Cultura
The Comedy Club, mais uma casa de comédia em Moçambique
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Em resposta a evolução da comédia em Moçambique e a falta de locais onde os novos talentos possam mostrar sua arte, assim como onde o público pode consumir, Maira Santos, comediante moçambicana, criou o colectivo The Comedy Club, composto por 5 humoristas de diferentes províncias moçambicanas Celso Fernando, Babo Maduro, Helder Jantar e Noslen Araújo.
O colectivo tem como uma dos seus grandes objectivos, elevar a comédia Moçambicana para um outro nível e inspirar outros jovens a seguir a área de forma profissional. Para além disso, perspectivam também atingir segmentos diferentes em termos de público, serem bem recebidos e ter a devida valorização.
O projecto que ainda está numa fase embrionária, tem noção da falta desta arte em outros pontos do país, de tal forma que desejam realizar tournées em outros pontos do país, diferentes da Cidade e Província de Maputo.
Segundo disse Maira Santos na rubrica “Notas Curtas” no programa Txunados, “Actualmente, realizamos Shows em casa de pastos e restaurantes, esta é a forma que encontramos de fazer com que o público se conecte connosco”. Recentemente o comedy uniu-se à Telefonia Móvel, Vodacom, para disponibilizar conteúdos humorísticos nas chamadas de espera. Nesta primeira fase, estão disponíveis 13 toques.
Cultura
Paulina Chiziane distinguida com Prémio Carreira e Legado
A escritora moçambicana Paulina Chiziane foi distinguida, ontem, em Nampula, com o Prémio “Carreira e Legado Moçambique”, em reconhecimento pelo seu contributo para a literatura nacional e pela valorização da identidade cultural moçambicana.
O prémio foi entregue pela secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, durante a Gala Nacional de Turismo, realizada na região de Montes Nairucu, no distrito de Rapale. Na ocasião, Matilde Muocha destacou o papel de Paulina Chiziane como a primeira mulher moçambicana a publicar um romance e uma das vozes mais importantes da literatura africana.
A distinção aconteceu no mesmo dia em que a escritora celebrou o seu 71.º aniversário, a 4 de Junho. Reconhecida pela defesa dos costumes, tradições e da cultura moçambicana nas suas obras, Paulina Chiziane continua a ser uma referência incontornável da literatura nacional.
Cultura
Música e poesia encontram-se em “Suavidade no Grave” no 16NetO
No dia 10 de Junho, às 19h, o Espaço Cultural 16NetO acolhe “Suavidade no Grave” (SNG), uma performance musical que reúne Arnaldo Tembe, Inocêncio Oliveira e N’wantsukunyane Khanyisani numa proposta que cruza música instrumental e poesia falada.
O espectáculo parte do encontro entre dois baixos eléctricos e a palavra poética, explorando as possibilidades expressivas das frequências graves e da oralidade. Em palco, as cordas conduzem o diálogo sonoro, enquanto a poesia acrescenta narrativas, imagens e reflexões que ampliam a experiência de escuta.
Mais do que um concerto, “Suavidade no Grave” propõe um espaço de encontro entre diferentes linguagens artísticas. A música e a poesia surgem como elementos complementares, construindo uma atmosfera marcada pela escuta, pela contemplação e pela intensidade emocional.
A iniciativa junta artistas com percursos distintos, mas unidos pelo interesse em explorar novas formas de comunicação através da arte.
Entre eles destaca-se Arnaldo Tembe, músico, poeta e escritor moçambicano residente em Maputo. Baixista, guitarrista e beatmaker, tem colaborado com diversos artistas da cena nacional e integra projectos como Massoni ka Dhitsuri e Hybrid Band. Paralelamente à música, desenvolve trabalho na literatura, tendo sido distinguido e seleccionado em vários concursos de poesia e conto.
A performance conta ainda com a participação do baixista Inocêncio Oliveira e da poetisa N’wantsukunyane Khanyisani, completando um elenco que faz da palavra e do som instrumentos de criação e diálogo.
Cultura
Malangatana homenageado em mostra de cinema no Scala
A vida, a obra e o legado de Malangatana Valente Ngwenya serão celebrados através do ciclo de cinema “Ao Crepúsculo”, que decorre de 6 a 13 de Junho, às 17 horas, no Cine-Teatro Scala, em Maputo.
Sob o lema “Malangatana: Do Grito da Luta ao Brilho do Legado”, a iniciativa reúne sete filmes dedicados ao percurso artístico e humano de uma das maiores referências das artes moçambicanas.
Organizado pela Associação Cultural Scala, em parceria com a Fundação Malangatana Valente Ngwenya, o evento integra o programa “Memória, Prática e Catarse: Rumo ao Centenário (1936–2036)” e assinala os 90 anos do nascimento do artista.
A abrir o ciclo será exibido o filme “Malangatana Contador de Histórias”, de Joaquim Lopes Barbosa, obra proibida antes do 25 de Abril de 1974 e que nunca chegou a ter estreia comercial.
A programação inclui ainda documentários e filmes de realizadores como Sol de Carvalho, Isabel Noronha e Adrian Pennink, convidando o público a revisitar diferentes momentos da trajectória de Malangatana e a influência que continua a exercer sobre novas gerações de criadores.