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Silke celebra 10 anos do 16 Neto com “Show Acústico”
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No âmbito das celebrações dos 10 anos de existência, 16NetO apresenta, hoje, dia 25 de Março, às 19h, o “Show Acústico”, com Silke, que celebra igualmente uma década em palco.
Encerrando a programação do mês de Março, este espectáculo propõe um formato íntimo e envolvente, aproximando o público da essência musical da artista. Num ambiente acolhedor, Silke convida os espectadores a uma experiência sensível e directa, onde a voz, os instrumentos e as emoções ganham destaque, sem artifícios.
O concerto integra a agenda comemorativa dos 10 anos do 16NetO, espaço que ao longo da última década se tem afirmado como uma plataforma de promoção e difusão das artes em Maputo, acolhendo diversas expressões culturais e artistas emergentes e consagrados.
Silke encontra-se com a música bem cedo, influenciada pelo pai, coleccionador de CDs. Antes de cantar, desenhava e sonhava ser artista plástica ou arquitecta. A voz revelou-se por acaso, ainda na adolescência, tornando-se rapidamente o centro da sua prática artística.
Iniciou gravações em estúdio em 2010 e integrou várias editoras entre 2011 e 2015, antes de seguir como artista independente. Em 2017, foi seleccionada para o Top 4 do Battle of the Bands do Afro Punk Festival, em Joanesburgo, reconhecimento que consolidou a sua presença no panorama musical.
Em 2018, criou ELEVEN e, em 2020, colaborou com o multiartista italiano Lucio Cavallari no projecto ILHA, desenvolvido durante a pandemia. A partir desse período de introspecção, adoptou o nome artístico Silke, reafirmando a sua identidade criativa.
Expandiu a sua prática para o teatro, estreando-se em Molhar na Chuva com os Corvos e integrando o musical New Kids, apresentado no Festival Maputo Fast Forward. Em 2023, lançou Nonchalant, criado com Tiago Correia-Paulo no âmbito da Cooperativa Musical, investigando temas ligados ao silêncio e à apatia.
Actualmente, Silke constrói uma obra que atravessa música, performance e experimentação, marcada por sensibilidade, rigor e procura interior.
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Um Dia a Água Virá transforma memórias das cheias em literatura traduzida para línguas moçambicanas
As histórias de pessoas afectadas pelas cheias que atingiram a bacia do Incomati, em Janeiro deste ano, foram transformadas em literatura e traduzidas para sete línguas moçambicanas, no âmbito da XIIª edição do Concurso de Tradução Literária.
A iniciativa, realizada por ocasião do Dia Internacional da Tradução, distinguiu seis tradutores e teve como principal destaque Um Dia a Água Virá, obra que reúne cinco relatos sobre as inundações e procura preservar a memória de um dos episódios climáticos que marcou o país este ano.
O 1.º Prémio foi atribuído a Óscar Francisco Gueza, pela tradução de Vasos Comunicantes para ciManyika. Artimisa André Litsur conquistou o 2.º Prémio, pela tradução para português de L’homme né dans la rivière, enquanto Nelfa Orlando Tambe recebeu o 3.º Prémio pela tradução portuguesa do mesmo texto.
Foram ainda atribuídas três Menções Honrosas a Manuel Luís Tembe, pela tradução de Um Dia a Água Virá para ciChangana; Chitungue Mucara Machai, pela tradução para português de The Man With the Boat; e Chaponda Maria Marcos, pela tradução de Um Dia a Água Virá para ciTsonga.
Os seis distinguidos receberam diplomas, livros e prémios monetários.
A edição deste ano registou 177 inscrições e 40 propostas de tradução, tendo reunido 22 tradutores num workshop dedicado à tradução.
Cinco histórias sobre as cheias
Um Dia a Água Virá é o nono volume da Colectânea de Contos Traduzidos da Editora Trinta Zero Nove e o primeiro da colecção dedicado integralmente a narrativas de não ficção.
A obra reúne cinco perspectivas sobre as cheias de Janeiro. Entre os protagonistas está Rabeca Alfredo, uma menina acolhida num centro de acomodação improvisado numa igreja, e Carlos Tibana, que participou nas operações de salvamento.
O livro apresenta também o testemunho de Sarah Matches, Coordenadora Provincial envolvida na resposta à emergência, além de duas pessoas que optaram pelo anonimato: uma editora que perdeu 15 mil livros e um homem que disponibilizou o seu barco de recreio para apoiar os resgates.
As cinco histórias procuram registar experiências individuais que se cruzam com a realidade de milhões de moçambicanos afectados, ao longo dos anos, por fenómenos climáticos extremos.
Dados do INGD citados pelas Nações Unidas indicam que as cheias afectam historicamente cerca de 385 mil pessoas por ano em Moçambique, podendo chegar a 2,5 milhões de pessoas nos episódios de maior dimensão.
As narrativas foram traduzidas para inglês, português e sete línguas moçambicanas, permitindo que as experiências retratadas na obra circulem entre diferentes comunidades linguísticas.
Para a organização, a tradução permite não apenas ampliar o acesso às histórias, mas também contribuir para a preservação da memória das cheias para além do momento em que aconteceram.
Criado em 2015, o Concurso de Tradução Literária está na origem da Editora Trinta Zero Nove. Ao longo das suas edições, já alcançou cerca de 5.700 jovens e atribuiu mais de 50 prémios.
Em 2021, a iniciativa foi distinguida nos London Book Fair International Excellence Awards, na categoria Literary Translation Initiative Award.
A XIIª edição retoma, assim, uma das ideias centrais que estiveram na origem do concurso: fazer da tradução uma ponte para que histórias vividas por algumas pessoas possam ser conhecidas por muitas outras.
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“As Sementes do Céu” entre os livros infantis mais recomendados do mundo em 2026
O livro infantil “As Sementes do Céu”, de autoria do escritor moçambicano Mia Couto, com ilustrações de Susa Monteiro, foi seleccionado para a lista internacional dos livros infantis mais recomendados para 2026.
A selecção foi feita pela International Children and Youth’s Literature, organização que reuniu 200 títulos de literatura infantil publicados em 46 línguas e provenientes de 62 países.
Entre os critérios considerados pelo júri estão a relevância universal dos temas abordados, a qualidade literária e visual das obras, bem como a inovação temática ou gráfica.
A lista pretende dar visibilidade internacional às obras seleccionadas, sendo divulgada em bibliotecas e em importantes eventos do sector, entre os quais a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, e a Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha, em Itália.
“As Sementes do Céu” foi publicado este ano, de forma simultânea, pela Fundação Fernando Leite Couto, em Moçambique, e pela Editorial Caminho, em Portugal.
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“Eu mereço o melhor”, diz Dygo Boy em resposta a internautas
O rapper moçambicano Dygo Boy lançou “Fortaleça”, no âmbito da segunda parte do seu trabalho discográfico “Frescolandia”.
Na música, o rapper mostra-se seguro e firme sobre tudo o que conquistou, apesar de, por vezes, ser tratado como se não merecesse o que tem.