Cultura
Fauziya Fliege leva a arte moçambicana à Vernice Art Fair na Itália
- Share
- Tweet /var/www/wptbox/wp-content/plugins/mvp-social-buttons/mvp-social-buttons.php on line 67
https://xigubo.com/wp-content/uploads/2025/03/FB_IMG_1741777092334.jpg&description=Fauziya Fliege leva a arte moçambicana à Vernice Art Fair na Itália', 'pinterestShare', 'width=750,height=350'); return false;" title="Pin This Post">
A artista moçambicana Fauziya Fliege participou, pela primeira vez, da Vernice Art Fair, na Itália. A feira de arte de três dias que encerrou neste domingo (29) reuniu galerias, artistas individuais, colectivos e associações de toda a Itália e do exterior que apresentaram exposições, performances ao vivo, apresentações de academias e iniciativas solidárias.
Nesta edição, a vigésima terceira na história da feira, Fliege apresentou duas peças da sua colecção recente Atrás das Máscaras sob a técnica acrílico sobre tela, intituladas “Gender Reveal”, Revelação do Género, em inglês (104 x 110cm) e “The Journey of Expecting”, A Jornada da Expectativa, em inglês (110 x 150cm), obras que já haviam sido expostas no Museu Diocesano Capitulare de Terni, em Terni.
“Essas peças já se encontravam na Itália. É incrível pensar que agora têm uma nova vida num contexto mais amplo, com artistas espetaculares e um público internacional”, afirma a artista, orgulhosa.
A participação na feira é, para Fliege, mais do que visibilidade, é uma oportunidade de colocar a arte moçambicana em destaque num espaço global, ainda que a artista não tenha estado presente fisicamente, devido a questões alheias a sua vontade.
“Um evento deste nível é crucial a presença do artista, e estou insatisfeita por não poder ir. Espero que a minha ausência não impeça que curadores e colecionadores me descubram e proponham exposições ou outro tipo de parcerias,” destaca.
Para a artista, momentos como este ajudam a reposicionar a presença africana no mercado global da arte, embora a arte africana já tenha reconhecimento – como provam conquistas recentes, como o artista ganês Ibrahim Mahama, nomeado o mais influente do mundo em 2025 – cada participação conta. “Muita gente vai ver e reconhecer o valor da arte moçambicana. Isso é essencial para abrir portas para outros artistas do país”, acredita.
Quanto ao futuro, Fauziya Fliege prefere deixar-se guiar pelos caminhos que se abrem. “Minha lista de desejos é enorme, mas deixo a vida me levar. Cada passo adiante é uma bênção, e sou muito grata por isso.”
A Vernice Art Fair é um mercado de artes dirigida a colecionadores, profissionais da arte e público em geral. Esta edição, como as anteriores, trouxe um programa diversificado, que incluiu exposições, projectos especiais e iniciativas solidárias. Entre os destaques estão as principais exposições com obras de Amanda Chiarucci e uma instalação de boas-vindas de Alberto & Rino Costa, além do projecto colaborativo Voci dalla Terra (Vozes da Terra), que reúne cerâmica, esculturas protectoras e planisférios em movimento, com performance ao vivo da artista italiana Laura Mircea.
Cultura
Assa Matusse explica o significado de “Hamiriza”
A cantora moçambicana Assa Matusse lançou, no passado dia 27 de Março, o videoclipe da sua nova música “Hamiriza” e, por detrás do nome escolhido, à semelhança da canção, está uma mensagem carregada de simbolismo.
“Hamiriza”, que significa “dançar” em suaíli (língua bantu), não foi uma escolha aleatória. Para Assa, o termo transmite o objectivo central desta obra: transformação, libertação e recomeço. A dança, enquanto acto, é o fio condutor de toda a narrativa, não apenas como movimento físico, mas como forma de expressão, afirmação pessoal e resistência ao silêncio.
“Hamiza significa dança e esta é a dança de quem por muito já passou, de quem viveu e morreu anos atrás e anos depois volta ao mundo na sua segunda Life e tudo que não quer é voltar a viver uma vida miserável e muito menos colecionar desilusões”, escreveu a artista nas suas redes sociais.
No videoclipe, Assa “hamiriza” em espaços públicos, rompendo com padrões de repressão e mostrando que recomeçar exige coragem e decisão consciente. A escolha da palavra suaíli reforça também o enraizamento da obra na cultura africana, onde a dança há muito funciona como veículo de emoções, valores e memória colectiva.
Importa referir que “Hamiriza” já conta com cerca de 50 mil visualizações no YouTube e insere-se na recente EP da cantora, “Nati Tivah”, que conta com seis faixas, todas disponíveis nas plataformas digitais de streaming.
Cultura
Stewart Sukuma apresenta “(R)evolution” no mês da Mulher
O músico moçambicano Stewart Sukuma estreia esta quinta-feira, 2 de Abril, o seu novo projecto musical, “(R)evolution”, integrado no IzyJazz para a Mulher.
O concerto terá lugar no Black Mamba, no Shopping Baía Mall, em Maputo, a partir das 19: 00 horas. O espectáculo propõe uma fusão ousada entre jazz e ritmos africanos, apresentando músicas inéditas e rearmonizações que dão novas cores ao repertório de Sukuma.
A banda “(R)evolution” é composta por Stélio Mondlane (bateria), Albano Gove (baixo), Gerson “Noody” Chaúque (guitarra) e Josh Sitoe (teclados).
Vale referenciar que apesar de a banda ser exclusivamente masculina, o concerto é uma homenagem à mulher, fonte de inspiração para o projecto.
O evento terá ainda momentos de poesia e pintura ao vivo, com Ana Girão e Sónia Sultuane na poesia e voz, e Sandra Pizura e Mafalda Vasconcelos na pintura ao vivo, transformando o palco num diálogo entre som, palavra e imagem.
Cultura
Énia Lipanga lê “As Cartas que nunca foram enviadas”
A poetisa e activista moçambicana Énia Lipanga vai apresentar no dia 2 de Abril, “As Cartas que nunca foram enviadas” na Cidade de Maputo, Loja Nwanyi na cidade de Maputo, alusivo ao dia Dia Mundial da Poesia.
O evento, com entradas gratuitas, propõe um mergulho nas palavras que ficaram por dizer, desafiando cada participante a transformar sentimentos guardados em cartas, num momento de partilha e reflexão colectiva.
A iniciativa promete juntar diferentes histórias num só espaço, onde a poesia serve de ponte entre vivências e emoções. Inspirada por grandes obras nascidas de amores não correspondidos ou impossíveis, como as cartas de Franz Kafka a Milena ou a célebre “Immortal Beloved” de Ludwig van Beethoven, a proposta convida o público a escrever aquilo que nunca foi dito.
“Se hoje pudesses enviar uma carta a alguém, o que dirias?” é a pergunta que orienta esta viagem emocional.