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Cultura

Lucrécia Paco, uma das caras do teatro em Moçambique

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Lucrécia Paco, uma das caras do teatro em Moçambique

Há três décadas a actriz moçambicana Lucrécia Paco recebeu um convite vindo da directora e fundadora do primeiro grupo teatral profissional em Moçambique, Mutumbela Gogo, Manuel Soeiro.

O convite foi aceite e saiu do Tsova Xitaduma, passou a fazer parte da equipa composta por Evaristo Abreu, Adelino Branquinho e Manuela Soeiro, com objectivo único de revolucionar e dinamizar o mercado e a qualidade do teatro moçambicano.  

Com o grupo já criado juntaram as ideias, desenharam e apresentaram ao público, a peça intitulada “Qual a coisa, qual é ela” com a ideia inicial de conquistar o público infantil de forma a criar gosto pela teatro nos mais novos e garantir que sempre que tivessem uma apresentação as crianças puxassem os seus encarregados a levá-los para assistir às peças teatrais ampliando desta forma mais um pouco o seu público.

Naquela altura, ter público pagante era algo muito difícil, porém Manuela, não se deixou abalar, criou algumas parcerias e tentou resolver a situação. Com isso as empresas passaram a comprar bilhetes para seus funcionários assistirem às peças teatrais. As dificuldades foram superadas, disse Lucrécia a Karinga.

Durante este período, Lucrécia Paco teve a oportunidade de trabalhar ao lado do falecido, Casimiro Nyusi e Joaquina Chiquisse que ajudaram na realização da peça que foi apresentada no teatro Avenida na Cidade de Maputo e em algumas instituições que contrataram seus serviços.

Lucrécia, assim como outros integrantes, consideram o Mutumbela Gogo, sua casa, escola e parte da sua vida, uma vez que foi lá onde aprendeu a fazer teatro de forma profissional e criou uma família que se ramifica a cada dia, com o surgimento de novos grupos teatrais que olham para o Mutumbela como um exemplo a ser seguido, algo que liberta no seu interior muito orgulho do trabalho feito a 37 anos atrás.

Cultura

Sónia Sultuane premiada uma das melhores da lusofonia

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Sonia-Sultuane

A escritora moçambicana Sónia Sultuane foi premiada com o Prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia 2025, que distingue obras de personalidades do espaço lusófono.

Em nota divulgada pelo júri, consta que “os conselheiros do galardão consideraram a sua obra literária uma reflexão social de intervenção cultural, com uma escrita profundamente ligada à identidade africana, ao corpo feminino, à espiritualidade, à memória e à pertença e à valorização da cultura moçambicana”.

Foram ainda valorizados os seus projectos de promoção da leitura e da literatura em Moçambique, a sua linguagem, simultaneamente delicada e afirmativa, mas também de forte consciência histórica e social.

Sónia Abdul Jabar Sultuane nasceu na cidade de Maputo em 1971. É uma artista multifacetada: poeta, escritora, artista plástica e curadora. Tem colaborado noutras disciplinas artísticas como a música, a dança, a moda e a fotografia.

Na literatura destaca-se por ter publicado obras de poesia e conto infantil-juvenil, entre elas “Roda das Encarnações” (2016) e “O Lugar das Ilhas” (2021), “Sonhos” (2001), “Imaginar o Poetizado” (2006) e “No Colo da Lua” (2009).

Em 2011 assumiu o papel de curadora na exposição “Mulheres – Descortinando”, organizada pela Galeria Kulungwana. Em Março de 2008, foi uma das artistas convidadas e um dos membros da organização do workshop internacional organizado pelo Ministério da Educação e Cultura e pelo Triangle (Muyehlekete – O Pensador) em Maputo.

Na lista dos escritores galardoados, Sónia Sultuane partilha espaço com Inês Pedrosa (Portugal), Paulo Coelho (Brasil), Francisco Conduto de Pina (Guiné-Bissau), Fátima Bettencourt (Cabo Verde), Daniel Braga (Timor-Leste), Lúcio Neto Amado (São Tomé e Príncipe), Maria Jesús Evuna Andeme (Guiné Equatorial) e José Mena Abrantes (Angola).

O Prémio Literário Guerra Junqueiro desde 2017 premeia escritores e escritoras da Lusofonia em língua portuguesa. Com a organização do município de Freixo de Espada à Cinta (Portugal), o prémio, alargado à lusofonia em 2020, tem como objectivo premiar e homenagear escritoras e escritores da CPLP.

Fonte: Jornal Notícias

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Cultura

Assa Matusse chora a morte da sua mãe

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No dia de hoje a cantora moçambicana Assa Matusse, anunciou o desaparecimento físico da sua mãe.

A informação avançada pela cantora, foi através das suas redes sociais, onde mostrou que carrega um grande vazio em si.

“Madalinha se foi e me levou junto porque já nem sinto meu corpo” escreveu a cantora

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Cultura

Prémio Literário Fernando Leite Couto prepara edição 2026

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O Prémio Literário Fernando Leite Couto anuncia a sua edição de 2026, dedicada ao género literário “Prosa”, com o objectivo de estimular a criação de obras de novos autores moçambicanos em língua portuguesa.

Os interessados podem submeter os seus trabalhos romances, novelas ou colecções de contos entre 16 de Março e 16 de Abril de 2026.

Instituído pela Fundação Fernando Leite Couto, o prémio conta com o apoio do Moza Banco – Moçambique, da Câmara do Comércio Portugal-Moçambique e do Município de Óbidos, em Portugal, e pretende reconhecer e valorizar talentos emergentes nas áreas de poesia e prosa de ficção, incluindo romance, novela, crónica, texto dramático e conto.

A organização e gestão do prémio são da exclusiva responsabilidade da Fundação Fernando Leite Couto, que define os critérios e a avaliação das obras submetidas.

A iniciativa surge como uma oportunidade para novos escritores moçambicanos darem visibilidade às suas criações e reforça o compromisso com a promoção da literatura nacional em língua portuguesa, incentivando a diversidade de vozes e narrativas no panorama literário do país.

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