Cultura
Menina do Bairro está com novo álbum: Mutchangana
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Assa Matusse, uma renomada cantora moçambicana conhecida como “Menina do Bairro”, acaba de lançar seu segundo álbum de estúdio, “Mutchangana” em homenagem a seu pai e a todos homens Bantu o maior povo etnolinguístico da África, que já foram impedidos de falar e se expressar em suas línguas nativas.
O album foi produzido por produtores de diferentes partes do mundo, incluindo moçambicanos, apresenta uma mistura diversa de ritmos, desde sons tradicionais africanos a blues modernos, combinados com letras em quatro línguas – Xi Changana, Português, Francês e Inglês todas compostas pela própria Assa.
O primeiro single do álbum, “Aprendeste aonde?”, já tem mais de 20 mil visualizações no YouTube. A música questiona alguns clichês em torno da forma como cada um expressa o amor à sua maneira, uma temática tabu em algumas famílias moçambicanas, na sua instrumental o XIGUBO (batuque) é um som dominante, como forma de fazer sentir a sua africanidade.
O concerto de lançamento está previsto para o dia 8 de Abril na Salle New Morning, em Paris, Assa Matusse prepara-se para estampar a diversidade de ritmos e de experiências de vida dos moçambicanos e da sua língua Xi Changana num dos palcos mais conceituados da francofonia.
Assa Matusse vive em Paris desde 2021 e tem uma residência artística na Fundação Cité Internationale Des Arts. Seu concerto de lançamento está previsto para o dia 8 de abril na Salle New Morning em Paris, um dos palcos mais conceituados da francofonia. A cantora e compositora, que já recebeu o prêmio Ngoma em 2013 e venceu a competição internacional “The Voice of Pengea” em 2016, tem na sua linha musical influências de músicos moçambicanos e africanos.
Em maio de 2022, Assa Matusse teve a responsabilidade de abrir a gala da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, que marcou o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Com sua voz inconfundível, ela busca fazer o mundo conhecer sua música e se render à cultura de Moçambique
Cultura
Cine-Teatro Scala procura apoios para chegar ao centenário como referência cultural de Maputo
O Cine-Teatro Scala, um dos mais antigos e emblemáticos espaços culturais de Maputo, está a procurar apoios para a sua reabilitação, com o objetivo de chegar ao centenário, em 2031, mantendo-se como referência cultural da cidade.
Construído em 1931, o espaço foi o primeiro a exibir filmes sonoros em Moçambique e continua activo com cinema, teatro e dança.
Segundo a gestão do espaço, em declarações citadas pela RTP, o Scala é mais do que uma sala de espetáculos, sendo também um património histórico e cultural da capital moçambicana.
A presidente da associação que gere o cine-teatro, Marieta Manjate, destaca que o edifício mantém a sua traça original e continua a desempenhar um papel importante na preservação da memória cultural.
Apesar da sua relevância, o Scala enfrenta desafios de conservação e precisa de intervenções urgentes na infraestrutura. A poucos anos do centenário, a prioridade da gestão é garantir apoios para a reabilitação do espaço, de forma a assegurar a continuidade das actividades culturais e a preservação deste património histórico, conforme noticiou a RTP.
Cultura
Sérgio Langa e Joana Matenga criticam pobreza semântica, sensacionalismo e consumismo das televisões em novo livro
Os académicos Sérgio Jeremias Langa e Joana André Matenga, da Escola Superior de Jornalismo, anunciaram o lançamento, para finais de Junho, do livro “INFOVULA: do Pauperismo Semântico à Qualidade da Informação da Televisão em Moçambique”.
A obra será publicada pela Gala-Gala Edições e integra a colecção “Nossa gente, nossa língua”. O livro apresenta uma análise crítica da televisão moçambicana, centrando-se nos processos de construção da informação e no impacto dos conteúdos televisivos na formação da opinião pública.
Ao longo de pouco mais de 200 páginas, os autores examinam detalhadamente a programação televisiva e as suas implicações socioculturais, abordando fenómenos como o pauperismo semântico, o sensacionalismo e o consumismo — elementos que, segundo defendem, comprometem a profundidade e o rigor da informação transmitida.
Sobre o impacto da obra, o editor Pedro Pereira Lopes destaca que o livro “traz um debate urgente e necessário sobre a responsabilidade dos media na nossa sociedade, oferecendo ferramentas fundamentais para resgatar o rigor e a qualidade na comunicação social.”
“INFOVULA” é descrito como uma referência essencial para estudantes, investigadores e profissionais da área da comunicação, oferecendo instrumentos teóricos e analíticos que ajudam a compreender a influência da televisão no desenvolvimento do pensamento crítico na sociedade moçambicana.
Refira-se que o professor Sérgio Langa, que já afirmou que “o jornalismo está a morrer” em Moçambique, é também autor do livro “Rebanho desorientado: dos enlatados televisivos à Moçaxiologia”, obra que discute a relação entre a televisão e a educação para valores da cultura local.
Cultura
Paulina Chiziane distinguida com Prémio Carreira e Legado
A escritora moçambicana Paulina Chiziane foi distinguida, ontem, em Nampula, com o Prémio “Carreira e Legado Moçambique”, em reconhecimento pelo seu contributo para a literatura nacional e pela valorização da identidade cultural moçambicana.
O prémio foi entregue pela secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, durante a Gala Nacional de Turismo, realizada na região de Montes Nairucu, no distrito de Rapale. Na ocasião, Matilde Muocha destacou o papel de Paulina Chiziane como a primeira mulher moçambicana a publicar um romance e uma das vozes mais importantes da literatura africana.
A distinção aconteceu no mesmo dia em que a escritora celebrou o seu 71.º aniversário, a 4 de Junho. Reconhecida pela defesa dos costumes, tradições e da cultura moçambicana nas suas obras, Paulina Chiziane continua a ser uma referência incontornável da literatura nacional.