Cultura
WAITHOOD um novo registo para a arte africana
- Share
- Tweet /var/www/wptbox/wp-content/plugins/mvp-social-buttons/mvp-social-buttons.php on line 67
https://xigubo.com/wp-content/uploads/2024/06/image002.jpg&description=WAITHOOD um novo registo para a arte africana ', 'pinterestShare', 'width=750,height=350'); return false;" title="Pin This Post">
Nesta sexta-feira, 14 de junho, na varanda do Cowork Lab 5, na Avenida da Marginal, a cidade de Maputo assiste à primeira edição da revista WAITHOOD, que surge com a ideia de criar uma interseção entre a arte contemporânea, arquitetura e a experiência de jovens negros africanos e da diáspora.
A revista apresenta uma viagem através da qual artistas, escritores e criadores negros imaginam futuros diferentes e fazem o trabalho necessário para manifestá-los. Em outras palavras, segundo o comunicado de imprensa que tivemos acesso, WAITHOOD Magazine é onde/quando/como jovens africanos e diaspóricos se reúnem para sonhar e criar estratégias de acesso a futuros livres.
Com curadoria de Ana Raquel Machava, a revista WAITHOOD tem como objetivo “produzir e fazer circular conhecimento com o potencial de resgatar o futuro dos povos negros das mãos do capital; um ato urgente e contínuo de decolonização”, diz o comunicado.

O evento de lançamento conta com a música da artista moçambicana DJ LOCO e a presença de artistas e escritores moçambicanos que contribuíram para a edição, nomeadamente os fotógrafos Ildefonso Colaço e Chonga Pessana e o escritor Jonhson Nhacula. Este evento pretende transformar a varanda em um lugar de festa e de reflexão em torno do tema central da primeira edição, “Descanso”, e sua relação com o elemento clássico “Terra”.
O nome WAITHOOD é um presente da antropóloga moçambicana Alcinda Honwana, que utiliza a palavra para descrever a fase liminar que os jovens atravessam na transição da infância para a idade adulta, uma espécie de adolescência prolongada indesejável, muitas vezes entendida como um produto de crises políticas neoliberais, que obrigam os jovens africanos a experienciar muita precariedade, como falta de emprego e de oportunidade de se afirmarem na sociedade como adultos bem-sucedidos.
Além do lançamento da revista, no mesmo evento, será apresentada a nova programação do projeto de cinema “KUXA KA GUETTO”, uma proposta de cinema nos bairros periféricos da cidade de Maputo e Xai-Xai, produzida pela organização Chamanculo é Vida.
Anteriormente a este lançamento, a WAITHOOD Magazine teve sua estreia no Senegal, na African Art Book Fair, e também passou pelo MTN Bushfire, um dos festivais multiculturais mais conhecidos e emblemáticos no continente africano.
Cultura
Moreira Chonguiça quer transformar Inhambane em referência da artes em Moçambique
O músico moçambicano Moreira Chonguiça, através da sua fundação, assinou recentemente um memorando de entendimento com o governador de Inhambane, Francisco Pagula, com o objectivo de transformar a província num centro de referência da arte, cultura e turismo em Moçambique e no mundo.
O acordo pretende impulsionar iniciativas culturais e valorizar o potencial turístico da província.
O primeiro grande passo desta parceria será a realização do Festival Internacional de Jazz de Vilankulo, cujo lançamento está marcado para o dia 05 de Novembro, durante a 2.ª edição da Conferência Internacional do Turismo.
Segundo escreveu o Jornal Domingo, Moreira Chonguiça, o memorando vai ajudar a destacar as potencialidades de Inhambane, enquanto Francisco Pagula acredita que a parceria irá trazer uma transformação cultural e fortalecer ainda mais o turismo na província.
Cultura
KUGOMA 2026 abre submissões para cineastas moçambicanos e da diáspora
O festival de cinema KUGOMA já abriu oficialmente a chamada de submissão de filmes para a edição de 2026.
O período de candidaturas decorre de 18 de Maio até 30 de Junho, dando oportunidade a cineastas moçambicanos, africanos e da diáspora de exibirem as suas obras numa das maiores plataformas de cinema independente do país. As inscrições podem ser feitas através do formulário disponibilizado nas plataformas oficiais do festival.
Conhecido por impulsionar novos realizadores e promover o cinema africano contemporâneo, o Kugoma volta a apostar em curtas-metragens de diferentes géneros, incluindo ficção, documentário, animação e ensaio visual.
A organização incentiva os participantes a consultarem o regulamento completo disponível no site oficial antes de submeterem os seus trabalhos. O festival sublinha ainda que esta é uma oportunidade para os criadores mostrarem o seu talento e competirem pelos prémios da edição deste ano.
Ao longo dos anos, o Kugoma tem desempenhado um papel importante no desenvolvimento do sector audiovisual moçambicano, servindo de espaço para exibição, formação e intercâmbio cultural. Além das sessões de cinema, o evento costuma acolher masterclasses, debates e oficinas orientadas por profissionais nacionais e internacionais da indústria cinematográfica.
A edição de 2026 surge numa fase de crescimento das iniciativas ligadas ao audiovisual em Moçambique, com programas paralelos como o FilmLab Moçambique e residências artísticas promovidas pela Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique, instituições parceiras do Kugoma.
Cultura
Wazimbo e José Mucavele regressam juntos a Maputo para a estreia do projecto “Tlhangano – O Reencontro” com o “Concerto da Gratidão”
A cidade de Maputo prepara-se para acolher um dos momentos culturais mais marcantes do ano.
No dia 12 de Setembro de 2026, pelas 18h00, o Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano será palco da estreia do projecto “Tlhangano – O Reencontro”, uma nova plataforma cultural moçambicana dedicada à valorização da música, da memória e de grandes encontros artísticos.
A primeira edição será assinalada pelo “Concerto da Gratidão”, um espectáculo especial protagonizado por Wazimbo e José Mucavele, que sobem juntos ao palco para agradecer ao público que os acompanha há décadas e homenagear todos os moçambicanos que, com o seu trabalho, dedicação e resiliência, contribuem diariamente para a construção de um país melhor.
Com mais de 60 anos de carreira e um legado que atravessa várias gerações, os dois artistas regressam para uma noite de celebração, reconhecimento e emoção. O reencontro promete reunir dois dos maiores nomes da música moçambicana num momento histórico, partilhado com o público que acompanhou os seus percursos artísticos ao longo de décadas.
Mais do que um concerto, o “Tlhangano – O Reencontro” propõe uma experiência cultural mais ampla, onde a música se cruza com memória, histórias de vida e momentos de partilha. Ao longo da noite, Wazimbo e José Mucavele revisitarão temas emblemáticos das suas carreiras, numa viagem pelas emoções que marcaram gerações de moçambicanos.
O espectáculo contará igualmente com a participação de artistas nacionais convidados, cujos nomes serão revelados nas próximas semanas, reforçando o carácter especial desta estreia.
O nome “Tlhangano”, que em changana significa “reencontro”, traduz a essência da iniciativa: criar pontes entre artistas, público e património cultural, promovendo encontros que valorizam a cultura moçambicana, fortalecem laços entre gerações e preservam a memória colectiva.
Segundo a organização, o “Concerto da Gratidão” simboliza um gesto de reconhecimento. “É a forma que encontrámos de dizer obrigado ao público, aos profissionais da cultura, às famílias e a todos os moçambicanos que, todos os dias, ajudam a construir um país melhor”, refere a organização.
Concebido com uma visão de longo prazo, o “Tlhangano – O Reencontro” pretende afirmar-se como uma plataforma cultural de referência em Moçambique, promovendo futuras edições com diferentes artistas e contribuindo para o fortalecimento da economia criativa e a projecção da cultura moçambicana além-fronteiras.
Mais do que um espectáculo, o “Concerto da Gratidão” será um momento de reconhecimento colectivo, onde a música servirá como expressão de agradecimento ao público, à cultura e a todos aqueles que, de forma directa ou silenciosa, fazem parte da história de Moçambique.