Cultura
Assa Matusse explica o significado de “Hamiriza”
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A cantora moçambicana Assa Matusse lançou, no passado dia 27 de Março, o videoclipe da sua nova música “Hamiriza” e, por detrás do nome escolhido, à semelhança da canção, está uma mensagem carregada de simbolismo.
“Hamiriza”, que significa “dançar” em suaíli (língua bantu), não foi uma escolha aleatória. Para Assa, o termo transmite o objectivo central desta obra: transformação, libertação e recomeço. A dança, enquanto acto, é o fio condutor de toda a narrativa, não apenas como movimento físico, mas como forma de expressão, afirmação pessoal e resistência ao silêncio.
“Hamiza significa dança e esta é a dança de quem por muito já passou, de quem viveu e morreu anos atrás e anos depois volta ao mundo na sua segunda Life e tudo que não quer é voltar a viver uma vida miserável e muito menos colecionar desilusões”, escreveu a artista nas suas redes sociais.
No videoclipe, Assa “hamiriza” em espaços públicos, rompendo com padrões de repressão e mostrando que recomeçar exige coragem e decisão consciente. A escolha da palavra suaíli reforça também o enraizamento da obra na cultura africana, onde a dança há muito funciona como veículo de emoções, valores e memória colectiva.
Importa referir que “Hamiriza” já conta com cerca de 50 mil visualizações no YouTube e insere-se na recente EP da cantora, “Nati Tivah”, que conta com seis faixas, todas disponíveis nas plataformas digitais de streaming.
Cultura
Festival Maputo em Cena homenageia Evaristo Abreu na sua segunda edição
A Olankha realiza a segunda edição do Festival Maputo em Cena. Evento que este ano acontece entre os dias 13 e 22 de Agosto presta homenagem ao actor, encenador e dramaturgo moçambicano Evaristo Abreu, em reconhecimento do seu contributo para o desenvolvimento das artes cénicas em Moçambique.
O festival apresenta uma programação diversificada que reúne nove espectáculos, actividades de formação e uma mesa-redonda, promovendo encontros entre artistas nacionais e internacionais e aproximando o público das artes performativas.
Entre os destaques da programação encontra-se “O Dançarino”, de Evaristo Abreu, dirigido por Isabel Jorge. A obra que integra a homenagem ao artista e celebra o seu legado na dramaturgia e na cena moçambicana será apresentada no dia 13, às 18h00, no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM).
Estão propostos igualmente os espectáculos “Dois perdidos numa noite suja”, no dia 14, e “O microfone quebrado”, no dia 21, apresentados pela companhia Mahamba, bem como ao espectáculo “Jacob, um conto moçambicano”, no dia 20, protagonizado pelo actor moçambicano radicado em Portugal, Alberto Magassela.
A programação integra ainda “Politiquices de pequeno vulto”, uma produção do grupo Luarte agendada para o dia 16, na Casa Velha. Trata-se de uma peça que reforça a diversidade estética da programação ao abordar, através da linguagem teatral, questões sociais e políticas do quotidiano cruzando o humor e a crítica.
O festival apresenta igualmente “Lutar para perder”, no dia 18, às 18h00, no Instituto Guimarães Rosa (IGR). O monólogo interpretado pelo actor Ailton Zimila, um dos talentos emergentes do teatro moçambicano, expõe uma sensibilidade artística e qualidade interpretativa que têm vindo a afirmar-se junto do público e da crítica.
Reforçando o seu compromisso com a democratização do acesso à cultura, o “Maputo em Cena” realizará duas actividades no bairro da Mafalala. Énia Lipanga, escritora e activista social, apresenta, no dia 15, no Museu Mafalala, o seu audiolivro “Nada será devolvido em silêncio” e, no dia 17, a Companhia Makweru leva ao Circuito da Mafalala a peça “Kuloha”.
A reflexão sobre o teatro nacional ocupará igualmente um lugar de destaque com a realização da mesa-redonda “Pensar a Estética do Teatro Moçambicano a partir da obra de Evaristo Abreu”. Sob moderação de Dadivo José, a conversa terá como painelitas Lucrécia Paco, Alberto Magassela, Elliot Alex, Maria Atalia Adamugy e Félix Bruno Luís Carlos. O encontro marcado para o dia 18, no CCFM, pretende promover um debate em torno da herança artística de Evaristo Abreu e dos caminhos estéticos do teatro moçambicano contemporâneo.
A componente formativa do festival será assegurada por duas oficinas dirigidas a públicos distintos. A primeira, destinada a crianças, será orientada por Rita Couto, enquanto a segunda será dedicada a estudantes de artes cénicas e conduzida pelo actor Alberto Magassela, proporcionando um espaço de aprendizagem e partilha de experiências.
De referir que a segunda edição do Festival Maputo em Cena é coordenado e produzido pela Olankha Produção e Comunicação, empresa moçambicana especializada na produção de conteúdos audiovisuais, comunicação e produção de eventos culturais e artísticos, e conta com o apoio da Cultiv’Arte e o Centro Cultural Franco-Moçambicano.
Cultura
Arlindo Jossias Uamusse lança o seu segundo livro em Xai-Xai
A cidade de Xai-Xai será palco, no próximo 6 de Agosto, do lançamento do livro “As Armadilhas do Segredo: Conversa da Alma”, a mais recente obra do escritor Arlindo Jossias Uamusse.
O evento terá lugar no Motel Concha, a partir das 16h00, e contará com a apresentação da escritora Deusa d’África.
Chancelado pela Mapeta Editora, o livro marca a segunda publicação de Arlindo Uamusse e insere-se no género da poesia. A obra convida os leitores a mergulhar nos labirintos da alma humana, explorando o peso dos segredos, das palavras não ditas, das verdades ocultas e das emoções reprimidas.
Através de metáforas marcantes e versos carregados de sensibilidade, o autor desafia o público a reflectir sobre os limites entre o silêncio que protege e aquele que nasce do medo.
Natural de Manjacaze, na província de Gaza, Arlindo Jossias Uamusse nasceu em 1988 e desenvolve uma actividade multifacetada. Além da escrita, é músico, professor da Escola Bíblica Dominical, conselheiro pastoral e activista social pelos direitos humanos, com especial enfoque nas áreas da saúde, protecção e legalidade para pessoas em situação de vulnerabilidade no distrito de Chókwè. É licenciado em Ensino de Inglês, com habilitação para o Ensino de Português, e integra o Clube do Livro de Gaza. Estreou-se na literatura em 2023, com a obra O Primogénito – Um Legado Além da Posição.
A apresentação da obra estará a cargo de Deusa d’África, pseudónimo da escritora, poeta e activista cultural Dércia Sara Feliciana. Também natural de Xai-Xai, é reconhecida pela sua produção literária ligada ao feminismo afro-moçambicano e à ecopoética. Coordena a Associação Cultural Xitende e é autora de diversas obras, entre as quais A Voz das Minhas Entranhas, Cães à Estrada e Poetas ao Morgue, Uma Onça na Cidade e Metamiserismo.
Cultura
Hodi Swing Junior representa Moçambique na Suécia
A Hodi Swing Junior, uma das ramificações da Associação Cultural Hodi Maputo Afro Swing, encontra-se atualmente na Europa, onde realiza uma digressão artística pela Suécia, reforçando o compromisso da associação com a promoção e internacionalização da cultura moçambicana.
O ponto alto da digressão é a participação no Herräng Dance Camp (HDC), um dos maiores e mais prestigiados acampamentos de dança swing do mundo, que decorre na vila de Herräng, reunindo milhares de participantes e artistas de diferentes países.
Para além da participação no HDC, a Hodi Swing Junior tem agendadas diversas apresentações na cidade de Estocolmo, levando ao público o espetáculo “TSuntsu Wale Kaya”, uma produção que celebra a riqueza das danças, ritmos e expressões culturais de Moçambique.
O grupo chegou à Suécia no dia 4 de julho de 2026 e teve a honra de ser recebido na Embaixada da República de Moçambique na Suécia pelo Embaixador Francisco Neto António Novela, que manifestou o seu apoio à iniciativa e confirmou a sua presença no espetáculo de encerramento da digressão, marcado para o dia 17 de julho de 2026, no Dieselverkstaden – Sickla, em Estocolmo.
Esta é a quinta participação da Hodi Swing Junior em grandes eventos culturais na Europa, consolidando o seu percurso como uma das principais referências na divulgação da cultura moçambicana além-fronteiras.
A presença de artistas moçambicanos no Herräng Dance Camp representa uma oportunidade ímpar para promover a diversidade cultural de Moçambique, fortalecer o intercâmbio artístico internacional e contribuir para a massificação da prática das danças moçambicanas no mundo.
A Associação Cultural Hodi Maputo Afro Swing solicita aos órgãos de comunicação social a divulgação desta informação nos seus diferentes canais, contribuindo para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos jovens artistas moçambicanos e à promoção da cultura nacional no panorama internacional.