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Sidney Mavie: Estão a matar o Hip-Hop com Featurings pagos
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Sidney Mavie, renomado produtor moçambicano, recentemente lançou um debate fervoroso na comunidade hip-hop de Moçambique ao expressar preocupações sobre a comercialização crescente do gênero. Mavie, conhecido por seu papel fundamental na cena do hip-hop do país, fez um apelo aos artistas locais para que reavaliem sua abordagem em relação aos valores cobrados por colaborações (featurings) no movimento.
O debate começou quando Mavie destacou que o hip-hop deve ser motivado pelo “amor à camisola” e que colocar preços nas colaborações está desvirtuando a essência do movimento. Argumenta que, enquanto é compreensível que artistas comerciais cobrem por seus serviços de featuring, o hip-hop deveria permanecer intrinsecamente conectado ao seu espírito de comunidade e colaboração desinteressada.
Mavie fez um apelo aos artistas mais estabelecidos para considerarem a importância de apoiar os talentos emergentes, não apenas financeiramente, mas também através do mentorado e da orientação. Ele sugeriu que, em vez de imediatamente definir um preço para colaborações, os artistas poderiam adotar a prática de ouvir a música do aspirante a colaborador e avaliar se há espaço para crescimento e desenvolvimento antes de definir um valor.
O produtor também enfatizou que o movimento hip-hop em Moçambique enfrenta desafios significativos e que não é uma fonte confiável de renda para muitos artistas. Alertou tambem aqueles que buscam apenas o lucro a reconsiderar suas motivações e a procurar oportunidades de emprego fora da indústria musical, se necessário.
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Descubra o primeiro emprego de Tabasily
O músico moçambicano Tabasily passou recentemente pelo podcast Tu Pra Tu, onde falou sobre a sua vida e trajectória profissional.
Questionado por Young Ricardo sobre como entrou no mundo da música, o músico levou-nos até algumas décadas atrás, quando teve de viver com a sua irmã na vizinha África do Sul. Devido a problemas familiares, viu-se obrigado a procurar emprego.
Apesar de não ter experiência na área, começou a trabalhar como ajudante de electricista, juntando as suas primeiras moedas para cumprir o sonho de infância: tornar-se músico e sustentar a sua família.
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Nampula inaugura primeiro estúdio de gravação
O governador de Nampula, Eduardo Abdula, inaugurou esta quinta-feira (14) o primeiro estúdio de gravação da província. O espaço está integrado na incubadora da economia criativa.
A iniciativa é do Ministério da Educação e Cultura, através da Secretaria de Estado das Artes e Cultura, no projecto “Construindo com Música”, financiado pelo Governo italiano. O estúdio vai apoiar jovens artistas e criadores locais.
Na mesma cerimónia, foi lançado o Fundo de Startups para a Criatividade, para apoiar projectos culturais e inovadores. A secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Martins Muocha, disse que o Governo quer melhorar as condições da classe artística em Nampula.
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Crianças retratam Mafalala em exposição fotográfica
“O Nosso Bairro” é o título de uma exposição colectiva de fotografia retratada por crianças do bairro Mafalala, no Museu com o mesmo nome, a ser inaugurada esta quinta-feira.
As imagens foram criadas por crianças da Associação Juvenil Machaka.
Ao longo de 12 meses, participaram em workshops de fotografia onde não só aperfeiçoaram as suas competências técnicas, mas, mais importante ainda, aprenderam a ver as suas vidas como dignas de serem captadas, num exercício que resultou em mais de 300 fotografias.
“Descobriram [as crianças] a beleza e o significado dos momentos do quotidiano, adquirindo a capacidade de narrar as suas histórias únicas sobre o bairro e o que realmente significa ser uma criança a crescer neste bairro”, refere uma nota de curadoria do Museu Mafalala.
“Através destas imagens, somos convidados a entrar no seu mundo explorando os recantos vibrantes do bairro que transformaram nos seus parques infantis, testemunhando a intimidade das suas amizades e laços familiares e vivenciando as alegrias e os desafios diários de crescer. Cada fotografia representa um olhar jovem sobre a comunidade, mostrando amizade, trabalho, cultura e vida no bairro”, lê-se no documento.
A exposição estará patente até o dia 21 de Junho como forma de celebrar igualmente, o Dia da Criança. Esta iniciativa foi coordenada pela Associação Cultural de Canto e Dança Machaka e conta com a curadoria de Louisa Richards.
Fonte: Jornal Notícias