Cultura
Tofo Tofo – o grupo moçambicano que ensinou Beyoncé a dançar
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Como diz o ditado: “É melhor estar preparado para uma oportunidade e não tê-la do que ter uma oportunidade e não estar preparado.” A história do Tofo Tofo inspirando o vídeo de Beyoncé é um ótimo exemplo dessa afirmação.
Tofo Tofo é um grupo de dança de Maputo, Moçambique, que pratica a dança pandza misturada com Kwaito, seus membros fundadores, Mário Buzi e Xavier Champione, segundo uma reportagem na Record Tv na altura, praticam dança desde tenra idade, ganhando popularidade ao dançar na rua e eventualmente em casamentos e outras funções.

Beyoncé viu um vídeo deles dançando há algum tempo e guardou na memória, aguardando o momento certo para incorporar a dança em seu próximo projecto. O momento chegou um ano depois, quando ela estava filmando seu novo vídeo “Run the World (Girls)“.
Beyoncé e sua equipe tentaram imitar e desenvolver seu estilo de dança no vídeo, mas não tiveram sucesso. Finalmente, Beyoncé decidiu voar com os meninos do Tofo Tofo para os Estados Unidos para ensiná-la e aos seus dançarinos. Houve um problema, pois ninguém sabia como encontrá-los. Eventualmente, após vários meses de busca, com envolvimento da embaixada, o grupo foi encontrado e voou para Los Angeles.

Tofo Tofo levou cerca de 19 dias para ensinar os dançarinos de Beyoncé a fazerem os passos, trabalhando das 10h às 18h todos os dias, e levaram três dias para gravar o vídeo. Os meninos estavam felizes por terem compartilhado sua cultura com o mundo por meio do vídeo.
Os meninos do Tofo Tofo trabalham amplamente entre jovens em várias partes de Moçambique para poder transmitir suas habilidades e contribuir para a construção da nação através disso.
Cultura
Mia Couto avalia talentos da poesia lusófona em Portugal
O escritor moçambicano Mia Couto integra o júri da quarta edição do Prémio Poesia Oeiras, uma iniciativa cultural promovida pelo Município de Oeiras, em Portugal, aberta a autores de língua portuguesa de todo o mundo.
A informação foi avançada pelo jornal Notícias, que destaca a presença do escritor como um dos nomes de referência da literatura lusófona no painel de avaliação do prémio.
Segundo o Notícias, Mia Couto faz parte do júri da categoria “Consagração”, ao lado de José Silva, representante do patrono do prémio, Gaspar Costa Matos, em representação do Município de Oeiras e presidente do júri, bem como Fernando Amaral e António Secchin. O prémio contempla ainda a categoria “Revelação”, cujo júri é composto por José Silva, Maria Sanches, Jorge Reis-Sá, Ronaldo Cagiano e Kalaf Epalanga.
De acordo com o jornal Notícias, em 2025 o Prémio Poesia Oeiras distinguiu, na categoria Consagração, o autor português João Guimarães, com a obra Aberto Todos os Dias, enquanto na categoria Revelação o prémio foi atribuído a Lígia Reis, com O Êxodo das Sementes de Estrela.
Foram ainda atribuídas menções honrosas a Alexandre da Paiva Monteiro e Leonardo da Costa Nunes, reforçando o objectivo do prémio de promover e divulgar a poesia contemporânea no espaço da língua portuguesa.
Cultura
Maputo recebe terceira edição da exposição “Encontros do Património Audiovisual”
A cidade de Maputo inaugurou esta segunda-feira (27) a terceira edição da exposição Encontros do Património Audiovisual, iniciativa que convida a refletir sobre a memória audiovisual dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
A mostra está estruturada em três eixos principais. O primeiro apresenta uma vídeo-instalação que combina recortes de documentos, cartas e notícias com vídeo arte, resultado do trabalho da artista franco-sérvia Mila Turajlić, que pesquisa o antigo cinejornal jugoslavo e materiais filmados para movimentos de libertação em África. Entre o acervo analisado, destaca-se o espólio de Dragutin Popović, operador de câmara da Filmske Novosti, que filmou para a Frelimo na Tanzânia, material que deu origem ao filme Venceremos.
O segundo eixo presta homenagem aos 40 anos da estreia do filme moçambicano “O Tempo dos Leopardos”, com roteiro de Luís Carlos Patraquim, Licínio Azevedo, Zdravko Velimirović e Branimir Šćepanović, e fotografia de Victor Marrão.
O terceiro eixo é constituído por uma vídeo-instalação com entrevistas a antigos funcionários de salas de cinema do Instituto Nacional de Cinema, resultado de um levantamento documental e mapeamento de profissionais ligado à história do cinema moçambicano, desenvolvido pela Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique (AAMCM), que mantém esse material como principal acervo.
A exposição proporciona ao público uma viagem pela memória audiovisual da região, destacando tanto o cinema histórico como a investigação artística contemporânea.
Cultura
Edna Jaime apresenta “Nyiko – A Celebração” no Franco-Moçambicano
A performer moçambicana Edna Jaime apresenta “Nyiko – A Celebração” na sexta-feira, 24 de Outubro, às 19h, na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM).
O espectáculo é uma obra de dança contemporânea que funde movimentos e ritmos tradicionais moçambicanos com linguagens coreográficas modernas, celebrando a gratidão, a resiliência e a união comunitária, bem como a diversidade e singularidade do dom (Nyiko) presente em cada indivíduo.
Com diferentes disciplinas artísticas em palco, a criação constrói uma narrativa visual e sonora que conecta corpo, ritmo e ancestralidade. O elenco reúne Francisco Macuvele, Alberto Nhabangue, Sucre da Conceição, Diogo Amaral, Sussekane, Radjha Ally e a Associação Cultural Machaka, num colectivo que celebra a força da colaboração e o poder do movimento.
“Nyiko – A Celebração” é um convite a partilhar histórias, memórias e emoções, exaltando a vida em comunidade e a importância das contribuições individuais dentro do colectivo. Ciente do valor cultural e social da obra, a organização convida os órgãos de comunicação social a estarem presentes e cobrirem este momento especial.
Edna Jaime, nascida em Setembro de 1984, em Maputo, é uma performer e coreógrafa moçambicana com mais de duas décadas de carreira internacional. Começou a sua formação artística na Casa da Cultura de Maputo em 1996, especializando-se em dança tradicional e canto.
Em 2001 descobriu a dança contemporânea, área na qual construiu uma trajectória marcada pela inovação e interculturalidade, colaborando com artistas moçambicanos e internacionais e participando em projectos que unem dança, cinema e performance.
Entre os seus trabalhos mais marcantes estão “Niketche” (2005), apresentado em França no festival Danse L’Afrique Danse, e “Lady, Lady” (2016), uma colaboração entre Moçambique, África do Sul e Madagáscar. Com a coreografia “O Bom Combate”, conquistou o Prémio Reconhecimento ZKB – 2021, na Suíça.
Em 2021 fundou a KHANI KHEDI – Soluções Artísticas, produtora que orienta os seus projectos e iniciativas de artivismo, promovendo a reflexão social através da arte. Entre os trabalhos mais recentes destacam-se a performance no Melhor Vídeo de Hip Hop Moz – 2022 e o Projecto Fotográfico “7 de Abril” (2023), em parceria com Ivan Barros, que homenageia a mulher moçambicana como artista e agente de transformação social.