Entrevistas
Kloro Killa pronto para o show “Revolução Cultural”

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Depois de muitos desmarques por conta da pandemia, neste sábado, 05/03, o rapper de intervenção pessoal Kloro Killa subirá ao palco do Museu da Mafalala para a apresentação oficial do seu segundo álbum de originais “Revolução Cultural”.
Falando para Xigubo, Kloro revelou que se sentia realizado por finalmente apresentar o seu trabalho e olha para o tempo que levou até a realização do Show de apresentação como um factor positivo, uma vez que “Já se passa um ano após o lançamento, eu é que escrevi as músicas, mas agora são do povo, o pessoal teve tempo para consumir, nada melhor que cantar em conjunto”.
No álbum “Revolução Cultural” o rapper propõe uma reflexão sobre os passos para mudança e em que condições almejamos viver e que ferramentas serim necessárias para que se cultive um hábito comum, inspirando-se no novo humanismo. Um dos pontos em debate, é a tradição desde a musicalidade e manifestações artísticas, como um paradoxo que Kloro busca quebrar defendendo que a cultura transcende esses valores, podendo ser dinâmico e espiritual “Cultura é a cena que estamos a fazer hoje, como vivemos, tradição é o que nossos antepassados viveram e podemos concordar ou não, o álbum é uma provocação para que o pessoal tenha essa conversa e se define a cultura para daqui a 20 anos”
A escolha do Mafalala para a apresentação do álbum tem como justificativa, o facto de o rapper ser a cara do Running From The Urbe, e o álbum uma das primeiras actividades do projecto, porém, a ideia é “aproximar o pessoal da cidade a periferia e redescobri-la, Mafalala é um bairro histórico e merece esse destaque”.
Como forma de dar continuidade a promoção, o rapper perspectiva lançar pelo menos 5 vídeos das 12 faixas que compõem o álbum. Sendo que até então o “Show na Maife”, é o primeiro single do álbum com vídeo já disponível.

Entrevistas
Zé Bomba, fotógrafo dos famosos, busca apoio para capturar a vida

Zé Bomba, um dos fotógrafos que documentou as noites mais agitadas do país e, consequentemente, de celebridades, precisa de ajuda para continuar a captar a sua vida.
A notícia chegou através do fotógrafo Ismail Essak, ou simplesmente Chairman, num anúncio do próximo episódio do podcast MozPod, que conta com a participação de José Alberto Martins, nome oficial de Zé Bomba.
O fotógrafo está doente e sofreu uma amputação da perna esquerda devido à diabetes, necessitando de fazer uma reabilitação para poder estar apto a continuar com a sua vida e as suas responsabilidades, como explica o amigo.
Zé Bomba fotografou espectáculos como Moments of Jazz, como fotógrafo oficial, o espectáculo de Roberta Miranda em Moçambique, várias edições da Mozambique Fashion Week, o lançamento do CD duplo de Stewart Sukuma, Too Sexy Online, entre outros.
O apoio ao artista pode ser canalizado das seguintes formas:
Mpesa: 84 899 4544
E-Mola: 86 899 4544
Banco Nedbank
Conta: 7747606
NIB: 0043 0000 0000 7747 6064 7
Titular: José Alberto Martins
Entrevistas
AOPDH prepara primeiro show a solo

O grupo AOPDH prepara-se para realizar o seu primeiro show a solo, intitulado Peta Trap no dia 12 de outubro, no Centro Cultural Moçambicano Alemão, na cidade de Maputo,
Para o grupo, o evento marca um momento especial na carreira do grupo, que tem construído sua trajectória com parcerias, mas agora celebra a realização de um show próprio.
Em entrevista, os membros do grupo afirmaram que este é um dos primeiros eventos onde têm total controle criativo, o que proporcionará uma experiência mais próxima e personalizada para o público.

Segundo a AOPDH, o show será uma oportunidade única para os fãs verem de perto uma performance que reflecte directamente a essência do grupo, com músicas que abordam questões da sociedade de forma sincera e sem filtros.
Durante a entrevista destacaram a importância de cantar em línguas locais, como tem feito em seus trabalhos, o que representa o cotidiano e a cultura do sul de Moçambique. Para eles, a música vai além do mercado e do marketing, sendo uma forma de expressão autêntica, conectando-os ao público de maneira significativa.
“Queremos criar um espaço na música popular para expressar aquilo que se vive na sociedade”
Phiskwa membro da AOPDH
Os integrantes da AOPDH também ressaltaram que o show será uma chance de criar um espaço de diálogo e interação com os fãs, algo que ainda é escasso no cenário musical local. O grupo, prometeu uma apresentação que não apenas revela a profundidade de suas letras, mas também oferece uma experiência de palco memorável, com energia e proximidade.
“Acreditamos que quem vai nos conhecer no show, vai ter uma boa experiência de certeza” disse Phiskwa membro da AOPDH. Este show, cujo a entrega está condicionada ao pagamento de 100 a 200 meticais,terá uma transmissão em directo, no Youtube da 16 Cenas.
Entrevistas
Rumo ao seu lugar no rap, Nélio OJ lança “Ninguém Fará por Nós”

O rapper moçambicano Nélio OJ lançou recentemente o seu novo projecto, “Ninguém Fará por Nós”, com uma mensagem clara e urgente: a responsabilidade de transformar Moçambique está nas mãos dos seus cidadãos, especialmente da juventude.
O título da mixtape reflecte o descontentamento de Nélio ao observar que muitos moçambicanos estão a desistir de lutar por um futuro melhor.
“Se não formos nós a lutarmos para mudar ou melhorar o nosso país, ninguém fará por nós”
Nélio OJ
Nélio OJ revela que o início da sua carreira foi marcado por desafios. Ao fazer parte de um grupo onde era o único com uma visão interventiva para o rap, teve de se adaptar ao ambiente, algo que, apesar das dificuldades, o ajudou a ganhar experiência na cena musical.
Após a separação do grupo, sentiu-se livre para seguir o seu próprio caminho e dar vida ao estilo de rap que sempre desejou produzir.
“Cometi alguns erros, mas foram esses erros que me tornaram o que sou hoje”, reflete o rapper. Ele destaca que, embora a carreira de rapper em Moçambique seja desafiante, não vê isso como motivo para desistir.
Inspirado pela realidade moçambicana, os desafios sociais, políticos e as dificuldades enfrentadas pela sociedade no dia a dia, Nélio OJ busca utilizar a sua música como um reflexo desses problemas e uma chamada à ação. A mixtape “Ninguém Fará por Nós” é um projecto pessoal, que Nélio descreve como o seu “BI artístico”, um meio para que o público conheça o verdadeiro artista por trás das letras.
“Estou aqui para fazer a minha parte porque ninguém fará por mim”
Nélio OJ
OJ cita como influências nomes de peso tanto da cena nacional quanto internacional, como Azagaia, Valete, Emicida, Gabriel o Pensador, MC Marechal, Eminem, J Cole, Nas, Hernâni da Silva e MCK, de quem ele procura absorver elementos que o inspiram a continuar a sua jornada.
O principal objetivo de Nélio com este projecto é evoluir profissionalmente e levar a sua música ao maior número possível de moçambicanos, sejam eles apreciadores de rap ou não. “Quero que as minhas letras sirvam de inspiração para as pessoas, que libertem e curem mentes”, conclui o artista, deixando claro que a sua missão vai além do entretenimento, buscando impactar e transformar vidas por meio da sua arte.