Cultura
Gala-Gala abre temporada de inverno defendendo a importância da leitura no desenvolvimento cultural
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A Gala-Gala Edições, uma editora independente em Moçambique, abriu a temporada de eventos de inverno com uma sessão de autógrafos do renomado escritor Bento Sitoe.
O evento vai contar com a presença de leitores ávidos e admiradores do professor, que terão a oportunidade de conversar com ele, tirar fotos e receber dedicatórias em seus livros.
A editora anunciou também o lançamento de três livros de poesia para este mês. Entre eles, destaca-se “Fatia Fresca de Lua Nova”, uma obra de 120 páginas que reúne 102 haicais, um poema de origem japonesa.
Este livro é o primeiro do gênero publicado em Moçambique e conta com a autoria de Armando Artur e Pedro Pereira Lopes.
A apresentação oficial do livro será realizada no dia 25 de Abril, no Business Lounge do Nedbank. A obra será apresentada pelo escritor Marcelo Panguana, que dará seu parecer sobre a importância da poesia japonesa e seu impacto na literatura moçambicana.
A sessão de autógrafos, com a presença dos autores, é um momento importante do evento. Além de permitir que os leitores conversem com os escritores e obtenham uma dedicatória exclusiva, essa é uma oportunidade de valorizar a presença dos autores em Moçambique e divulgar ainda mais sua obra.
Para a Gala-Gala Edições, a literatura é uma importante ferramenta de desenvolvimento cultural e social. A editora acredita que o acesso à leitura e à produção literária é fundamental para a educação e para o desenvolvimento da sociedade moçambicana. Segundo a editora, a leitura é uma forma de promover a conscientização dos indivíduos sobre seus direitos e deveres na sociedade, além de contribuir para a formação de adultos mais bem preparados e conscientes.
Por isso, a Gala-Gala Edições tem o compromisso de lançar livros de qualidade e apresentar o livro como um objecto “apetecível” e valioso para a sociedade.
Cultura
Mia Couto recebe o título de Doutor Honoris Causa na Hungria
O escritor Mia Couto foi galardoado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Eötvös Loránd (ELTE), da Hungria.
Para além do escritor moçambicano, a prestigiada universidade baseada em Budapeste, homenageou também quatro cientistas internacionais pelos seus feitos de importância global.
Em cerimónia realizada na sexta-feira, 08 de Maio, durante a mensagem laudatória da universidade a escolha do escritor moçambicano foi justificada por ser uma “voz incontornável dos povos do chamado Sul Global e pela notoriedade da sua obra traduzida e premiada em dezenas de países de todos os continentes.”
Na sua mensagem durante a cerimónia de gala Mia Couto partilhou aquele galardão de mérito com todos os escritores moçambicanos e com todos os professores que “se empenham em trazer luz e esperança para as novas gerações de Moçambique”

Mia Couto é um dos mais importantes escritores africanos contemporâneos. Autor de mais de 30 livros entre romances, contos, poesia e crónicas, tem a sua obra traduzida para mais de 30 línguas e publicada em diversos países. Vencedor do Prémio Camões, Mia Couto destaca-se pela recriação poética da língua portuguesa e pela forma como aborda a memória, a identidade, a tradição e os desafios sociais de Moçambique. A sua obra é referência incontornável da literatura africana e lusófona, contribuindo para a projecção internacional da cultura moçambicana.
Cultura
Xigubo pode tornar-se Património Cultural da Humanidade
A dança Xigubo poderá vir a integrar a Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
A possibilidade de reconhecimento ganha impulso depois de os ministros da Cultura da CPLP, reunidos em Díli, Timor-Leste, terem decidido apoiar a inscrição das candidaturas de Angola, com o semba, e de Moçambique, com o Xigubo, na Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade.
A decisão foi tomada durante a XIV Reunião de Ministros da Cultura da organização, realizada a 5 de Maio, sob o tema “Salvaguarda da Herança Cultural na Promoção da Identidade e Cidadania na CPLP”.
O Xigubo é uma dança guerreira, praticada sobretudo no sul de Moçambique, com forte presença nas províncias de Maputo e Gaza.
A sua apresentação é marcada por filas de dançarinos, movimentos vigorosos, tambores, trajes adornados com peles e plumas, bem como escudos e bastões, numa encenação que remete para a preparação, defesa e celebração guerreira.
Cultura
Belarmino Lovane lança livro sobre cultura e desenvolvimento urbano sustentável
O académico e investigador moçambicano Belarmino A. Lovane lançou, esta quarta-feira, 6 de Maio de 2026, a obra “A Cultura e o Desenvolvimento Sustentável das Cidades e Municípios”, um livro prefaciado pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo. A publicação propõe uma reflexão sobre o papel da cultura na construção de cidades mais sustentáveis e na melhoria da governação local em Moçambique.
Na obra, o autor defende que a cultura deve ser encarada como um instrumento estratégico para o desenvolvimento urbano, podendo contribuir para o fortalecimento da coesão social, dinamização da economia local e criação de municípios mais inclusivos e resilientes. Belarmino Lovane é doutorando na Universidade dos Açores, em Portugal, onde desenvolve investigação nas áreas de cultura, comunicação e desenvolvimento local.