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Arte Urbana e Inclusão Feminina em Destaque no Maputo Street Art Festiva

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O Maputo Street Art Festival realizou-feira, 11 de Dezembro, às 17h00, o  evento “16Neto Take Over”, uma iniciativa dedicada à inclusão e participação  feminina na arte urbana. A actividade acontece no 16NETO Cultural Space e integra  a 2ª edição do festival, programa que reforça o papel da arte pública como  instrumento de diálogo comunitário, expressão identitária e transformação social. 

A tarde inicia com pintura de mural ao vivo, conduzida por artistas de rua que  exploram novas abordagens visuais e narrativas urbanas. Segue-se uma conversa  aberta sobre “Mulher nas Artes Urbanas”, moderada por Géssica Macamo e  desenvolvida em coordenação com as artistas Minória Gento, Camii Skinner e Tay  Milisse, que partilharão perspectivas sobre presença feminina no espaço público,  desafios do sector e possibilidades de futuro para a arte de rua em Maputo e além. 

O encontro encerra com um Sarau de Poesia, reunindo vozes emergentes e  consolidadas da cena literária urbana: N’wantsukunyani Khanyisani Daisy, Zaida  Abacar e Odjoh Molotov, trazendo performances que dialogam com identidade,  memória e resistência. 

“16Neto Take Over” reforça o compromisso do festival em promover práticas  artísticas inclusivas, fomentar espaços de participação e valorizar o contributo das  mulheres na construção das narrativas visuais da cidade. 

Convidamos o vosso prestigiado órgão de comunicação social a unir-se a nós nesta  jornada artística e a fazer a cobertura e divulgação deste evento.  

Sobre o Festival Maputo Street Art 

O Maputo Street Art é um festival dedicado à arte pública e às expressões urbanas,  que transforma bairros da cidade em espaços de criação, encontro e participação  comunitária. Através de murais, instalações, poesia, dança, conversas e actividades  formativas, o festival promove novas narrativas visuais, reforça a representatividade 

feminina na arte urbana e valoriza o território como lugar de identidade e  transformação social. Na sua 2ª edição, Re-criando Narrativas, o festival continua a aproximar artistas,  comunidades e públicos, celebrando a criatividade que nasce e vive nas ruas de  Maputo. 

Esta edição dá continuidade ao trabalho iniciado anteriormente, reforçando o papel  da arte pública como instrumento de identidade, transformação das paisagens  periféricas, diálogo e participação comunitária. 

O festival volta a privilegiar a criação artística dentro dos espaços comunitários,  fortalecendo o envolvimento local e promovendo oportunidades de inclusão,  formação e desenvolvimento cultural. 

Um dos pilares centrais desta edição é o fortalecimento contínuo da participação de  mulheres na arte urbana, assegurando maior visibilidade, reconhecimento e  representatividade no panorama artístico de Maputo. 

O festival reafirma-se como um processo colectivo, construído com a comunidade e  para a comunidade, promovendo novas formas de expressão, pertença e valorização  do território. 

Parceiros e financiadores: Esta edição é realizada com o apoio da Commission de  l’Ocean Indién no âmbito do Projecto Regional de Desenvolvimento das Indústrias  Culturais e Criativas (ICC) no Oceano Índico, financiada pelo AFD France (Agence  Française de Développement) e co-financiada pelo Fundo Création Africa da  Embaixada da França em Moçambique em colaboração com o Centro Cultural Franco 

Moçambicano.

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Um Dia a Água Virá transforma memórias das cheias em literatura traduzida para línguas moçambicanas

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As histórias de pessoas afectadas pelas cheias que atingiram a bacia do Incomati, em Janeiro deste ano, foram transformadas em literatura e traduzidas para sete línguas moçambicanas, no âmbito da XIIª edição do Concurso de Tradução Literária.

A iniciativa, realizada por ocasião do Dia Internacional da Tradução, distinguiu seis tradutores e teve como principal destaque Um Dia a Água Virá, obra que reúne cinco relatos sobre as inundações e procura preservar a memória de um dos episódios climáticos que marcou o país este ano.

O 1.º Prémio foi atribuído a Óscar Francisco Gueza, pela tradução de Vasos Comunicantes para ciManyika. Artimisa André Litsur conquistou o 2.º Prémio, pela tradução para português de L’homme né dans la rivière, enquanto Nelfa Orlando Tambe recebeu o 3.º Prémio pela tradução portuguesa do mesmo texto.

Foram ainda atribuídas três Menções Honrosas a Manuel Luís Tembe, pela tradução de Um Dia a Água Virá para ciChangana; Chitungue Mucara Machai, pela tradução para português de The Man With the Boat; e Chaponda Maria Marcos, pela tradução de Um Dia a Água Virá para ciTsonga.

Os seis distinguidos receberam diplomas, livros e prémios monetários.

A edição deste ano registou 177 inscrições e 40 propostas de tradução, tendo reunido 22 tradutores num workshop dedicado à tradução.

Cinco histórias sobre as cheias

Um Dia a Água Virá é o nono volume da Colectânea de Contos Traduzidos da Editora Trinta Zero Nove e o primeiro da colecção dedicado integralmente a narrativas de não ficção.

A obra reúne cinco perspectivas sobre as cheias de Janeiro. Entre os protagonistas está Rabeca Alfredo, uma menina acolhida num centro de acomodação improvisado numa igreja, e Carlos Tibana, que participou nas operações de salvamento.

O livro apresenta também o testemunho de Sarah Matches, Coordenadora Provincial envolvida na resposta à emergência, além de duas pessoas que optaram pelo anonimato: uma editora que perdeu 15 mil livros e um homem que disponibilizou o seu barco de recreio para apoiar os resgates.

As cinco histórias procuram registar experiências individuais que se cruzam com a realidade de milhões de moçambicanos afectados, ao longo dos anos, por fenómenos climáticos extremos.

Dados do INGD citados pelas Nações Unidas indicam que as cheias afectam historicamente cerca de 385 mil pessoas por ano em Moçambique, podendo chegar a 2,5 milhões de pessoas nos episódios de maior dimensão.

As narrativas foram traduzidas para inglês, português e sete línguas moçambicanas, permitindo que as experiências retratadas na obra circulem entre diferentes comunidades linguísticas.

Para a organização, a tradução permite não apenas ampliar o acesso às histórias, mas também contribuir para a preservação da memória das cheias para além do momento em que aconteceram.

Criado em 2015, o Concurso de Tradução Literária está na origem da Editora Trinta Zero Nove. Ao longo das suas edições, já alcançou cerca de 5.700 jovens e atribuiu mais de 50 prémios.

Em 2021, a iniciativa foi distinguida nos London Book Fair International Excellence Awards, na categoria Literary Translation Initiative Award.

A XIIª edição retoma, assim, uma das ideias centrais que estiveram na origem do concurso: fazer da tradução uma ponte para que histórias vividas por algumas pessoas possam ser conhecidas por muitas outras.

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“As Sementes do Céu” entre os livros infantis mais recomendados do mundo em 2026

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Mia Couto recebeu o título de honoris Causa no Brasil

O livro infantil “As Sementes do Céu”, de autoria do escritor moçambicano Mia Couto, com ilustrações de Susa Monteiro, foi seleccionado para a lista internacional dos livros infantis mais recomendados para 2026.

A selecção foi feita pela International Children and Youth’s Literature, organização que reuniu 200 títulos de literatura infantil publicados em 46 línguas e provenientes de 62 países.

Entre os critérios considerados pelo júri estão a relevância universal dos temas abordados, a qualidade literária e visual das obras, bem como a inovação temática ou gráfica.

A lista pretende dar visibilidade internacional às obras seleccionadas, sendo divulgada em bibliotecas e em importantes eventos do sector, entre os quais a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, e a Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha, em Itália.

“As Sementes do Céu” foi publicado este ano, de forma simultânea, pela Fundação Fernando Leite Couto, em Moçambique, e pela Editorial Caminho, em Portugal.

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“Eu mereço o melhor”, diz Dygo Boy em resposta a internautas

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Dygo Boy

O rapper moçambicano Dygo Boy lançou “Fortaleça”, no âmbito da segunda parte do seu trabalho discográfico “Frescolandia”.

Na música, o rapper mostra-se seguro e firme sobre tudo o que conquistou, apesar de, por vezes, ser tratado como se não merecesse o que tem.

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