tendo distinguido 33 artistas com prémios monetários no valor total de 120.000 meticais e nomeado 92 artistas de várias regiões do país, promovendo a diversidade e a representatividade cultural moçambicana.
A Associação Cultural Kulungwana destacou o impacto do projecto e agradeceu à Mozal, aos parceiros e aos artistas pela confiança ao longo dos anos. A instituição anunciou ainda que continuará a promover o legado do projecto através da divulgação de um arquivo de vídeos e entrevistas exclusivas com artistas vencedores, material que servirá como recurso educativo e inspiracional para as novas gerações.
Com o encerramento desta fase, os Prémios Mozal Artes e Cultura deixam um legado significativo na profissionalização e valorização das artes em Moçambique, reforçando a importância de iniciativas que investem no desenvolvimento do sector criativo nacional.