Cultura
Cheny Wa Gune celebra a riqueza do povo chope em regresso ao Franco
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No dia 21 de fevereiro, às 20h30, a Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano será palco de uma celebração vibrante da cultura moçambicana. O espetáculo “M’Saho”, idealizado pelo músico e investigador Cheny Wa Gune, promete uma experiência única que une tradição e modernidade em um encontro sonoro envolvente.
Cheny Wa Gune, multi-instrumentista, compositor e produtor, traz para este concerto uma fusão entre os ritmos ancestrais da timbila e as sonoridades contemporâneas, num formato inovador que desafia as barreiras entre o passado e o presente. O evento contará com a participação especial de dois jovens de Zavala, que executarão danças tradicionais em um palco convencional, recriando um repertório de composições antigas e homenageando a música Chope.
“Este espetáculo é uma exaltação cultural. Vamos apresentar um repertório que carrega a essência dos nossos mestres desconhecidos e, ao mesmo tempo, incorporamos novas composições para criar uma experiência dinâmica e enriquecedora”, explica Cheny. Segundo o artista, a performance se desdobra em diversas camadas, iniciando-se com uma abordagem mais rústica e evoluindo para uma interpretação moderna e contemporânea.
A noite também contará com músicos que têm acompanhado Cheny Wa Gune ao longo de sua carreira, mas, desta vez, em um formato mais intimista.
“Vai ser um momento especial para mim, pois, apesar dos ensaios, cada apresentação traz surpresas e novas formas de interação. Queremos que o público não seja apenas espectador, mas parte dessa vivência cultural espontânea”, acrescenta.
Cheny Wa Gune, nascido em Maputo e descendente de uma família de músicos de Inhambane, iniciou sua trajetória musical em 1992 na Escola de Canto e Dança Novos Raios. Como fundador da banda Timbila Muzimba, percorreu o mundo levando a riqueza dos instrumentos tradicionais moçambicanos. Em 2007, lançou-se na carreira solo com o Cheny Wa Gune Quarteto, destacando-se em festivais internacionais.
Actualmente, além de atuar como músico e produtor, é estudante e monitor no curso de Música da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), faz parte da Banda TP50, é curador do portal de Música Moçambicana e ensina percussão no Projeto Xiquitsi.
Cultura
Júlio Paruque Nomea Assa Matusse como embaixadora da cultura na cidade da Matola
O Município da Matola assinou ontem, na Cidade de Maputo, um Memorando de Entendimento com a cantora moçambicana Assa Matusse, numa iniciativa que visa reforçar e intensificar as actividades culturais e artísticas na Cidade da Matola.
No âmbito da parceria, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Paruque, nomeou a artista como Embaixadora da Cultura da Cidade da Matola.
Através desta colaboração, o Município da Matola e Assa Matusse pretendem trabalhar conjuntamente na promoção das artes, valorização dos artistas e criação de mais oportunidades para o desenvolvimento cultural da cidade.
A iniciativa representa mais um passo na aposta do município na cultura como um importante instrumento de identidade, inclusão e desenvolvimento.
Cultura
Conheça os 8 moçambicanos semifinalistas do Prémio Oceanos
Oito escritores moçambicanos figuram entre os 54 semifinalistas do Prémio de Literatura em Língua Portuguesa Oceanos, uma das mais importantes distinções literárias do espaço lusófono.
A representação nacional inclui cinco autores na categoria de poesia Zacarias Nguenha, Ben Jone, Britos Baptista, Pedro Pereira Lopes e Whaskety Fernando e três na prosa, João Paulo Borges Coelho, Énia Lipanga e Lucílio Manjate.
Entre as obras seleccionadas estão Costurar a Linguagem, Para Espantar Horror do Tempo, Para o Naufrágio do Fogo, Tratado das Coisas Sensíveis e Tratado sobre Noite, na poesia. Na prosa, seguem na corrida Narração Nocturna, Sob a Capulana do Destino e Outros Contos e Última Memória: Entrevista com Sthoe. No total, o prémio reúne 26 semifinalistas na prosa e 28 na poesia, com representantes de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.
Moçambique também está representado no júri intermédio, através de Álvaro Taruma, na prosa, e Francisco Guita Jr., na poesia. Os jurados têm até 12 de Outubro para seleccionar cinco obras de cada categoria, que avançarão para a final.
Cultura
Mia Couto representa Moçambique no Festival Literário Sopot, na Polónia
O escritor moçambicano Mia Couto é um dos representantes dos países de língua portuguesa na 15.ª edição do Festival Literário Sopot, que decorre de 20 a 23 de Agosto, na cidade de Sopot, na Polónia.
Através de videoconferência, o autor moçambicano junta-se a outros nomes de destaque da literatura em língua portuguesa, entre os quais os portugueses Afonso Cruz, Gonçalo M. Tavares e José Luís Peixoto, bem como os brasileiros Itamar Vieira Júnior, Michel Laub e Paulo Scott.
Ao longo de quatro dias, o Literacki Sopot, que celebra este ano 15 anos de existência, apresenta uma programação dedicada às diferentes vozes, geografias e expressões culturais do universo lusófono. O programa inclui encontros com escritores, debates, oficinas, projecções de filmes, leituras performativas, feira do livro e actividades dirigidas a crianças e jovens.
As participações dos convidados de língua portuguesa estão inseridas na rubrica “A Língua da Saudade”, que procura aproximar o público polaco das várias manifestações literárias e culturais dos países lusófonos.
Um dos destaques do programa é o debate dedicado à escritora brasileira Clarice Lispector, intitulado “A Paixão Segundo Clarice. A Escrita de Mulheres no Espaço da Língua Portuguesa”, que vai reflectir sobre possíveis pontos de ligação entre as escritoras de Portugal, Brasil e países africanos de língua portuguesa.
O festival contará ainda com um pavilhão dedicado às publicações lusófonas editadas na Polónia, com a participação do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e de editoras polacas responsáveis pela tradução e publicação de obras de autores de língua portuguesa.
A presença de Mia Couto no Festival Literário Sopot volta a colocar a literatura moçambicana num espaço internacional de diálogo e divulgação cultural, levando a voz do país a um dos mais importantes encontros literários dedicados, este ano, ao universo da língua portuguesa.