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Fotógrafo Mário Macilau ganha prémio James Barnor
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Mário Macilau, fotógrafo moçambicano, está comemorando uma importante conquista após ter sido agraciado com o prestigioso Prémio James Barnor, no valor de 10 mil euros. Em uma emocionante declaração, Macilau expressou sua gratidão, agradecendo a todos que o apoiaram, o impulsionaram e fortaleceram sua confiança ao longo de sua carreira.
A notícia partilhada por Macilou através das suas redes sociais, o fizeram sentir o calor dos moçambicanos que não pouparam elogios na publicação. Mário Macilau iniciou sua jornada na fotografia no início dos anos 2000. Suas séries de fotografias, como “Growing in Darkness” e “Faith”, abordam temas sensíveis, como pobreza, migração, direitos humanos e práticas religiosas. Com suas imagens cativantes, Macilau utiliza a fotografia como uma poderosa ferramenta para sensibilizar e chamar a atenção para questões críticas na sociedade.
James Barnor, que dá nome ao prêmio é um renomado fotógrafo ganês, nascido em 1929, que se destacou por sua contribuição significativa para a fotografia documental e de moda. Ele é mais conhecido por suas fotografias em preto e branco que capturaram a vida e a cultura em Gana e no Reino Unido ao longo das décadas. Barnor é conhecido por seu trabalho em estúdios fotográficos, onde capturou retratos de pessoas com estilo e elegância, também documentou importantes momentos históricos, incluindo a independência de Gana em 1957.
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Hernâni clama pelo fim da criminalidade em novo trabalho discográfico
A onda de criminalidade tem crescido em Moçambique, com maior incidência no furto de acessórios de automóveis, cabelos postiços e telemóveis. Aliado a esta realidade, o rapper Hernani da Silva lançou a sua nova EP “Vergonha é roubar e ser apanhado”, também designada pelo rapper por “Veresa”.
A EP conta com 4 sons (Nyandayeyo, Diz Não, Isso é um Roubo, Era Boa Pessoa), com a participação, na terceira, do rapper Jay Argh.
Nesta EP, Hernani “grita” pelo fim dos roubos e assaltos, solicitando a prisão de todos os que causam retrocesso ao esforço do outrem.
Mas não apenas pede celeridade na prisão dos ladrões, traz também os motivos que levam muitos jovens a optar pelo crime, embora não encontre justificação para prejudicar o outro.
“Não deixes a ocasião fazer de ti ladrão, irmão diz não”, reforça na segunda faixa.
A EP traz a história de quem faz o mal pelo desespero e de quem sempre opta pelo bem, mas com um olhar de que, às vezes, parece que quem procura fazer o bem é quem sai mal, pois o sofrimento parece que só aumenta.
Mas é também um roubo, para o rapper, a falta de oportunidades para os jovens, a falta de vias de acesso e o dilema da habitação.
Este é o primeiro lançamento do rapper para o ano de 2026 e sucede à EP “Cabrito”
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“Olhando ao Redor”: escultura dá voz às vivências de Magadjo Maússe
O quotidiano do ceramista moçambicano Magadjo Maússe está em destaque na exposição “Olhando ao Redor”, patente no Museu Mafalala, na cidade de Maputo.
A mostra, que marca a primeira exposição individual do artista, reúne um conjunto de peças que funcionam como espelho das vivências sociais, culturais e emocionais de vários moçambicanos, retratadas através da cerâmica.
De acordo com a organização, a exposição apresenta nove obras que exploram temas como migração, afectos, paixões e a urgência de viver, traduzindo sentimentos abstractos em formas, cores e texturas.
Para além da exibição, o programa inclui oficinas de cerâmica, sessões de cinema e momentos de interacção directa com o artista, promovendo uma experiência imersiva para o público.
Com um percurso que se estende além-fronteiras, incluindo passagens pela África do Sul, Maússe afirma-se como uma das vozes contemporâneas da escultura moçambicana, levando ao público narrativas profundas do seu olhar sobre a sociedade.
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“De Peito Aberto” Zaida Abacar leva poesia ao 16 Neto
A artista moçambicana Zaida Abacar apresenta, no próximo dia 22 de Abril, a performance poética “De Peito Aberto: Uma autópsia viva da sociedade”, num encontro intimista que terá lugar no 16 Neto.
O evento propõe uma imersão sensível no universo da autora, onde a poesia vai além da leitura e transforma-se em experiência vivida. Através dos seus textos, Zaida Abacar expõe vivências, dores, alegrias e a força que atravessa o quotidiano da mulher moçambicana, convidando o público a uma partilha honesta e próxima.
A iniciativa promete ser uma noite marcada pela reflexão e pelo poder da palavra, reunindo amantes da poesia e todos aqueles que reconhecem o valor transformador da escuta e do verso.