Cultura
BD PALOP revela vencedores da 3.ª edição do concurso de Banda Desenhada
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Depois de quase um ano, a BD PALOP revelou os vencedores do terceiro concurso de Banda desenhada, no dia de ontem, 18 de Setembro nos Estúdios da Anima.
Esta edição contou com 700 concorrentes, dos quais apenas nove se destacaram, após serem avaliados por um júri que se sentiu desafiado a encontrar os trabalhos mais originais e criativos. Com o seu traço artístico, estes finalistas conseguiram revelar o melhor de si e mostrar ao mundo o que África tem para oferecer.
Segundo a organização esta foi a edição mais concorrida. Em Moçambique, sobressaíram as obras “Tecnomagia A Resistência dos Khossa”, de Etelvina Helena e Valia Mussuco; “Umbulandi, O Despertador dos Poderes”, de Andressa Jornal e Sancho Guamba; e “Niara”, de Halima Essa e Helder Mendes.

Em Cabo Verde, brotaram das ilhas histórias como “Pidrim”, de Cristiny Roberto e Gilardi; “Dracena Drago”, de Erickson Fortes e Gilda Barros; e “A Família Gilé”, de Cheila Delgado e Merly Tavares.
Já em Angola, mereceram destaque “Mafuta, A Melodia Esquecida”, de Cremildo Fula e Lopes José; “Afro Armagedon”, de Justina Kava e Osvaldo Neto; e “Kianda, Uma História do Mar”, de Maura Maria e Luís Mateus.
Em conversa com o Xigubo, Etelvina Helena não escondeu a sua felicidade e disse sentir-se honrada pela mentoria recebida durante o processo de criação da obra. A argumentista contou que, quando concorreu, não tinha grandes expectativas em relação ao trabalho, mas os resultados superaram tudo.
Já Valia Mussuco encara a trajectória como um verdadeiro desafio, sublinhando que trabalhou com um tema de que gosta, o que lhe permitiu dedicar-se com muito amor.
Segundo a organização, por conta do sucesso desta edição o próximo passo é negociar com o Ministério da Educação para que estes livros sejam incluídos no regulamento escolar, como forma de fazer crescer a arte e incutir nos pupilos o amor pela Banda Desenhada. Para além disso, trabalhos com parceiros, estão a ser feitos para que os trabalhos alcancem mais pessoas.
Cultura
Assif Osman apresenta “Os I’s do Futuro” em Pemba
Assif Osman vai apresentar a obra “Os I’s do Futuro” no dia 9 de Maio, no Hotel Express, em Pemba, no âmbito do programa “Encontro com o Escritor”.
Durante o evento, o autor vai conduzir uma reflexão sobre os desafios do desenvolvimento em Moçambique, com enfoque na fragilidade institucional e no défice de infraestruturas. Na obra, Osman defende que o futuro do país passa pela consolidação de instituições sólidas e por investimentos em infraestruturas transformadoras, promovendo um espaço de partilha e diálogo com os leitores.
Natural de Pemba, Assif Osman formou-se em Gestão de Empresas pela Universidade Eduardo Mondlane, tendo iniciado a sua carreira no sector bancário antes de regressar à sua terra natal para liderar os negócios da família. Actualmente, é CEO do Grupo Osman Yacob.
O autor concluiu, em 2015, um MBA pela IE Business School e, em 2024, obteve o doutoramento em Gestão Empresarial pela National University, com uma investigação centrada na eficácia da ajuda externa em Moçambique. “Os I’s do Futuro” marca a sua entrada no universo literário, reunindo experiência profissional e visão estratégica sobre o desenvolvimento do país.
Cultura
Fundação Fernando Leite Couto promove debate sobre o livro “A Nossa História em Chimoio”
A Fundação Fernando Leite Couto vai realizar, no dia 15 de Abril, uma conversa sobre o livro “A Nossa História em Chimoio, ERA, IMA, IAC”, no âmbito do programa “Conversa com uma geração cheia de histórias para relembrar”, em Maputo.
O encontro vai reunir antigos estudantes do Instituto Médio Agrário, incluindo Amália Lopes, Domingos Diogo, Maria Jonas e Rafael Uaiene, que vão partilhar experiências e memórias sobre o período de transformação educacional pós-independência.
Lançado em 2024, o livro é da autoria de Dalila Torre do Vale, Hélder Muteia, Marina Canotilho, Maria Regina Cruz, Rafael Uaiene, Francisco Jovo e Domingos Diogo, e retrata os desafios enfrentados por uma geração nas áreas de agricultura, pecuária, silvicultura e mecanização.
Cultura
Vovó Cecília cria biblioteca móvel na Mafalala
Aos 77 anos, Cecília Amate, carinhosamente conhecida como Avó Cecília, tem vindo a transformar a vida de várias crianças no bairro da Mafalala, em Maputo, através de uma biblioteca móvel que leva livros directamente às mãos dos mais novos. A iniciativa tem despertado o gosto pela leitura e aproximado jovens do universo literário, num contexto em que os hábitos digitais tendem a dominar.
A ideia nasceu em 2013, após a sua reforma como bibliotecária. Segundo a própria, a preocupação com o afastamento das crianças dos livros motivou a criação do projecto. No início, Avó Cecília utilizava recursos próprios para adquirir as obras, mas, com o tempo, a biblioteca cresceu e passou a contar com mais de mil livros, além de doações e apoio de voluntários.
Com um objectivo claro de incentivar o autoconhecimento e a compreensão do mundo através da leitura, Cecília Amate continua a percorrer as ruas da Mafalala, provando que a idade não é um obstáculo para fazer a diferença. A sua acção reforça a importância do livro como ferramenta de transformação social, mesmo numa era dominada pela tecnologia.