Cultura
Por onde anda Mabessa dono do hit “para quê”?
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Quem não se lembra da música “Para quê, o dili Mali yanga” que na tradução para língua portuguesa significa porquê que gastou o meu dinheiro pertencente a Mabessa?
A música impactou tanto o público moçambicano que até foi usada no ambiento publicitária por algumas empresas.
Já se passam 10 anos desde a sua última aparição a público, cantado sobre a sua indignação pelo facto de sua esposa ou parceira amorosa ter esvaziado seus bolsos, uma autêntica Marandza.
Por conta da sua mensagem e melodia Mabessa, que só conhecia as províncias de Maputo, Gaza e Sofala, percorreu todo o país devido ao sucesso de “Para Quê” percorreu o Moçambicana do Zumbo ao Índico, do Rovuma ao Maputo.
Recentemente o apresentar Puto Aires, viajou até a província de Gaza, para entrevista o músico Mabessa para o espaço “Espelho do Passado” onde costuma dialogar com artistas que fizeram muito sucesso no passado.
Segundo contou o músico ao programa Batidas, no auge da sua carreira viveu óptimos momentos e ocupou lugar de destaque em quase todos os lugares possíveis, pois era reconhecido e respeitado.
Apesar de o carinho do público continuar até os dias de hoje, o cantor lamenta que as autoridades não estejam a olhar por ele.
“Eu gosto da música e jamais desistirei de cantar até se calhar o meu último dia nesta terra porque é algo que eu gosto desde criança.”
Ele conta que já remeteu uma carta ao Ministério da Cultura a pedir apoio. Mas que o seu pedido foi indeferido.
Mesmo enfrentando dificuldades para produzir novas músicas, garante que jamais desistirá.
Cultura
Yumiko Yoshioka apresenta “Before the Dawn” no Franco-Moçambicano
A coreógrafa e bailarina japonesa Yumiko Yoshioka apresenta na quarta-feira, 22 de Abril, às 18h30, no Auditório do Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, o espectáculo de dança contemporânea “Before the Dawn”.
A peça propõe uma experiência sensorial, em que o corpo em movimento se transforma continuamente, criando imagens, memórias e figuras que transitam entre o sonho e a realidade. Em palco, a artista constrói um universo dinâmico, marcado por mutações constantes e pela expressão corporal.
O espectáculo convida o público a mergulhar num jogo de luz e escuridão, explorando os limites entre o real e o imaginário.
Cultura
Contos de Mia Couto entre os melhores do mundo
O escritor moçambicano Mia Couto foi selecionado para integrar uma prestigiada coletânea internacional de contos lançada pela editora Penguin Random House. A obra, intitulada The Penguin Book of the International Short Story, reúne textos considerados entre os mais marcantes da ficção curta mundial.
Na antologia, Mia Couto participa com o conto “A Guerra dos Palhaços”, originalmente publicado no livro Estórias Abensonhadas. A versão em língua inglesa foi traduzida por Eric M.B. Becker, ampliando o alcance internacional da narrativa.
A coletânea reúne ainda nomes de grande destaque da literatura contemporânea, como Haruki Murakami, Olga Tokarczuk e Mo Yan. O espaço lusófono conta também com a presença da brasileira Carol Bensimon, com o conto “Faíscas”.
Vencedor do Prémio Camões em 2013, Mia Couto é amplamente reconhecido como um dos maiores nomes da literatura moçambicana, com obras traduzidas para diversas línguas e presença consolidada no panorama literário internacional.
Cultura
“Vhana Vha N’wetì” leva fusão de jazz internacional ao CCFM
O projecto musical “Vhana Vha N’wetì – Filhos da Lua” sobe ao palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo, este sábado, 18 de Abril, às 20h, no âmbito da 8ª edição do Jazz no Franco.
A iniciativa junta músicos de Moçambique, Finlândia e Noruega, num espectáculo que cruza diferentes tradições musicais, jazz contemporâneo e improvisação, tendo a Lua como símbolo de ligação entre culturas e geografias distintas.
Mais do que um concerto, trata-se de uma proposta de criação colectiva, onde artistas de diferentes origens partilham experiências sonoras e constroem em palco uma fusão musical marcada pela liberdade criativa e pela experimentação.
O elenco conta com nomes como o baterista moçambicano Deodato Siquir, o guitarrista Hélder Gonzaga, o saxofonista finlandês Pekka Pylkkänen e o guitarrista norueguês Steinar Aadnekvam, entre outros músicos que completam o projecto.