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LUGAR DE DESTAQUE SEGUNDA SEMANA DE JUNHO

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A segunda semana de Junho já chegou ao fim, e neste artigo apresentamos alguns assuntos que a marcaram na Cultura e no Entretenimento.  

Começando com o segredo para a internacionalização da carreira musical em Moçambique, estar nas mãos dos irmãos Maricoa, segundo, Dji Tafinha, seguindo a noticias que dá conta que a Tua Tv (TTV), passara a emitir também apartir da GOTV E DSTV, finalizando com King Bibas, que chamou atenção nas redes sociais ao revelar-se que seu contrato com a Sancara Entretenimento, é avaliado em mais de um milhão de meticais.

AFINAL, SEGREDO PARA A INTERNACIONALIZAÇÃO DA CARREIRA ESTÁ COM OS MARICOAS?

Nos últimos anos, existe um debate em torno da internacionalização da carreira, assim como do sucesso dos artistas no território nacional e internacional. Segundo o artista angolano Dji Tafinha, falando ao programa Batidas da TV Sucesso, o segredo da internacionalização de sucesso da carreira artística, está com os irmão Maricoa, Filomena e Messias.

Segundo revelou o angolano, acompanha os passos dos irmãos e já teve a oportunidade de partilhar várias vezes, palcos Angolanos e Portugueses, o que o mostrou que uma das formas de outros artistas moçambicanos “baterem na Tuga ou em um outro lugar fora de Moçambique” é aprendendo e seguindo os passos desses artistas.

FRED JOSSIAS PREPARA-SE PARA ESMAGAR A CONCORRÊNCIA

Desde a criação do canal Televisivo, Tua TV (TTV), o seu representante Fred Jossias manifestou a vontade de expandir a sua rede para outras operadoras de distribuição de conteúdo, segundo anunciou recentemente o rei dos beefs, Fred Josssias, assim como o seu canal, informaram ao público através das redes sociais e não só, que a sua rede seria estendida de forma a alcançar outras pesssoas que usam as operadoras GOTV e DSTV, onde vão ocupar as posições 714 e 97.

SANCARA INVESTE MAIS DE 1 MILHÃO NA CONTRATAÇÃO DE BIBAS

A Sancara Entretenimento, que recebeu recentemente King Bibas, em seu leque de artistas que pretende apostar em suas carreiras, revelou ao público o valor da contratação da cantora que está acima de 1 milhão de meticais, deixando a opinião pública e os seguidores num delírio, que os levou a não pouparam esforços em elogiar o investimento que segundo escreveram nas redes socais destes artistas é uma “pura demonstração de valorização do trabalho artísticos”.

 

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Saída da Mozal de Moçambique ameaça o futuro dos Prémios de Artes e Cultura

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Recentemente, a Mozal emitiu um comunicado a anunciar a suspensão das suas actividades em Moçambique, a partir de 15 de Março de 2026. A decisão, motivada pela falta de fornecimento de energia eléctrica a preços competitivos, levanta uma série de preocupações que vão muito além do impacto económico imediato.

Entre as várias iniciativas afectadas, destaca-se uma das mais simbólicas no campo cultural, os Prémios Mozal de Artes e Cultura, esta iniciativa, que já vai na sua quinta edição, tornou-se, ao longo dos anos, uma referência incontornável na valorização e promoção dos artistas moçambicanos e um verdadeiro pilar no apoio à nova geração de artistas, atribuindo um prémio monetário de 120 mil Meticais por categoria.

Organizados em parceria com a Associação Cultural Kulungwana, os Prémios celebram anualmente o talento moçambicano nas áreas das Artes Visuais, Fotografia, Cinema e Audiovisuais, Dança, Teatro, Música e Design de Moda e Vestuário. 

É inegável que, caso a saída da Mozal se efective nos moldes anunciados, o futuro destes prémios fica seriamente ameaçado. Para muitos criadores, os Prémios Mozal não representavam apenas um reconhecimento financeiro, mas também uma plataforma de visibilidade, legitimidade e afirmação no panorama artístico nacional.

O patrocínio da Mozal, no âmbito da sua responsabilidade social, preencheu uma lacuna profunda no financiamento das artes em Moçambique, num contexto onde o apoio estatal e privado à cultura é limitado e irregular, esta iniciativa destacou-se como uma das poucas plataformas de grande escala dedicadas à promoção de uma cultura inclusiva, diversa e genuinamente nacional.

Com o anúncio da suspensão das actividades da empresa, instala-se um cenário de grande incerteza um verdadeiro efeito dominó uma vez que não apenas os Prémios de Artes e Cultura, correrem risco de “morrer”, mas todo um ecossistema criativo que encontrou, ao longo dos anos, neste projecto, uma base mínima de sustentabilidade e esperança.

Embora a Mozal tenha referido que continuará a aperfeiçoar as suas estratégias de transição, com vista a apoiar a sustentabilidade dos projectos sociais implementados, permanece a dúvida, será suficiente para garantir a continuidade dos Prémios?

O tempo, e sobretudo as decisões que se seguirem, dirão se a cultura moçambicana voltará a perder mais um dos seus raros espaços de reconhecimento estruturado ou se surgirá uma nova forma de resistência e reinvenção.

Mais sobre os Prémios Mozal

Enquanto o futuro permanece incerto, a edição deste ano dos Prémios de Artes e Cultura assume um peso ainda mais simbólico, mais do que uma simples cerimónia, esta premiação pode representar um dos últimos grandes momentos de celebração estruturada da criatividade moçambicana sob o selo da Mozal.

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DELICA: Associação criada por  Manuela Manguele para o desenvolvimento literário de crianças em Moçambique

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Com 20 anos de idade, Manuela Beatriz Manguele, conhecida no meio artístico como Uela Picada, começa a afirmar-se como uma das jovens vozes mais promissoras da literatura moçambicana.

Escritora, poetisa e estudante de Ciência Política na Universidade Eduardo Mondlane, Manuela é a fundadora da DELICA – Associação para o Desenvolvimento Literário de Crianças e Adolescentes, uma iniciativa inovadora que tem vindo a transformar a relação de crianças e jovens com a leitura e a escrita criativa no país.

A criação da DELICA nasce de uma experiência pessoal marcada pela escassez de livros e pela falta de orientação literária durante a infância. A partir dessa realidade, Manuela decidiu criar uma estrutura que pudesse garantir às novas gerações oportunidades de contacto com a literatura, convertendo uma vivência de carência num projecto de impacto social e educativo.

A associação promove actividades como oficinas de escrita criativa, biblioterapia, performances poéticas e projectos comunitários, com o objectivo de incentivar o gosto pela leitura, fortalecer a expressão artística e estimular o pensamento crítico entre crianças e adolescentes.

A abordagem da DELICA tem-se destacado pelo seu carácter humanizado, artístico e atento ao desenvolvimento emocional e intelectual dos participantes.

Paralelamente ao trabalho associativo, Manuela Beatriz Manguele constrói o seu percurso como poetisa e criadora de conteúdos literários, explorando temas como identidade, infância, feminilidade, dor e resistência. A sua escrita revela sensibilidade e consciência social, características que marcam o seu contributo para a cena literária nacional.

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Associação Hixinkanwe promove acções de sensibilização a pessoas vivendo com HIV e Sida em Maputo

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Mais de 150 pessoas, com destaque para mulheres e crianças vivendo com HIV e Sida, foram sensibilizadas em matérias de violência baseada no género.

O evento que decorreu esta terça-feira, em Maputo, enquadra-se na celebração dos 16 dias de Activismo contra a Violência Baseada no Género.O quintal da Associação Hixinkanwe, no bairro de Malhazine, ficou pequeno para mulheres, homens e crianças que todas as terças-feiras acorrem aquele local para ter uma “panela solidária” e palavras de sensibilização.

Desta vez, o destaque foi para a violência baseada no género, onde, na “roda terapêutica”, as mulheres expuseram os seus traumas.Eliesa Tembe é uma das mulheres que participou da “roda terapêutica” econtou a sua história dramática como viúva e mãe de dois filhos vivendo com HIV.

Segundo conta, com uma voz hesitante e um semblante triste, é que descobriu que era seropositiva em 2017, na gravidez do seu penúltimo filho, que agora tem sete anos, que, felizmente, é seronegativa. Perdeu o marido quando o filho tinha apenas um ano e foi ai que a sua vida começou a ganhar contornos cinematográficos. Entre desentendimentos, quer com a sogra e com a mãe, Eliesa perdeu tudo que o marido a tinha deixado, até o direito de enterrar o seu parceiro.

Como solução, refugiou-se na rua, comendo restos de comida que apanhava nos contentores de lixo até ser acolhida pela Associação Hixinkanwe, “Graças a Deus cheguei nesta casa. Encontrei a mamã Judite, que me apoiou e me aquele abraço que eu queria ter da minha própria família”, conta, lamentando pelo facto de “quando eu tinha o meu esposo toda a família era unida comigo, mas quando o perdi todos se afastaram de mim”.

Para outras mulheres que vivem com HIV, Eliesa diz que o importante é aceitar, primeiro, o seu estado de saúde e cumprir devidamente com amedicação até se tornar indetectável, tal como ela, que agora é activista social.Para além de mulheres, a associação acolhe homens.

Um deles é Jaime Júlio, que chegou na associação debilitado e nem tinha esperança de que iria sobreviver. Mas o suporte que recebeu – a medicação e carinho – sobrepôs-se à doença. Hoje, Júlio é firme: jovens, não se deixem levar por esta doença, porque”, justifica, “não é o fim da nossa vida”, basta, apenas, cumprir com a medicação.

De acordo com Judite de Jesus, presidente e fundadora da Associação Hixinkanwe, esta agremiação destaca-se por suas actividades voltadas à acessibilidade ao tratamento e retenção de vítimas, oferecendo um espaço de acolhimento e suporte a quem mais precisa. Para além do apoio psicológico e social, a associação empenha-se em garantir que essas mulheres permaneçam no tratamento, contribuindo positivamente para a recuperação e empoderamento delas.

“A maioria dos nossos beneficiários são mulheres sobreviventes de violência, cujo oferecemos apoio social e serviços integrados que abrangem a família inteira”, afirma a líder, através de cestas básicas e uma “panela solidária”, onde mulheres se unem para ajudar umas às outras.Os esforços da Associação Hixinkanwe resultaram em conquistas como a redução de mortes entre as beneficiárias, o controle de suicídios e o sofrimento de crianças órfãs, além do empoderamento das mulheres que agora apresentam uma carga viral indetectável.

“A maioria já não depende da associação e muitas iniciaram seus próprios negócios, tornando-se parceiras na missão de ajudar as outras”, destaca de Jesus.

Associação Hixinkanwe atende mais de quatro mil pessoas na cidade de Maputo e em províncias como Gaza e Inhambane, através de núcleos de representação, onde através de “rodas terapêuticas” e “grupos de autoajuda”, onde as mulheres podem compartilhar as suas experiências, ouvir e aprender umas com as outras.

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