Cultura
Lalah Mahingo lança seu primeiro CD “Kutikuma”
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A cantora moçambicana, Lalah Mahingo vai lançar no dia de amanhã 15 de Abril, pelas 18 horas, o seu primeiro CD, “Kutikuma” (encontrar-se), no jardim do Centro Cultural Moçambicano-Alemão.
O título, uma expressão em Xi-changana, que significa “encontrar-se”, é um reflexo da diversidade sonora do álbum, composto por 15 faixas, incluindo “Hoya-Hoya”, “Massiko”, “Salanine”, “Ku Tikuma” e “Moya Khensa”.
Para os fãs da música de Lalah Mahigo, no evento haverá uma oportunidade única para adquirir o álbum e ter a chance de conhecê-la pessoalmente durante a sessão de venda e assinatura de autógrafos.
A cantora, estará acompanhada por Helder Gonzaga no baixo, Livio Mondlane no teclado, Stélio Zoe na bateria e Djivas na guitarra, Lalah Mahigo traz ainda a participação especial do músico Pitchó.
Com base no Jazz, Afro-Jazz e Afro-tradicional, com uma voz que se aproxima do Soul, Lalah Mahigo é uma cantora mocambicana talentosa que vem trabalhando em colaboração com outros artistas, fazendo segunda voz e coros.
O lançamento de “Kutikuma” é um momento intenso de celebração da diversidade e da sensação de alívio de finalmente mostrar seu trabalho ao público.
Para entregar este produto ao público, 4 anos de trabalho foram investidos para oferecer uma variedade de sons e referências da intérprete. “Kutikuma” pode ser visto como uma espécie de indefinição, pois ainda não nos diz quem Lalah Mahigo é, mas oferece pistas do que poderá vir a se tornar.
Cultura
Mia Couto recebe o título de Doutor Honoris Causa na Hungria
O escritor Mia Couto foi galardoado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Eötvös Loránd (ELTE), da Hungria.
Para além do escritor moçambicano, a prestigiada universidade baseada em Budapeste, homenageou também quatro cientistas internacionais pelos seus feitos de importância global.
Em cerimónia realizada na sexta-feira, 08 de Maio, durante a mensagem laudatória da universidade a escolha do escritor moçambicano foi justificada por ser uma “voz incontornável dos povos do chamado Sul Global e pela notoriedade da sua obra traduzida e premiada em dezenas de países de todos os continentes.”
Na sua mensagem durante a cerimónia de gala Mia Couto partilhou aquele galardão de mérito com todos os escritores moçambicanos e com todos os professores que “se empenham em trazer luz e esperança para as novas gerações de Moçambique”

Mia Couto é um dos mais importantes escritores africanos contemporâneos. Autor de mais de 30 livros entre romances, contos, poesia e crónicas, tem a sua obra traduzida para mais de 30 línguas e publicada em diversos países. Vencedor do Prémio Camões, Mia Couto destaca-se pela recriação poética da língua portuguesa e pela forma como aborda a memória, a identidade, a tradição e os desafios sociais de Moçambique. A sua obra é referência incontornável da literatura africana e lusófona, contribuindo para a projecção internacional da cultura moçambicana.
Cultura
Xigubo pode tornar-se Património Cultural da Humanidade
A dança Xigubo poderá vir a integrar a Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
A possibilidade de reconhecimento ganha impulso depois de os ministros da Cultura da CPLP, reunidos em Díli, Timor-Leste, terem decidido apoiar a inscrição das candidaturas de Angola, com o semba, e de Moçambique, com o Xigubo, na Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade.
A decisão foi tomada durante a XIV Reunião de Ministros da Cultura da organização, realizada a 5 de Maio, sob o tema “Salvaguarda da Herança Cultural na Promoção da Identidade e Cidadania na CPLP”.
O Xigubo é uma dança guerreira, praticada sobretudo no sul de Moçambique, com forte presença nas províncias de Maputo e Gaza.
A sua apresentação é marcada por filas de dançarinos, movimentos vigorosos, tambores, trajes adornados com peles e plumas, bem como escudos e bastões, numa encenação que remete para a preparação, defesa e celebração guerreira.
Cultura
Belarmino Lovane lança livro sobre cultura e desenvolvimento urbano sustentável
O académico e investigador moçambicano Belarmino A. Lovane lançou, esta quarta-feira, 6 de Maio de 2026, a obra “A Cultura e o Desenvolvimento Sustentável das Cidades e Municípios”, um livro prefaciado pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo. A publicação propõe uma reflexão sobre o papel da cultura na construção de cidades mais sustentáveis e na melhoria da governação local em Moçambique.
Na obra, o autor defende que a cultura deve ser encarada como um instrumento estratégico para o desenvolvimento urbano, podendo contribuir para o fortalecimento da coesão social, dinamização da economia local e criação de municípios mais inclusivos e resilientes. Belarmino Lovane é doutorando na Universidade dos Açores, em Portugal, onde desenvolve investigação nas áreas de cultura, comunicação e desenvolvimento local.