Cultura
“Somos um país que não lê e não acompanha os artistas” – Jorge de Oliveira
- Share
- Tweet /var/www/wptbox/wp-content/plugins/mvp-social-buttons/mvp-social-buttons.php on line 67
https://xigubo.com/wp-content/uploads/2023/05/D67EC561-8A9F-494D-A4D9-8DBEF33B0990.jpeg&description=“Somos um país que não lê e não acompanha os artistas” – Jorge de Oliveira', 'pinterestShare', 'width=750,height=350'); return false;" title="Pin This Post">
Jorge de Oliveira, autor da obra “Quando os dias correm mal aos astros”, expressou recentemente sua profunda preocupação com a falta de interesse na literatura moçambicana entre os jovens.
Em uma entrevista recente a Xigubo, o escritor destacou que Moçambique é um país onde a leitura não é valorizada e que a responsabilidade recai sobre o sector da educação para incentivar a leitura entre todas as faixas etárias, incluindo crianças, jovens, adultos e idosos.
O autor acredita que apenas a crítica e a leitura podem promover o desenvolvimento e encorajar as pessoas a desenvolver suas próprias perspectivas do mundo, em vez de apenas reproduzir conceitos pré-estabelecidos.
E enfatiza que a convergência é essencial, mas a divergência é igualmente crucial, pois nos permite refletir sobre o outro.
Estudos de organizações da sociedade civil revelaram que em Moçambique, seis em cada dez crianças com menos de dez anos de idade não sabem ler nem escrever. Além disso, a taxa de analfabetismo entre adultos no país é de 45%, sendo que o número de mulheres analfabetas é particularmente alarmante.
Para Jorge de Oliveira, a educação é fundamental para mudar essa realidade, e é responsabilidade dos sectores editorial e educacional trabalhar juntos para promover a leitura e o desenvolvimento crítico entre os jovens moçambicanos.
“Somente assim será possível transformar a sociedade e alcançar um desenvolvimento sustentável em Moçambique” disse o escritor
Em resposta às preocupações de Jorge de Oliveira, Deusa da África, uma figura literária renomada, argumentou que a responsabilidade pela promoção da literatura moçambicana não é apenas dos sectores citados por Jorge, mas também dos escritores e seus colegas. A poetisa, enfatizou que devem desempenhar um papel ativo na promoção de suas obras e inspirar o amor pela leitura entre os jovens.
Embora ambos os autores tenham opiniões diferentes sobre o assunto, eles concordam que a promoção da literatura moçambicana entre os jovens é crucial para o desenvolvimento sustentável do país. É hora de todos os envolvidos nos setores educacional e editorial trabalharem juntos para incentivar a leitura e o desenvolvimento crítico entre os jovens, garantindo um futuro mais brilhante para Moçambique.
De referir que estes depoimentos foram colhidos durante a sétima edição do Festival Internacional de Poesia, que decorreu em Xai-Xai, organizado pela associação cultural Xitende.
Cultura
AZGO Sessions Vol. 2 junta Xixel Langa e António Marcos num encontro entre gerações e escolas musicais
O Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, acolhe nesta sexta-feira, 2 de Outubro, a partir das 20h00, a segunda edição do AZGO Sessions, plataforma de encontros musicais que aproxima artistas de diferentes gerações, percursos e linguagens. Nesta edição, o palco será partilhado por Xixel Langa e António Marcos.
Depois de ter reunido Roberto Chitsondzo e Hélio Beatz na sua primeira edição, realizada em Maio, o AZGO Sessions regressa com a mesma proposta de promover o diálogo entre diferentes escolas e experiências da música moçambicana.
Duas gerações, diferentes caminhos
Com trajectórias construídas em diferentes momentos da música moçambicana, Xixel Langa e António Marcos representam duas gerações e distintas formas de interpretar, criar e viver a música.
O encontro pretende colocar em diálogo referências, influências, sonoridades e experiências de palco que, embora partam de contextos diferentes, encontram na música um território comum.
Xixel Langa traz para esta edição um percurso ligado à música moçambicana contemporânea, marcado pela exploração da voz, da composição e de diferentes matrizes culturais e sonoras. Ao longo da sua carreira, a artista tem desenvolvido uma linguagem própria, estabelecendo pontes entre elementos da tradição e abordagens contemporâneas.
António Marcos chega ao AZGO Sessions com uma identidade musical construída a partir das suas próprias referências e experiências, contribuindo para o cruzamento de diferentes formas de interpretar e desenvolver a criação musical.
Mais do que reunir dois artistas num mesmo cartaz, o AZGO Sessions procura criar um verdadeiro encontro artístico, onde as diferenças de geração, linguagem e percurso possam abrir espaço para novas experiências e possibilidades de colaboração.
Um espaço para o diálogo musical
A segunda edição do AZGO Sessions reforça a aposta na aproximação entre diferentes gerações da música moçambicana, promovendo a partilha de experiências e a descoberta de novas linguagens.
A plataforma assume-se como um espaço de experimentação e intercâmbio, onde a música funciona como ponto de encontro entre diferentes épocas, referências e sensibilidades.
Sobre o Festival AZGO
O Festival AZGO é um festival internacional de artes realizado em Moçambique, com uma programação dedicada à música, cinema, dança e outras expressões artísticas. O festival tem como foco a valorização de artistas moçambicanos e africanos, criando oportunidades de encontro entre talentos emergentes e nomes já estabelecidos.
Mais do que um festival, o AZGO procura afirmar-se como uma plataforma de colaboração, intercâmbio cultural e criação de novas audiências.
O nome “AZGO” deriva de uma antiga expressão usada em Maputo que significa “vamos” — um convite para revisitar culturas e patrimónios, promover a diversidade e celebrar as artes.
A segunda edição do AZGO Sessions acontece esta sexta-feira, 2 de Outubro, às 20h00, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, com Xixel Langa e António Marcos.
Cultura
Júlio Paruque Nomea Assa Matusse como embaixadora da cultura na cidade da Matola
O Município da Matola assinou ontem, na Cidade de Maputo, um Memorando de Entendimento com a cantora moçambicana Assa Matusse, numa iniciativa que visa reforçar e intensificar as actividades culturais e artísticas na Cidade da Matola.
No âmbito da parceria, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Paruque, nomeou a artista como Embaixadora da Cultura da Cidade da Matola.
Através desta colaboração, o Município da Matola e Assa Matusse pretendem trabalhar conjuntamente na promoção das artes, valorização dos artistas e criação de mais oportunidades para o desenvolvimento cultural da cidade.
A iniciativa representa mais um passo na aposta do município na cultura como um importante instrumento de identidade, inclusão e desenvolvimento.
Cultura
Conheça os 8 moçambicanos semifinalistas do Prémio Oceanos
Oito escritores moçambicanos figuram entre os 54 semifinalistas do Prémio de Literatura em Língua Portuguesa Oceanos, uma das mais importantes distinções literárias do espaço lusófono.
A representação nacional inclui cinco autores na categoria de poesia Zacarias Nguenha, Ben Jone, Britos Baptista, Pedro Pereira Lopes e Whaskety Fernando e três na prosa, João Paulo Borges Coelho, Énia Lipanga e Lucílio Manjate.
Entre as obras seleccionadas estão Costurar a Linguagem, Para Espantar Horror do Tempo, Para o Naufrágio do Fogo, Tratado das Coisas Sensíveis e Tratado sobre Noite, na poesia. Na prosa, seguem na corrida Narração Nocturna, Sob a Capulana do Destino e Outros Contos e Última Memória: Entrevista com Sthoe. No total, o prémio reúne 26 semifinalistas na prosa e 28 na poesia, com representantes de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.
Moçambique também está representado no júri intermédio, através de Álvaro Taruma, na prosa, e Francisco Guita Jr., na poesia. Os jurados têm até 12 de Outubro para seleccionar cinco obras de cada categoria, que avançarão para a final.