Cultura
The Comedy Club, mais uma casa de comédia em Moçambique
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Em resposta a evolução da comédia em Moçambique e a falta de locais onde os novos talentos possam mostrar sua arte, assim como onde o público pode consumir, Maira Santos, comediante moçambicana, criou o colectivo The Comedy Club, composto por 5 humoristas de diferentes províncias moçambicanas Celso Fernando, Babo Maduro, Helder Jantar e Noslen Araújo.
O colectivo tem como uma dos seus grandes objectivos, elevar a comédia Moçambicana para um outro nível e inspirar outros jovens a seguir a área de forma profissional. Para além disso, perspectivam também atingir segmentos diferentes em termos de público, serem bem recebidos e ter a devida valorização.
O projecto que ainda está numa fase embrionária, tem noção da falta desta arte em outros pontos do país, de tal forma que desejam realizar tournées em outros pontos do país, diferentes da Cidade e Província de Maputo.
Segundo disse Maira Santos na rubrica “Notas Curtas” no programa Txunados, “Actualmente, realizamos Shows em casa de pastos e restaurantes, esta é a forma que encontramos de fazer com que o público se conecte connosco”. Recentemente o comedy uniu-se à Telefonia Móvel, Vodacom, para disponibilizar conteúdos humorísticos nas chamadas de espera. Nesta primeira fase, estão disponíveis 13 toques.
Cultura
Stewart Sukuma homenageia Malangatana na Fundação Fernando Leite Couto
A Fundação Fernando Leite Couto acolhe, no próximo dia 5 de Junho, às 18h00, o espectáculo “Memória em Sol Maior”, uma proposta multidisciplinar inspirada no universo artístico e espiritual de Malangatana Valente Ngwenya.
Liderado por Stewart Sukuma e pela Banda (R)Evolution, o espectáculo junta música, poesia, pintura e costura ao vivo numa celebração da memória, transformação e criação colectiva.
A iniciativa transforma o palco num espaço vivo de diálogo entre tradição, identidade e imaginação, através de diferentes linguagens artísticas, numa homenagem à obra e ao legado de Malangatana, uma das maiores referências da cultura moçambicana.
O espectáculo contará ainda com participações especiais de Sónia Sultuane e Ana Girão, na poesia, assim como Milton Mavilingue, conhecido como “O Alfaiate”, e Sandra Pizura, artista plástica.
Recentemente, Stewart Sukuma voltou a destacar-se no panorama cultural lusófono ao vencer o Prémio Sophia de Melhor Canção Original, atribuído pela Academia Portuguesa de Cinema, graças à banda sonora do filme “Ancoradouro do Tempo”.
Os bilhetes custam 750 meticais e estarão à venda a partir do dia 1 de Junho, das 9h00 às 18h00, na Fundação Fernando Leite Couto, localizada na Avenida Kim Il Sung, nº 961, na cidade de Maputo.
Cultura
CCFM inaugura exposição “Espir(itu)al: ciclos de transformação infinita”, de Dilayla Romeo
O Centro Cultural Franco-Moçambicano, em parceria com o Millennium bim, inaugura na próxima terça-feira, 2 de Junho, às 18h, na sua Sala de Exposições, a mostra “Espir(itu)al: ciclos de transformação infinita”, da artista moçambicana-espanhola Dilayla Romeo, com curadoria de Sara Carneiro. A exposição estará patente até ao dia 1 de Agosto.
“Espir(itu)al” nasce de um processo de reconexão da artista com a sua ancestralidade, desenvolvido através de práticas de escuta, presença e transformação.
O projecto reúne um conjunto de obras que cruzam fotografia, vídeo, som e instalação, numa abordagem interdisciplinar que amplia a experiência artística para uma dimensão sensorial e contemplativa.
No centro da exposição está uma relação sensível com a natureza, entendida como presença viva. As plantas surgem não como elementos de representação, mas como entidades activas — portadoras de memória, tempo e transformação — com as quais a artista estabelece uma relação de cuidado e atenção.
A exposição afirma-se como um espaço de imersão e desaceleração do olhar, convidando o público a uma experiência de maior proximidade com o mundo natural.
Dilayla Romeo é uma contadora de histórias visuais, artista de foto-media e investigadora, apaixonada por envolver-se fisicamente com a natureza e com processos orgânicos na sua prática artística interdisciplinar.
A sua prática baseia-se na fotografia alternativa e experimental, incorporando investigações interculturais, arte-ciência e colaborações transdisciplinares.
A investigação mais recente de Dilayla foca-se em plantas africanas com propriedades curativas significativas para as cosmogonias moçambicanas. A sua prática artística constitui uma vibrante tecelagem entre fotografia alternativa, diálogos interculturais e explorações científicas, desafiando os limites da captação da alma dos processos vivos.
Sussurros interculturais e intuições espirituais alimentam a sua exploração interdisciplinar, esbatendo as fronteiras entre artista e ambiente.
Dilayla licenciou-se em Fotografia de Belas-Artes na Escola de Arte e Design Serra i Abella, em Barcelona, Espanha. O seu trabalho já foi apresentado em exposições individuais e colectivas, a nível nacional e internacional.
Convite à comunicação social
Cientes da importância cultural e social deste evento, os organizadores convidam os órgãos de comunicação social a estarem presentes e a cobrirem este momento especial.
Cultura
Twenty Fingers carrega Moçambique para terra do colono
Lisboa prepara-se para receber uma das maiores celebrações da música africana contemporânea, e entre os nomes que mais despertam atenção no cartaz do FESTEJA RTP África está o do moçambicano Twenty Fingers, um dos artistas mais influentes da nova geração musical.
O cantor sobe ao palco no dia 17 de julho, juntando-se a um alinhamento que reúne grandes nomes da lusofonia, como Cuca Roseta, Paulo Flores, Lura, Anna Joyce, Dynamo, Pérola, Filho do Zua, Anderson Mário e Paulelson.
A presença de Twenty Fingers reforça o crescimento da música moçambicana além-fronteiras e confirma o impacto que o artista tem vindo a conquistar no panorama africano e digital.
Conhecido pelos seus sucessos virais e pela capacidade de misturar afro-pop, pandza e sonoridades contemporâneas, Twenty Fingers tornou-se uma referência incontornável da música urbana moçambicana.
Com milhões de visualizações nas plataformas digitais, o artista tem conseguido levar a identidade musical de Moçambique a diferentes públicos, consolidando-se como um dos rostos mais internacionais da música feita no país.
A confirmação do artista no FESTEJA RTP África representa também um momento importante para a cultura moçambicana, que continua a ganhar espaço nos grandes eventos internacionais dedicados à música africana.
A sua participação surge numa edição marcada pela diversidade de estilos, gerações e geografias, mostrando a força da música lusófona no cenário global.
Além de Twenty Fingers e Paulelson, o festival anunciou ainda nomes como Kelson Most Wanted, Mobbers, Biura e Lurdes Miranda, reforçando uma programação dominada pelas sonoridades urbanas africanas.