Cultura
Sara Jona Laisse lança “Fronteiras Literárias” em Maputo
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Lançamento do livro “Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos”
Terá lugar na próxima quinta-feira, dia 28 de Maio, às 17h45, na biblioteca do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o lançamento do livro “Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos”, a mais recente obra da ensaísta e docente moçambicana Sara Jona Laisse. A apresentação oficial estará a cargo do Professor Cristiano Matsinhe.
Dividida em duas partes que totalizam 36 artigos distribuídos por mais de 200 páginas, a obra propõe um diálogo cru e sem tabus sobre a construção da identidade, os desafios das minorias e o papel da literatura na desconstrução de estigmas sociais.
Enquanto a primeira secção mergulha nas sinuosidades das relações humanas e nas ambiguidades do quotidiano, a segunda metade do volume actua como uma cartografia crítica, na qual a autora estabelece pontes intertextuais com grandes referências da literatura nacional, de Luís Bernardo Honwana a novos escritores contemporâneos.
De acordo com Pedro Pereira Lopes, editor da Gala-Gala, este volume de ensaios da professora Jona Laisse “faz uma cirurgia às nossas convenções identitárias e rasga as costuras do cânone literário para nos devolver um Moçambique cru, urgente e despido de disfarces”.
“Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos” sai pela estampa da Gala-Gala Edições e integra a colecção “Nossa gente, nossas línguas”.
SOBRE A AUTORA
Sara Jona Laisse é ensaísta no campo da literatura e da cultura moçambicana. Doutorada em Literaturas e Culturas em Língua Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa (2015), é docente na Universidade Católica de Moçambique. Colabora no jornal digital “7 Margens” e faz parte do conselho editorial de revistas científicas moçambicanas e internacionais. A sua obra foca especialmente a preocupação em relação às culturas moçambicanas e à raridade de discussão sobre elas.
É autora, entre vários títulos, de “Entre o Índico e o Atlântico: Ensaios Sobre Literatura e Outros Textos” (2013), “Entre Margens: Diálogo Intercultural e Outros Textos” (2020), “Moçambique, Margem Sul: Arte, Interculturalidade e Outros Textos” (2022) e “Moçambiquero-te: Literaturas, Culturas e Outros Textos” (2024).
Cultura
Stewart Sukuma vence Prémio Sophia 2026 de Melhor Canção Original
O músico moçambicano Stewart Sukuma venceu o Prémio Sophia 2026 na categoria de Melhor Canção Original, com a música criada para o filme Ancoradouro do Tempo, distinção que o artista considera ser uma vitória colectiva dos criadores moçambicanos e dos “invisíveis” da arte.
A informação foi partilhada pelo próprio músico através das redes sociais, onde afirmou ainda estar a processar a conquista alcançada numa das mais importantes premiações do cinema em Portugal.
“É difícil explicar o que significa para alguém que vem de um lugar tantas vezes invisível ver a sua arte chegar aqui”, escreveu Stewart Sukuma, aproveitando a ocasião para felicitar os restantes concorrentes da categoria, com destaque para Remna Schwarz.
O artista destacou igualmente o contributo das cantoras Belita Palma e Domingas, que interpretaram a canção premiada. Segundo Stewart Sukuma, ambas deram “alma e verdade” ao tema com interpretações marcantes.
Na mensagem de agradecimento, o músico reconheceu ainda o trabalho do realizador Sol Carvalho e do escritor Mia Couto, responsáveis pela obra cinematográfica, sublinhando que o filme representa uma construção importante da história e identidade cultural moçambicana.
Stewart Sukuma agradeceu também aos membros da equipa artística e técnica envolvida no projecto, entre os quais Shico Fortuna e Nando Morte, pelo empenho e dedicação ao longo da produção.
Para o músico, o prémio ultrapassa o reconhecimento individual e simboliza a valorização de artistas que criam longe dos grandes centros culturais, muitas vezes sem condições, estrutura ou visibilidade.
“Hoje, a nossa música foi ouvida. E isso ninguém nos tira”, concluiu o artista.
Cultura
Isabel Novella leva “KAYA – Entre Voz e Memória” a Portugal
A cantora e compositora moçambicana Isabel Novella sobe ao palco da Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, no próximo dia 21 de Maio, às 21h00, para apresentar o concerto “KAYA – Entre Voz e Memória”, um espectáculo intimista que promete unir música, emoção e partilha cultural.
No concerto, Isabel Novella irá revisitar temas dos seus dois álbuns de originais e apresentar, pela primeira vez ao vivo, canções inéditas do novo álbum que se encontra actualmente em preparação.
Descrito como uma experiência sensorial e próxima do público, “KAYA” propõe uma viagem entre memórias, emoções e sonoridades inspiradas em África e na diáspora, transformando cada canção num espaço de encontro e reflexão.
Com uma carreira marcada pela fusão de ritmos afro-contemporâneos, jazz e música do mundo, Isabel Novella é considerada uma das vozes de destaque da música moçambicana contemporânea. A artista já foi distinguida nos International Songwriting Competition e teve o álbum Metamorfose nomeado para os South African Music Awards (SAMA).
A actuação em Lisboa surge numa fase de preparação de novos projectos musicais da cantora, que continua a expandir a presença da música moçambicana em palcos internacionais.
Entretanto, Isabel Novella deverá estar em Moçambique durante o mês de Junho, período em que poderá participar em entrevistas presenciais e conversas editoriais.
Cultura
Musart celebra Dia Internacional dos Museus com actividades educativas
O Museu Nacional de Arte (Musart), na cidade de Maputo, acolheu no dia de hoje uma série de actividades educativas alusivas ao Dia Internacional dos Museus, data que coincide com a celebração do 37.º aniversário da instituição.
As actividades, de entrada livre, incluíram visitas guiadas para estudantes e membros da comunidade, bem como uma pequena oficina de desenho, com o objectivo de aproximar o público do património artístico nacional e incentivar o interesse pelas artes plásticas.
No âmbito das celebrações, cerca de 70 estudantes da Escola Portuguesa e da Escola Jardim das Crianças visitaram o Musart, onde tiveram a oportunidade de conhecer de perto várias obras que integram o portfólio das artes plásticas moçambicanas.
Durante a visita, os estudantes e acompanhantes manifestaram satisfação pela experiência vivida, destacando a importância de espaços culturais que preservam e promovem a história e a identidade artística do país. Alguns visitantes prometeram regressar brevemente ao museu para novas experiências culturais.
A efeméride serviu igualmente para promover uma reflexão sobre o papel dos museus na sociedade contemporânea, com destaque para questões ligadas à acessibilidade, diversidade cultural e intercâmbio de conhecimentos e experiências entre diferentes públicos.
Este ano, o Dia Internacional dos Museus celebra-se sob o lema “Museus, unindo um mundo dividido”, reforçando a importância destas instituições na promoção do diálogo, inclusão e valorização cultural.