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Cultura

The Comedy Club, mais uma casa de comédia em Moçambique

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The Comedy Club, mais uma casa de comédia em Moçambique

Em resposta a evolução da comédia em Moçambique e a falta de locais onde os novos talentos possam mostrar sua arte, assim como onde o público pode consumir, Maira Santos, comediante moçambicana, criou o colectivo The Comedy Club, composto por 5 humoristas de diferentes províncias moçambicanas Celso Fernando, Babo Maduro, Helder Jantar e Noslen Araújo.

O colectivo tem como uma dos seus grandes objectivos, elevar a comédia Moçambicana para um outro nível e inspirar outros jovens a seguir a área de forma profissional. Para além disso, perspectivam também atingir segmentos diferentes em termos de público, serem bem recebidos e ter a devida valorização.

O projecto que ainda está numa fase embrionária, tem noção da falta desta arte em outros pontos do país, de tal forma que desejam realizar tournées em outros pontos do país, diferentes da Cidade e Província de Maputo.

 Segundo disse Maira Santos na rubrica “Notas Curtas” no programa Txunados, “Actualmente, realizamos Shows em casa de pastos e restaurantes, esta é a forma que encontramos de fazer com que o público se conecte connosco”. Recentemente o comedy uniu-se à Telefonia Móvel, Vodacom, para disponibilizar conteúdos humorísticos nas chamadas de espera. Nesta primeira fase, estão disponíveis 13 toques.

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Cultura

KUGOMA 2026 abre submissões para cineastas moçambicanos e da diáspora

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O festival de cinema KUGOMA já abriu oficialmente a chamada de submissão de filmes para a edição de 2026.

O período de candidaturas decorre de 18 de Maio até 30 de Junho, dando oportunidade a cineastas moçambicanos, africanos e da diáspora de exibirem as suas obras numa das maiores plataformas de cinema independente do país. As inscrições podem ser feitas através do formulário disponibilizado nas plataformas oficiais do festival.

Conhecido por impulsionar novos realizadores e promover o cinema africano contemporâneo, o Kugoma volta a apostar em curtas-metragens de diferentes géneros, incluindo ficção, documentário, animação e ensaio visual.

A organização incentiva os participantes a consultarem o regulamento completo disponível no site oficial antes de submeterem os seus trabalhos. O festival sublinha ainda que esta é uma oportunidade para os criadores mostrarem o seu talento e competirem pelos prémios da edição deste ano.

Ao longo dos anos, o Kugoma tem desempenhado um papel importante no desenvolvimento do sector audiovisual moçambicano, servindo de espaço para exibição, formação e intercâmbio cultural. Além das sessões de cinema, o evento costuma acolher masterclasses, debates e oficinas orientadas por profissionais nacionais e internacionais da indústria cinematográfica.

A edição de 2026 surge numa fase de crescimento das iniciativas ligadas ao audiovisual em Moçambique, com programas paralelos como o FilmLab Moçambique e residências artísticas promovidas pela Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique, instituições parceiras do Kugoma.

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Cultura

Wazimbo e José Mucavele regressam juntos a Maputo para a estreia do projecto “Tlhangano – O Reencontro” com o “Concerto da Gratidão”

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A cidade de Maputo prepara-se para acolher um dos momentos culturais mais marcantes do ano.

No dia 12 de Setembro de 2026, pelas 18h00, o Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano será palco da estreia do projecto “Tlhangano – O Reencontro”, uma nova plataforma cultural moçambicana dedicada à valorização da música, da memória e de grandes encontros artísticos.

A primeira edição será assinalada pelo “Concerto da Gratidão”, um espectáculo especial protagonizado por Wazimbo e José Mucavele, que sobem juntos ao palco para agradecer ao público que os acompanha há décadas e homenagear todos os moçambicanos que, com o seu trabalho, dedicação e resiliência, contribuem diariamente para a construção de um país melhor.

Com mais de 60 anos de carreira e um legado que atravessa várias gerações, os dois artistas regressam para uma noite de celebração, reconhecimento e emoção. O reencontro promete reunir dois dos maiores nomes da música moçambicana num momento histórico, partilhado com o público que acompanhou os seus percursos artísticos ao longo de décadas.

Mais do que um concerto, o “Tlhangano – O Reencontro” propõe uma experiência cultural mais ampla, onde a música se cruza com memória, histórias de vida e momentos de partilha. Ao longo da noite, Wazimbo e José Mucavele revisitarão temas emblemáticos das suas carreiras, numa viagem pelas emoções que marcaram gerações de moçambicanos.

O espectáculo contará igualmente com a participação de artistas nacionais convidados, cujos nomes serão revelados nas próximas semanas, reforçando o carácter especial desta estreia.

O nome “Tlhangano”, que em changana significa “reencontro”, traduz a essência da iniciativa: criar pontes entre artistas, público e património cultural, promovendo encontros que valorizam a cultura moçambicana, fortalecem laços entre gerações e preservam a memória colectiva.

Segundo a organização, o “Concerto da Gratidão” simboliza um gesto de reconhecimento. “É a forma que encontrámos de dizer obrigado ao público, aos profissionais da cultura, às famílias e a todos os moçambicanos que, todos os dias, ajudam a construir um país melhor”, refere a organização.

Concebido com uma visão de longo prazo, o “Tlhangano – O Reencontro” pretende afirmar-se como uma plataforma cultural de referência em Moçambique, promovendo futuras edições com diferentes artistas e contribuindo para o fortalecimento da economia criativa e a projecção da cultura moçambicana além-fronteiras.

Mais do que um espectáculo, o “Concerto da Gratidão” será um momento de reconhecimento colectivo, onde a música servirá como expressão de agradecimento ao público, à cultura e a todos aqueles que, de forma directa ou silenciosa, fazem parte da história de Moçambique.

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Cultura

Nelson Lineu vence 3.º Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil

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O escritor moçambicano Nelson Lineu foi anunciado como vencedor da 3.ª edição do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil, graças à obra Quem ensinou a avó a contar história. O reconhecimento confirma o crescimento e a relevância do autor no panorama literário nacional, sobretudo no segmento dedicado às crianças e jovens.

A obra vencedora destaca-se pela valorização da oralidade, da memória familiar e da importância das histórias na construção das relações entre gerações. O livro acompanha a personagem Olga, que procura ajudar a avó Madalena a redescobrir o hábito de contar histórias, depois da perda do avô Angorete, figura central nas narrativas da família.

Publicado pela Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa e ilustrado por Ídasse Malendza, o livro foi lançado em Maputo no âmbito das celebrações do Dia da Criança. Na altura, Nelson Lineu revelou que o processo de escrita da obra levou vários anos, numa busca por uma linguagem mais rigorosa e sensível para o público infanto-juvenil.

O prémio reconhece anualmente obras que contribuem para o fortalecimento da literatura infanto-juvenil em Moçambique. Nesta edição, Quem ensinou a avó a contar história disputou a distinção com outros quatro títulos finalistas seleccionados pelo júri do concurso.

Licenciado em Filosofia pela Universidade Eduardo Mondlane, Nelson Lineu é professor de Filosofia e História da Arte, membro da Associação dos Escritores Moçambicanos e fundador do Movimento Literário Kuphaluxa. Além da literatura, também trabalhou como argumentista e produtor de conteúdos culturais.

A conquista do prémio representa não apenas um reconhecimento da qualidade literária da obra, mas também um incentivo à produção de conteúdos voltados para a infância, numa altura em que cresce a necessidade de promover a leitura e preservar as tradições orais moçambicanas junto das novas gerações.

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