Cultura
Monarchy – O Restaurante e Bar que dá brilho aos Bairros Intaka e Boquisso
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Quando fala-se de um espaço que transcende o simples acto de comer e beber, o Monarchy, localizado no bairro Intaka, é a opção ideal para os munícipes da Matola.
Monarchy tornou-se um verdadeiro ponto de referência, trazendo um novo ar e valor aos bairros Intaka e Boquisso que, até há pouco tempo, eram vistos como esquecidos.
Desde a sua abertura, o Monarchy tem sido motivo de debate pela sua estrutura arquitetónica, a sua gastronomia, a promoção de música ao vivo e, claro, os preços praticados neste local.
É indiscutível o valor que o Monarchy está agregar actualmente aos bairros supracitados, sendo daqueles lugares que vistos pelas publicações das redes sociais, os internautas levantam a seguinte questão: será que isto está mesmo localizado aqui no nosso país?

O que diferencia o Monarchy de outros restaurantes e bares na cidade é o conceito que visivelmente combina a sofisticação e a decoração moderna e elegante, criando um refúgio perfeito tanto para os moradores locais quanto para visitantes que estão dispostos a aventurar-se um pouco além das áreas urbanas.
A presença deste restaurante e bar tem atraído novos negócios da área de restauração e, claramente, agrega valor aos bairros de Intaka e Boquisso.

Anteriormente, os moradores de Intaka e Boquisso tinham de deslocar-se até ao centro da cidade para desfrutar de uma experiência gastronómica e cultural de qualidade, agora tem à sua disposição um espaço que compete directamente com os melhores restaurantes da cidade.
Monarchy é um símbolo de transformação, inovação e, sobretudo, revitalização dos bairros de expansão, que estavam fora do radar das grandes tendências urbanas.
Cultura
Kulungwana celebra 20 anos com “Crescente 2026”
A Kulungwana assinala este ano o seu 20.º aniversário, marcando duas décadas de compromisso com a promoção, profissionalização e desenvolvimento cultural de Moçambique.
No âmbito das celebrações, a associação promove a inauguração da Colecção Crescente 2026, reafirmando a sua galeria como um espaço de diálogo intergeracional. A iniciativa junta a experiência de artistas consagrados ao arrojo criativo dos finalistas do ISARC e da ENAV, promovendo a troca de visões e a valorização de novos talentos.
A exposição contará com a avaliação de um júri de prestígio, composto por membros nacionais e internacionais, que irão distinguir três artistas pela excelência das suas obras. Os premiados beneficiarão do apoio da Hollard Seguros, através do prémio “Better Futures”, que inclui a participação em workshops e feiras de arte na África do Sul.

Segundo a organização, este percurso de 20 anos tem sido possível graças à confiança dos artistas e ao contributo dos parceiros, com destaque para a Hollard Seguros e a Embaixada da Noruega em Moçambique, pelo seu papel no fortalecimento do sector cultural nacional.
A inauguração da Colecção Crescente 2026 terá lugar no dia 19 de Março de 2026, pelas 17h30, na Galeria Kulungwana, localizada na Estação Central dos CFM, em Maputo, e será aberta ao público
Cultura
Radjha Ally leva música moçambicana ao MTN Bushfire 2026
O músico moçambicano Radjha Ally foi confirmado como uma das atracções do MTN Bushfire 2026, um dos mais prestigiados festivais de música e artes da África Austral.
Natural da província de Nampula, o artista promete levar ao palco uma fusão de sons tradicionais e contemporâneos, destacando a riqueza cultural moçambicana. O seu álbum de estreia, Niinee que significa “venha dançar”.
O festival, que terá lugar entre os dias 29 e 31 de Maio, na House On Fire, no Eswatini, é conhecido por reunir artistas de diferentes partes do mundo, promovendo diversidade cultural, criatividade e expressão artística.
A participação de Radjha Ally conta com o apoio do Southern African Music Festivals Circuit, reforçando a presença moçambicana em grandes palcos internacionais.
Com esta actuação, o músico junta-se a um leque de talentos que prometem transformar o evento numa verdadeira celebração de música, dança e identidade africana.
Cultura
Sónia Sultuane premiada uma das melhores da lusofonia
A escritora moçambicana Sónia Sultuane foi premiada com o Prémio Literário Guerra Junqueiro – Lusofonia 2025, que distingue obras de personalidades do espaço lusófono.
Em nota divulgada pelo júri, consta que “os conselheiros do galardão consideraram a sua obra literária uma reflexão social de intervenção cultural, com uma escrita profundamente ligada à identidade africana, ao corpo feminino, à espiritualidade, à memória e à pertença e à valorização da cultura moçambicana”.
Foram ainda valorizados os seus projectos de promoção da leitura e da literatura em Moçambique, a sua linguagem, simultaneamente delicada e afirmativa, mas também de forte consciência histórica e social.
Sónia Abdul Jabar Sultuane nasceu na cidade de Maputo em 1971. É uma artista multifacetada: poeta, escritora, artista plástica e curadora. Tem colaborado noutras disciplinas artísticas como a música, a dança, a moda e a fotografia.
Na literatura destaca-se por ter publicado obras de poesia e conto infantil-juvenil, entre elas “Roda das Encarnações” (2016) e “O Lugar das Ilhas” (2021), “Sonhos” (2001), “Imaginar o Poetizado” (2006) e “No Colo da Lua” (2009).
Em 2011 assumiu o papel de curadora na exposição “Mulheres – Descortinando”, organizada pela Galeria Kulungwana. Em Março de 2008, foi uma das artistas convidadas e um dos membros da organização do workshop internacional organizado pelo Ministério da Educação e Cultura e pelo Triangle (Muyehlekete – O Pensador) em Maputo.
Na lista dos escritores galardoados, Sónia Sultuane partilha espaço com Inês Pedrosa (Portugal), Paulo Coelho (Brasil), Francisco Conduto de Pina (Guiné-Bissau), Fátima Bettencourt (Cabo Verde), Daniel Braga (Timor-Leste), Lúcio Neto Amado (São Tomé e Príncipe), Maria Jesús Evuna Andeme (Guiné Equatorial) e José Mena Abrantes (Angola).
O Prémio Literário Guerra Junqueiro desde 2017 premeia escritores e escritoras da Lusofonia em língua portuguesa. Com a organização do município de Freixo de Espada à Cinta (Portugal), o prémio, alargado à lusofonia em 2020, tem como objectivo premiar e homenagear escritoras e escritores da CPLP.
Fonte: Jornal Notícias