Fast Food
Shelcia Mac apresenta “Quatro Estações” no Auditório da Rádio Moçambique
- Share
- Tweet /var/www/wptbox/wp-content/plugins/mvp-social-buttons/mvp-social-buttons.php on line 67
https://xigubo.com/wp-content/uploads/2025/12/shelcia-mac-1000x600.jpg&description=Shelcia Mac apresenta “Quatro Estações” no Auditório da Rádio Moçambique', 'pinterestShare', 'width=750,height=350'); return false;" title="Pin This Post">
Shelcia Mac, uma das vozes emergentes da nova geração musical moçambicana, sobe ao palco do Auditório da Rádio Moçambique no dia de amanhã para apresentar Quatro Estações, o seu primeiro EP.
O concerto, transmitido em directo pela Rádio Cidade, marca a estreia da artista num espaço que tem acolhido alguns dos nomes mais influentes da música nacional.
O espectáculo inaugura o Mbenga Live Session, novo formato da Plataforma Mbenga Artes e Reflexões, conhecida pela produção contínua de conteúdos culturais para a emissora pública.
A estreia estava, originalmente, pensada para celebrar os 20 anos de carreira de Miguel Xabindza, figura maior da música moçambicana, mas problemas de saúde do músico obrigaram a uma mudança de rumo. A reorganização acabou por abrir espaço para que Shelcia Mac assumisse o protagonismo — algo que, segundo a organização, reflete também a necessidade de dar visibilidade a vozes jovens.
Em palco, Mac apresentará as oito faixas de Quatro Estações, um projecto que procura estabelecer o seu lugar na cena musical contemporânea. O público poderá ouvir versões acústicas de temas como “Regalias”, o single lançado em 2023 que serviu de porta de entrada para este novo capítulo. A artista incluirá ainda interpretações de canções que moldaram o seu percurso, sublinhando as referências que a acompanham desde o início.
Para Shelcia, esta actuação é mais do que um concerto: é uma afirmação. “É uma honra subir ao palco da maior estação emissora de Moçambique e estar em contacto com os ouvintes da Rádio Cidade e com o público no auditório. É uma responsabilidade mostrar o meu primeiro ‘bebé’ (Quatro Estações) a uma plateia tão vasta”, afirmou.
A cantora descobriu a música na infância, influenciada pelo ambiente familiar. Aos 10 anos, cantava em casamentos e festas; aos 17, percebeu que a música era mais vocação do que passatempo. Participou no Fama Show em 2021, experiência que lhe permitiu consolidar técnica vocal e presença em palco. Seguiram-se actuações regulares em restaurantes e bares, passos que ajudaram a profissionalizar o seu percurso. Em 2024, dedicou-se à criação do seu primeiro EP, lançado este ano pela CSV Agência.
O Mbenga Live Session nasce do programa Mbenga na Cidade, transmitido às quintas-feiras na Rádio Cidade, e pretende aproximar artistas e público através de actuações intimistas e conversas sobre processos criativos.
Fast Food
Um Dia a Água Virá transforma memórias das cheias em literatura traduzida para línguas moçambicanas
As histórias de pessoas afectadas pelas cheias que atingiram a bacia do Incomati, em Janeiro deste ano, foram transformadas em literatura e traduzidas para sete línguas moçambicanas, no âmbito da XIIª edição do Concurso de Tradução Literária.
A iniciativa, realizada por ocasião do Dia Internacional da Tradução, distinguiu seis tradutores e teve como principal destaque Um Dia a Água Virá, obra que reúne cinco relatos sobre as inundações e procura preservar a memória de um dos episódios climáticos que marcou o país este ano.
O 1.º Prémio foi atribuído a Óscar Francisco Gueza, pela tradução de Vasos Comunicantes para ciManyika. Artimisa André Litsur conquistou o 2.º Prémio, pela tradução para português de L’homme né dans la rivière, enquanto Nelfa Orlando Tambe recebeu o 3.º Prémio pela tradução portuguesa do mesmo texto.
Foram ainda atribuídas três Menções Honrosas a Manuel Luís Tembe, pela tradução de Um Dia a Água Virá para ciChangana; Chitungue Mucara Machai, pela tradução para português de The Man With the Boat; e Chaponda Maria Marcos, pela tradução de Um Dia a Água Virá para ciTsonga.
Os seis distinguidos receberam diplomas, livros e prémios monetários.
A edição deste ano registou 177 inscrições e 40 propostas de tradução, tendo reunido 22 tradutores num workshop dedicado à tradução.
Cinco histórias sobre as cheias
Um Dia a Água Virá é o nono volume da Colectânea de Contos Traduzidos da Editora Trinta Zero Nove e o primeiro da colecção dedicado integralmente a narrativas de não ficção.
A obra reúne cinco perspectivas sobre as cheias de Janeiro. Entre os protagonistas está Rabeca Alfredo, uma menina acolhida num centro de acomodação improvisado numa igreja, e Carlos Tibana, que participou nas operações de salvamento.
O livro apresenta também o testemunho de Sarah Matches, Coordenadora Provincial envolvida na resposta à emergência, além de duas pessoas que optaram pelo anonimato: uma editora que perdeu 15 mil livros e um homem que disponibilizou o seu barco de recreio para apoiar os resgates.
As cinco histórias procuram registar experiências individuais que se cruzam com a realidade de milhões de moçambicanos afectados, ao longo dos anos, por fenómenos climáticos extremos.
Dados do INGD citados pelas Nações Unidas indicam que as cheias afectam historicamente cerca de 385 mil pessoas por ano em Moçambique, podendo chegar a 2,5 milhões de pessoas nos episódios de maior dimensão.
As narrativas foram traduzidas para inglês, português e sete línguas moçambicanas, permitindo que as experiências retratadas na obra circulem entre diferentes comunidades linguísticas.
Para a organização, a tradução permite não apenas ampliar o acesso às histórias, mas também contribuir para a preservação da memória das cheias para além do momento em que aconteceram.
Criado em 2015, o Concurso de Tradução Literária está na origem da Editora Trinta Zero Nove. Ao longo das suas edições, já alcançou cerca de 5.700 jovens e atribuiu mais de 50 prémios.
Em 2021, a iniciativa foi distinguida nos London Book Fair International Excellence Awards, na categoria Literary Translation Initiative Award.
A XIIª edição retoma, assim, uma das ideias centrais que estiveram na origem do concurso: fazer da tradução uma ponte para que histórias vividas por algumas pessoas possam ser conhecidas por muitas outras.
Fast Food
“As Sementes do Céu” entre os livros infantis mais recomendados do mundo em 2026
O livro infantil “As Sementes do Céu”, de autoria do escritor moçambicano Mia Couto, com ilustrações de Susa Monteiro, foi seleccionado para a lista internacional dos livros infantis mais recomendados para 2026.
A selecção foi feita pela International Children and Youth’s Literature, organização que reuniu 200 títulos de literatura infantil publicados em 46 línguas e provenientes de 62 países.
Entre os critérios considerados pelo júri estão a relevância universal dos temas abordados, a qualidade literária e visual das obras, bem como a inovação temática ou gráfica.
A lista pretende dar visibilidade internacional às obras seleccionadas, sendo divulgada em bibliotecas e em importantes eventos do sector, entre os quais a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, e a Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha, em Itália.
“As Sementes do Céu” foi publicado este ano, de forma simultânea, pela Fundação Fernando Leite Couto, em Moçambique, e pela Editorial Caminho, em Portugal.
Fast Food
“Eu mereço o melhor”, diz Dygo Boy em resposta a internautas
O rapper moçambicano Dygo Boy lançou “Fortaleça”, no âmbito da segunda parte do seu trabalho discográfico “Frescolandia”.
Na música, o rapper mostra-se seguro e firme sobre tudo o que conquistou, apesar de, por vezes, ser tratado como se não merecesse o que tem.