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Comentadores do Show do Fred afirmam que Duas Caras arruina sua carreira
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Nos últimos tempos, o rapper moçambicano Duas Caras tem surpreendido seus fãs ao mudar radicalmente seu estilo de estar nas redes sociais. O artista, conhecido por sua postura reservada, tem publicado fotos estranhas de seu corpo em situações peculiares, algo que sai completamente de seu perfil habitual.
Essa mudança tem gerado preocupações entre seus admiradores, que temem que essas atitudes possam prejudicar o legado sólido que o rapper construiu ao longo de sua carreira.
Durante o programa “Show do Fred” hoje, os comentaristas destacaram a possibilidade de Duas Caras estar arriscando sua carreira com essas atitudes.
Ivandro Sigaval, aconselhou o rapper a prestar mais atenção em suas acções e sugeriu que, caso queira chamar atenção, trabalhe com uma equipe de marketing que o oriente de acordo com seu posicionamento no mercado.
Por outro lado, Zainadine argumentou que o próprio nome “Duas Caras” pode estar influenciando esse comportamento, que o rapper mostrou apenas uma faceta de sua personalidade e agora revela outra, gerando confusão entre os fãs.
DJ Junior também ressaltou que esse tipo de escândalo não agrada às marcas que patrocinam seus projectos, alertando para possíveis consequências para o futuro do rapper.
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UCCLA vai acolher lançamento do livro “Marrabenta – A Cadência de Moçambique” de Costa Neto
A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) recebe, no próximo dia 24 de Julho, às 17h30, a apresentação do livro “Marrabenta – A Cadência de Moçambique”, da autoria do músico, compositor e escritor moçambicano Costa Neto.
Publicado pela editora Chiado Books, o livro será apresentado pela arqueóloga Conceição Lopes, numa sessão que promete reunir amantes da cultura, da música e da história de Moçambique.
A obra propõe uma reflexão aprofundada sobre a Marrabenta, um dos mais importantes géneros musicais moçambicanos. Fruto de vários anos de pesquisa e da vasta experiência profissional do autor, o livro combina ensaio e dissertação para documentar a evolução, o significado e a relevância deste património musical.
Escrito numa linguagem acessível ao público em geral, “Marrabenta – A Cadência de Moçambique” apresenta também ensaios técnicos que o tornam uma referência para estudantes, investigadores e instituições académicas interessadas na música e na cultura moçambicanas.
Natural da Ponta do Ouro, no sul de Moçambique, Costa Neto é uma das figuras mais influentes da música urbana moçambicana e da promoção da cultura lusófona. Radicado em Portugal há mais de três décadas, construiu uma carreira marcada pela música, produção cultural, escrita e intervenção social.
Ao longo do seu percurso integrou e fundou diversos projetos musicais, entre os quais a Banda ABC 78, o Agrupamento Mbila e o Grupo 1 – Moçambique. Foi também diretor interino do Clube da Juventude, em Maputo, e impulsionou iniciativas de carácter social e cultural, como o projeto filantrópico FAZER, desenvolvido em Portugal com o apoio das Nações Unidas e a participação de artistas dos PALOP.
Costa Neto é ainda cofundador da associação cultural Razão d’Arte, dedicada à valorização dos artistas da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), e co-padrinho da campanha internacional “Juntos Contra a Fome”, desenvolvida em parceria entre a CPLP e a FAO.
Entre as suas obras mais conhecidas destaca-se “Mandjolo”, considerada uma das canções mais emblemáticas da música moçambicana, bem como os hinos “A Lusófona” e “Juntos Contra a Fome”, que reforçam a sua ligação à promoção da cultura e da solidariedade entre os povos de língua portuguesa.
O lançamento de “Marrabenta – A Cadência de Moçambique” representa mais um contributo para a preservação da memória e da identidade cultural de Moçambique, valorizando um género musical que continua a marcar gerações e a afirmar-se como um dos maiores símbolos da expressão artística nacional.
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Fundação Fernando Leite Couto inaugura exposição “Magnificência, Luz e Fusão” de Ilídio Candja Candja
A Fundação Fernando Leite Couto inaugura, no 8 de Julho, quarta-feira, às 18h00, a exposição individual “Magnificência, Luz e Fusão”, do artista moçambicano Ilídio Candja Candja. A mostra tem curadoria de Titos Pelembe e Yolanda Couto e reúne um conjunto de obras que convidam o público a percorrer um universo onde memória, espiritualidade, identidade e reinvenção se encontram.
Reconhecido por uma linguagem plástica de forte intensidade cromática e grande liberdade expressiva, Ilídio Candja Candja desenvolve uma obra profundamente enraizada nas tradições africanas, convocando mitologias, divindades ancestrais, símbolos e narrativas que atravessam o tempo. A partir da experiência da diáspora, o artista transforma a pintura num território de encontro entre diferentes geografias, culturas e sensibilidades, estabelecendo pontes entre Moçambique e a Europa.
As obras apresentadas revelam um percurso artístico marcado pela força do gesto, pela expressividade das formas e por uma permanente investigação sobre a relação entre o mundo visível e o invisível. Entre memória e imaginação, tradição e contemporaneidade, a exposição propõe uma reflexão sobre as múltiplas dimensões da pertença, da deslocação e da criação artística.
O título “Magnificência, Luz e Fusão” sintetiza o universo conceptual da exposição: a magnificência manifesta-se na potência criadora da obra; a luz surge como revelação, consciência e conhecimento; e a fusão afirma-se como espaço de diálogo entre experiências, culturas e geografias, onde diferentes identidades coexistem sem perder a sua singularidade.
Ao acolher esta exposição, a Fundação Fernando Leite Couto reforça o seu compromisso com a promoção de artistas que expandem os territórios da criação contemporânea e estimulam novas formas de pensar a arte, a cultura e a sociedade.
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Timintsu Ta VulaVula: EP de estreia da Leia Nhambe já está nas plataformas digitais
Já está disponível o EP da cantora Leia Nhambe em todas as plataformas digitais disponíveis em território nacional. Intitulado “Timintsu Ta Vulavula” em changana ou As Raízes Falam em português, a obra marca a estreia da artista na sua carreira musical, depois de se ter firmado como actriz do cinema moçambicano.
O lançamento oficial do EP aconteceu no X-HUB-Incubadora criativa, um espaço que reúne diversas manifestações artísticas, envolvendo artistas de dentro e fora da Cidade de Maputo.
Composto por quatro (4) faixas musicais, o EP é uma mistura de sonoridades africanas, com requintes de instrumentos tradicionais e contemporâneos.
Essencialmente, a obra musical da Leia Nhambe é um lembrete para a valorização das raízes africanas e reestabelece uma reflexão sobre identidade, respeito e ordem social.
“Timintsu ta Vulavula”, que deu título ao EP, é a primeira música que compõe a obra e nela a artista resgata o valor das origens. Ela acredita no poder da voz para transmitir o legado das raízes africanas ao longo do tempo.
“Neste álbum, mostro isso através de sons tradicionais, falo de timbila, de batuque, djembi… todos esses instrumentos tradicionais”.
A segunda faixa chama-se “Minha África” e é como se fosse a extensão da primeira música do EP. Nela, Leia Nhambe destaca o orgulho de ser africano e pede para que ninguém perca a sua essência.
“É mesmo para valorizar aquilo que nos identifica, valorizar aquilo que é nosso. Eu digo valorize o teu cabelo, valorize a tua pele, valorize a tua cultura, valorize aquilo que tu és de verdade”.
Agora imaginemos a cidade de Maputo, quão grande é, com um sistema de transporte caótico todos os dias. É esse ambiente desafiante que afecta uma trabalhadora doméstica, que na azáfama do intenso tráfego na capital moçambicana, vê-se atrasada ainda a tentar chagar ao seu local de trabalho, quer por dificuldades de conseguir um “chapa” (transporte de passageiros de 15 lugares), quer por congestionamento na estrada.
Então, numa chamada telefónica repentina, o patrão pede-a para optar por mototáxi. Mas esse meio para a realidade de muitas trabalhadoras domésticas é quinze vezes mais caro que pagar por um bilhete de chapa. Além disso, com estradas esburacadas em várias vias da cidade, é ainda arriscado. Mototáxi é o título da terceira faixa do EP.
A quarta e última, é “Lhonipo” ou Respeito em português, em que a cantora conta a história de um homem que perde respeito para com a sua esposa e filhos. A sociedade vendo esse desvio social, lembra ao cidadão que o respeito à sua família é “a cereja no topo” da vida conjugal.