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Ungulani cala Agualusa depois de desmerecer Venâncio Mondlane

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Ungulani Ba Ka Khosa, destacado escritor moçambicano, publicou uma crítica ao autor angolano José Eduardo Agualusa, questionando sua visão sobre a situação política e social de Moçambique.
O artigo, intitulado “Basta, Agualusa!”, expressa a insatisfação de Khosa com os recentes comentários de Agualusa sobre o país e figuras da oposição, comentários esses que, para Khosa, são insensíveis e desconectados da realidade moçambicana.
Em seu texto, Khosa relembra o contexto em que Agualusa, residente na Ilha de Moçambique, fez declarações em que desvalorizou a oposição moçambicana ao compará-la com a angolana e criticou publicamente Venâncio Mondlane, figura de destaque da política local.
Para Khosa, tais comentários ignoram o sofrimento e as dificuldades das populações carentes que cercam a idílica casa de pedra onde Agualusa reside. Ele enfatiza que as necessidades dessas comunidades, que enfrentam carências crônicas desde a independência, não devem ser ignoradas ou menosprezadas.
Na última gota que pareceu transbordar o copo, Khosa manifestou seu desgosto ao saber que Agualusa associou Mondlane a uma figura “bolsonarista”, posição que, para o escritor moçambicano, desconsidera a luta legítima por mudança e dignidade de muitos desfavorecidos. Finalizando, Khosa alerta que tal postura mostra uma visão embotada pelas mordomias, afirmando que “as excessivas mordomias que não vêm do nosso suor tolhem-nos a visão”.

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“Não existe indústria da moda em Moçambique” – King Levi

O consultor de moda moçambicano King Levi, fez uma análise crítica sobre os desafios enfrentados pela moda no país, destacando a falta de uma estrutura organizacional como o maior obstáculo.
Segundo ele citado pela revista Ndzila, Moçambique ainda não possui uma indústria de moda devidamente organizada, o que dificulta o crescimento e a profissionalização do setor.
Para Levi, a solução passa por ampliar o acesso a materiais de qualidade, investir em educação especializada e fomentar o apoio financeiro tanto do governo quanto do setor privado. O consultor defende que, sem esses elementos, a moda moçambicana continuará a enfrentar dificuldades para competir no cenário internacional.
Entre as medidas que poderiam transformar o setor, aponta a reativação das fábricas têxteis no país e a criação de uma universidade especializada em moda. Essas iniciativas, segundo Levi, são essenciais para que Moçambique conquiste reconhecimento global e desenvolva uma indústria sustentável e competitiva.
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Paulina Chiziane defende resgate da identidade moçambicana

Paulina Chiziane defende que a mulher moçambicana deve resgatar suas raízes para preservar sua identidade cultural. Durante uma palestra na Universidade Pedagógica de Maputo, a escritora criticou o uso excessivo de cabelos importados, considerando essa prática uma forma de “auto-colonização” que enfraquece os valores africanos. Para ela, é essencial que as mulheres reconheçam a riqueza da sua própria cultura e parem de se descaracterizar.
A autora de Balada de Amor ao Vento fez um apelo direto às mulheres, destacando a importância do cabelo na história africana. “O cabelo da mulher negra salvou gente, mas vocês acham que ele não presta. Respeitem o vosso cabelo, reconheçam o papel histórico para a libertação humana através do vosso cabelo”, afirmou. Chiziane também incentivou a reflexão sobre como certas escolhas estéticas podem afastar as mulheres de sua verdadeira essência cultural.
Além disso, a escritora ressaltou que a academia tem um papel fundamental na preservação da identidade nacional. Ela encorajou as mulheres a contribuírem para a escrita da história moçambicana, garantindo que as futuras gerações conheçam e valorizem suas origens.
Fonte: O Pais
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Virgem Margarida revolta-se no Scala

O filme de ficção Virgem Margarida será exibido nesta quinta-feira (05) no Cine Teatro Scala, na cidade de Maputo, às 18h.
Com duração de 90 minutos, o filme Virgem Margarida retrata um cenário vivido no pós-independência (1975), em que as prostitutas eram levadas para um campo de reeducação na zona norte do país, concretamente na província de Niassa.
Margarida, uma jovem simples, é enviada por engano para o campo de reeducação, onde enfrenta várias dificuldades.
O filme será exibido no âmbito das comemorações do mês da mulher moçambicana, e Margarida “ilustra” a vida de muitas mulheres que, devido às dificuldades que enfrentam, acabam vendo a prostituição como a solução para seus problemas. O filme foi lançado oficialmente em 2011.
Virgem Margarida é uma obra do cineasta luso-moçambicano Licínio de Azevedo, que já ganhou vários prêmios, incluindo o de Melhor Realizador de Ficção em Los Angeles, com Comboio de Sal e Açúcar.