Cultura
The Comedy Club, mais uma casa de comédia em Moçambique
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Em resposta a evolução da comédia em Moçambique e a falta de locais onde os novos talentos possam mostrar sua arte, assim como onde o público pode consumir, Maira Santos, comediante moçambicana, criou o colectivo The Comedy Club, composto por 5 humoristas de diferentes províncias moçambicanas Celso Fernando, Babo Maduro, Helder Jantar e Noslen Araújo.
O colectivo tem como uma dos seus grandes objectivos, elevar a comédia Moçambicana para um outro nível e inspirar outros jovens a seguir a área de forma profissional. Para além disso, perspectivam também atingir segmentos diferentes em termos de público, serem bem recebidos e ter a devida valorização.
O projecto que ainda está numa fase embrionária, tem noção da falta desta arte em outros pontos do país, de tal forma que desejam realizar tournées em outros pontos do país, diferentes da Cidade e Província de Maputo.
Segundo disse Maira Santos na rubrica “Notas Curtas” no programa Txunados, “Actualmente, realizamos Shows em casa de pastos e restaurantes, esta é a forma que encontramos de fazer com que o público se conecte connosco”. Recentemente o comedy uniu-se à Telefonia Móvel, Vodacom, para disponibilizar conteúdos humorísticos nas chamadas de espera. Nesta primeira fase, estão disponíveis 13 toques.
Cultura
Nelson Lineu vence 3.º Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil
O escritor moçambicano Nelson Lineu foi anunciado como vencedor da 3.ª edição do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil, graças à obra Quem ensinou a avó a contar história. O reconhecimento confirma o crescimento e a relevância do autor no panorama literário nacional, sobretudo no segmento dedicado às crianças e jovens.
A obra vencedora destaca-se pela valorização da oralidade, da memória familiar e da importância das histórias na construção das relações entre gerações. O livro acompanha a personagem Olga, que procura ajudar a avó Madalena a redescobrir o hábito de contar histórias, depois da perda do avô Angorete, figura central nas narrativas da família.
Publicado pela Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa e ilustrado por Ídasse Malendza, o livro foi lançado em Maputo no âmbito das celebrações do Dia da Criança. Na altura, Nelson Lineu revelou que o processo de escrita da obra levou vários anos, numa busca por uma linguagem mais rigorosa e sensível para o público infanto-juvenil.
O prémio reconhece anualmente obras que contribuem para o fortalecimento da literatura infanto-juvenil em Moçambique. Nesta edição, Quem ensinou a avó a contar história disputou a distinção com outros quatro títulos finalistas seleccionados pelo júri do concurso.
Licenciado em Filosofia pela Universidade Eduardo Mondlane, Nelson Lineu é professor de Filosofia e História da Arte, membro da Associação dos Escritores Moçambicanos e fundador do Movimento Literário Kuphaluxa. Além da literatura, também trabalhou como argumentista e produtor de conteúdos culturais.
A conquista do prémio representa não apenas um reconhecimento da qualidade literária da obra, mas também um incentivo à produção de conteúdos voltados para a infância, numa altura em que cresce a necessidade de promover a leitura e preservar as tradições orais moçambicanas junto das novas gerações.
Cultura
Prémios Mozal Artes e Cultura chegam ao fim
Os Prémios Mozal Artes e Cultura encerraram oficialmente o seu ciclo de actividades após cinco edições de grande impacto no panorama criativo nacional, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas de valorização e promoção das artes em Moçambique.
Lançado em 2018, através de uma parceria estratégica entre a Mozal e a Associação Cultural Kulungwana, o projecto foi criado com o objectivo de impulsionar, reconhecer e dar visibilidade ao trabalho de jovens criadores moçambicanos.
Ao longo das edições realizadas em 2018, 2019, 2023, 2024 e 2025, a iniciativa tornou-se uma referência de excelência no sector cultural, abrangendo disciplinas como artes visuais, fotografia, cinema e audiovisuais, teatro, dança, design de moda e vestuário, e música.
Mais do que um concurso, os Prémios Mozal Artes e Cultura afirmaram-se como um espaço de descoberta e valorização do talento nacional, tendo distinguido 33 artistas com prémios monetários no valor total de 120.000 meticais e nomeado 92 artistas de várias regiões do país, promovendo a diversidade e a representatividade cultural moçambicana.
A Associação Cultural Kulungwana destacou o impacto do projecto e agradeceu à Mozal, aos parceiros e aos artistas pela confiança ao longo dos anos. A instituição anunciou ainda que continuará a promover o legado do projecto através da divulgação de um arquivo de vídeos e entrevistas exclusivas com artistas vencedores, material que servirá como recurso educativo e inspiracional para as novas gerações.
Com o encerramento desta fase, os Prémios Mozal Artes e Cultura deixam um legado significativo na profissionalização e valorização das artes em Moçambique, reforçando a importância de iniciativas que investem no desenvolvimento do sector criativo nacional.
Cultura
Cine-Teatro Scala procura apoios para chegar ao centenário como referência cultural de Maputo
O Cine-Teatro Scala, um dos mais antigos e emblemáticos espaços culturais de Maputo, está a procurar apoios para a sua reabilitação, com o objetivo de chegar ao centenário, em 2031, mantendo-se como referência cultural da cidade.
Construído em 1931, o espaço foi o primeiro a exibir filmes sonoros em Moçambique e continua activo com cinema, teatro e dança.
Segundo a gestão do espaço, em declarações citadas pela RTP, o Scala é mais do que uma sala de espetáculos, sendo também um património histórico e cultural da capital moçambicana.
A presidente da associação que gere o cine-teatro, Marieta Manjate, destaca que o edifício mantém a sua traça original e continua a desempenhar um papel importante na preservação da memória cultural.
Apesar da sua relevância, o Scala enfrenta desafios de conservação e precisa de intervenções urgentes na infraestrutura. A poucos anos do centenário, a prioridade da gestão é garantir apoios para a reabilitação do espaço, de forma a assegurar a continuidade das actividades culturais e a preservação deste património histórico, conforme noticiou a RTP.