Cultura
Paulina Chiziane aventura para o Afro-Fado
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A escritora moçambicana Paulina Chiziane lançou recentemente três novas músicas do afro-fado.
Os temas “Mãe”, “Quem Tu És” e “África” contam com a participação do músico Eugénio Sumbane e trazem à tona um diálogo entre ancestralidade, espiritualidade e a história do povo negro.
A escritora multifacetada explica em um comunicado que tivemos acesso, que a inspiração nasce da própria origem do fado, cuja raiz, segundo várias bibliografias, está associada ao sofrimento africano levado nas caravelas portuguesas.
“Somos de várias raças, várias culturas, vários continentes, mas somos um só povo: o povo de Deus! Hoje trago-vos o afro-fado. Confirmam muitas bibliografias que o fado chegou à Europa e ao Brasil através dos navios negreiros. As caravelas portuguesas que invadiram África vinham cheias de ganância, mas vazias de cantigas da alma. Regressaram cheias de escravos negros que, cantando, elevavam a sua oração ao transcendente, mas ficaram eternamente perdidos no coração do Império Lusitano”, afirma.
Para Chiziane, cantar o afro-fado é um acto de reconciliação com a memória.
“O fado tem as suas raízes no sofrimento africano, por isso é meu! Para mim, cantar o afro-fado é resgatar a minha ancestralidade e a alma negra que durante séculos foi espalhada no mundo”, sublinha.
Cultura
Assif Osman apresenta “Os I’s do Futuro” em Pemba
Assif Osman vai apresentar a obra “Os I’s do Futuro” no dia 9 de Maio, no Hotel Express, em Pemba, no âmbito do programa “Encontro com o Escritor”.
Durante o evento, o autor vai conduzir uma reflexão sobre os desafios do desenvolvimento em Moçambique, com enfoque na fragilidade institucional e no défice de infraestruturas. Na obra, Osman defende que o futuro do país passa pela consolidação de instituições sólidas e por investimentos em infraestruturas transformadoras, promovendo um espaço de partilha e diálogo com os leitores.
Natural de Pemba, Assif Osman formou-se em Gestão de Empresas pela Universidade Eduardo Mondlane, tendo iniciado a sua carreira no sector bancário antes de regressar à sua terra natal para liderar os negócios da família. Actualmente, é CEO do Grupo Osman Yacob.
O autor concluiu, em 2015, um MBA pela IE Business School e, em 2024, obteve o doutoramento em Gestão Empresarial pela National University, com uma investigação centrada na eficácia da ajuda externa em Moçambique. “Os I’s do Futuro” marca a sua entrada no universo literário, reunindo experiência profissional e visão estratégica sobre o desenvolvimento do país.
Cultura
Fundação Fernando Leite Couto promove debate sobre o livro “A Nossa História em Chimoio”
A Fundação Fernando Leite Couto vai realizar, no dia 15 de Abril, uma conversa sobre o livro “A Nossa História em Chimoio, ERA, IMA, IAC”, no âmbito do programa “Conversa com uma geração cheia de histórias para relembrar”, em Maputo.
O encontro vai reunir antigos estudantes do Instituto Médio Agrário, incluindo Amália Lopes, Domingos Diogo, Maria Jonas e Rafael Uaiene, que vão partilhar experiências e memórias sobre o período de transformação educacional pós-independência.
Lançado em 2024, o livro é da autoria de Dalila Torre do Vale, Hélder Muteia, Marina Canotilho, Maria Regina Cruz, Rafael Uaiene, Francisco Jovo e Domingos Diogo, e retrata os desafios enfrentados por uma geração nas áreas de agricultura, pecuária, silvicultura e mecanização.
Cultura
Vovó Cecília cria biblioteca móvel na Mafalala
Aos 77 anos, Cecília Amate, carinhosamente conhecida como Avó Cecília, tem vindo a transformar a vida de várias crianças no bairro da Mafalala, em Maputo, através de uma biblioteca móvel que leva livros directamente às mãos dos mais novos. A iniciativa tem despertado o gosto pela leitura e aproximado jovens do universo literário, num contexto em que os hábitos digitais tendem a dominar.
A ideia nasceu em 2013, após a sua reforma como bibliotecária. Segundo a própria, a preocupação com o afastamento das crianças dos livros motivou a criação do projecto. No início, Avó Cecília utilizava recursos próprios para adquirir as obras, mas, com o tempo, a biblioteca cresceu e passou a contar com mais de mil livros, além de doações e apoio de voluntários.
Com um objectivo claro de incentivar o autoconhecimento e a compreensão do mundo através da leitura, Cecília Amate continua a percorrer as ruas da Mafalala, provando que a idade não é um obstáculo para fazer a diferença. A sua acção reforça a importância do livro como ferramenta de transformação social, mesmo numa era dominada pela tecnologia.