Cultura
Konfuzo 412 liberta Alberto em formato digital
- Share
- Tweet /var/www/wptbox/wp-content/plugins/mvp-social-buttons/mvp-social-buttons.php on line 67
https://xigubo.com/wp-content/uploads/2022/01/konfuzo_412-post-2021_12_07_19_42-1000x600.jpg&description=Konfuzo 412 liberta Alberto em formato digital', 'pinterestShare', 'width=750,height=350'); return false;" title="Pin This Post">
Depois de lançar em formato físico o álbum a “A Liberdade do Alberto” no último mês do ano 2021, o rapper moçambicano Konfuzo 412 ou Alberto Laisse Júnior, disponibiliza o trabalho em todas plataformas digitais.
O trabalho que chegou as plataformas digitais no dia 15 do mês em curso é na verdade a libertação artística e espiritual e a demostração do seu potencial artístico, o que vai ditar novas regras ao rap nacional ao seu crescimento como rapper.
Podemos definir liberdade como a independência do ser humano, autonomia, autodeterminação, espontaneidade e intencionalidade, é neste posicionamento que Konfuzo, convoca Hernâni da Silva, King Cizzy e Maluke Cefa para o ajudar à abrir-se ao mundo e declarar livre das amaras em 14 faixas músicas gravadas na Cipher Studios
O processo de libertação do Alberto, conta com 14 fases, onde na primeira intitulada “Liberdade” o rapper mostra a todos que nada mais teme pois, já passou por situações em que pensou em suicidar-se, mas agora nada o pode parar, porque está livre das amaras que o prendiam. “Com as pedras que eles lançaram construi a mação, onde eu vivo só com amigos de verdade, os muros construídos e sem sarilhos na cidade”.
Na segunda fase passa pela “Jungle” palavra inglesa que significa selva. É nesta selva que Konfuzo toma o lugar que acredita ser seu por direito e mostra bravura e domínio do que faz, tudo resultado de sua persistência e por conta disso não teme e nem pode ser comparado a repistas do twitter, muito menos aos alunos da nova escola.
Posto assumido, chama Maluke Cefa para ajuda-lo a organizar suas ideias e sonhos nas “Racks” (Prateleiras). Quarta fase onde sente-se um “Lonely Boy”(Garoto solitário), 412 traz-nos uma batida e melodia melancólica para segredar-nos a saudade que sente dos seus companheiros de luta pelo sonho de um dia tornar-se num rapper renomado. “Hoje quando fico sozinho, esse mundo me assusta, tens que ter um carro, com o que ganho não consigo um fusca, dinheiro muda as pessoas continuamos na busca, eu me afastei de qualquer coisa que meus planos ofusca”.
Mas é na quinta, que percebe que podemos estar na mesma situação, mas cada um tem seu tempo de brilhar, portanto devemos respeitar o tempo de Deus e continuar a trabalhar para que estejamos prontos a receber a bênção, comparando esta situação a dois bolos feitos da mesma forma mas com sabor diferente.
Como é sabido por todos, depois de uma caminhada é legítimo que descansemos e é exactamente isso que Konfuzo faz, “Pausa” que usa para reflectir sobre o tempo que só falava sobre o seu trauma até ao dia onde entre as várias coisas escolheu viver e libertar Alberto das amaras.
Sua libertação inclui também relações amorosas que influenciam na sua prisão, e avisa com firmeza que já não precisa dela agora que já tem “Pinta de Artista” e uma nova namorada a vista. “Agora ligaste, mas Alberto já te bloqueou, só vamos falar se quiser entrar no meu show”.
Porque todo trabalho que faz tem como resultado lucros, auto-estima e orgulho a faixa que melhor transmite essas emoções não podia faltar, de tal forma que juntou a sua trajectória caminho a libertação do Alberto a música “Fome” já disponibilizada ao público que contou com a participação de King Cizzy e Hernâni da Silva podia falta.
Na nona fase, Alberto escreve uma carta a 412, e conta-lhe sobre pressão que recebe para desistir do seu sonho, largar os estúdios e seguir os estudos com toda a sua energia, mas apesar de tudo não vai desistir, pois acredita num dia melhor e sabe que a vida é um sopro e não se pode desperdiçar a oportunidades de ser feliz. “Querem lembrar-me que a vida é um sopro, das perdas que tive e da dor do luto, querem matar-me, mas usam a mim, esse é o objectivo das vozes que escuto” escreve preparando-se para sorrir durante a libertação.
Lembra da fase número 7, “Pinta de Artista” onde rejeitada sua antiga parceira por já estar de olho numa outra pessoa? Aqui somos revelados a nova parceira e aproveita o momento para a levar junto, caminho a libertação daquele que dá titulo ao trabalho discográfico, a ideia de a levar do medo de a perder, pois foi a única que conseguiu faze-lo acreditar novamente no amor.
“Reflexo Perplexo” é o nome da décima primeira fase onde igual a vida que pretende ter futuramente, segundo vem avisando, caminha muito rápido e concentrado em monetizar o que faz sem se deixar atrapalhar.
Faltando duas fases para estar livre por completo, recarrega as energias, “Reload”, onde rapidamente “Kicking The Door” (Chutando a porta) e é oficialmente libertado o Alberto que anuncia a sua chegada no game e que todos devem preparar-se, uma vez que “no pulmão tenho a chama de um vulcão em erupção, essa cena agora mudou”.
Fim da “Jornada” uma instrumental Jazz invade nossos ouvidos e a alegria da liberdade doma a voz do Alberto, que renova suas esperanças e mostra-se dedicado em orgulhar a mulher que o deu a luz.
Cultura
AZGO Sessions Vol. 2 junta Xixel Langa e António Marcos num encontro entre gerações e escolas musicais
O Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, acolhe nesta sexta-feira, 2 de Outubro, a partir das 20h00, a segunda edição do AZGO Sessions, plataforma de encontros musicais que aproxima artistas de diferentes gerações, percursos e linguagens. Nesta edição, o palco será partilhado por Xixel Langa e António Marcos.
Depois de ter reunido Roberto Chitsondzo e Hélio Beatz na sua primeira edição, realizada em Maio, o AZGO Sessions regressa com a mesma proposta de promover o diálogo entre diferentes escolas e experiências da música moçambicana.
Duas gerações, diferentes caminhos
Com trajectórias construídas em diferentes momentos da música moçambicana, Xixel Langa e António Marcos representam duas gerações e distintas formas de interpretar, criar e viver a música.
O encontro pretende colocar em diálogo referências, influências, sonoridades e experiências de palco que, embora partam de contextos diferentes, encontram na música um território comum.
Xixel Langa traz para esta edição um percurso ligado à música moçambicana contemporânea, marcado pela exploração da voz, da composição e de diferentes matrizes culturais e sonoras. Ao longo da sua carreira, a artista tem desenvolvido uma linguagem própria, estabelecendo pontes entre elementos da tradição e abordagens contemporâneas.
António Marcos chega ao AZGO Sessions com uma identidade musical construída a partir das suas próprias referências e experiências, contribuindo para o cruzamento de diferentes formas de interpretar e desenvolver a criação musical.
Mais do que reunir dois artistas num mesmo cartaz, o AZGO Sessions procura criar um verdadeiro encontro artístico, onde as diferenças de geração, linguagem e percurso possam abrir espaço para novas experiências e possibilidades de colaboração.
Um espaço para o diálogo musical
A segunda edição do AZGO Sessions reforça a aposta na aproximação entre diferentes gerações da música moçambicana, promovendo a partilha de experiências e a descoberta de novas linguagens.
A plataforma assume-se como um espaço de experimentação e intercâmbio, onde a música funciona como ponto de encontro entre diferentes épocas, referências e sensibilidades.
Sobre o Festival AZGO
O Festival AZGO é um festival internacional de artes realizado em Moçambique, com uma programação dedicada à música, cinema, dança e outras expressões artísticas. O festival tem como foco a valorização de artistas moçambicanos e africanos, criando oportunidades de encontro entre talentos emergentes e nomes já estabelecidos.
Mais do que um festival, o AZGO procura afirmar-se como uma plataforma de colaboração, intercâmbio cultural e criação de novas audiências.
O nome “AZGO” deriva de uma antiga expressão usada em Maputo que significa “vamos” — um convite para revisitar culturas e patrimónios, promover a diversidade e celebrar as artes.
A segunda edição do AZGO Sessions acontece esta sexta-feira, 2 de Outubro, às 20h00, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, com Xixel Langa e António Marcos.
Cultura
Júlio Paruque Nomea Assa Matusse como embaixadora da cultura na cidade da Matola
O Município da Matola assinou ontem, na Cidade de Maputo, um Memorando de Entendimento com a cantora moçambicana Assa Matusse, numa iniciativa que visa reforçar e intensificar as actividades culturais e artísticas na Cidade da Matola.
No âmbito da parceria, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Paruque, nomeou a artista como Embaixadora da Cultura da Cidade da Matola.
Através desta colaboração, o Município da Matola e Assa Matusse pretendem trabalhar conjuntamente na promoção das artes, valorização dos artistas e criação de mais oportunidades para o desenvolvimento cultural da cidade.
A iniciativa representa mais um passo na aposta do município na cultura como um importante instrumento de identidade, inclusão e desenvolvimento.
Cultura
Conheça os 8 moçambicanos semifinalistas do Prémio Oceanos
Oito escritores moçambicanos figuram entre os 54 semifinalistas do Prémio de Literatura em Língua Portuguesa Oceanos, uma das mais importantes distinções literárias do espaço lusófono.
A representação nacional inclui cinco autores na categoria de poesia Zacarias Nguenha, Ben Jone, Britos Baptista, Pedro Pereira Lopes e Whaskety Fernando e três na prosa, João Paulo Borges Coelho, Énia Lipanga e Lucílio Manjate.
Entre as obras seleccionadas estão Costurar a Linguagem, Para Espantar Horror do Tempo, Para o Naufrágio do Fogo, Tratado das Coisas Sensíveis e Tratado sobre Noite, na poesia. Na prosa, seguem na corrida Narração Nocturna, Sob a Capulana do Destino e Outros Contos e Última Memória: Entrevista com Sthoe. No total, o prémio reúne 26 semifinalistas na prosa e 28 na poesia, com representantes de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.
Moçambique também está representado no júri intermédio, através de Álvaro Taruma, na prosa, e Francisco Guita Jr., na poesia. Os jurados têm até 12 de Outubro para seleccionar cinco obras de cada categoria, que avançarão para a final.