Cultura
Sérgio Langa desafia televisões a preservarem identidade nacional
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Testemunhou-se na tarde quarta-feira, 09 de Agosto, no Camões – Centro Cultural Portugês, o lançamento de mais uma obra literária do professor e pesquisador moçambicano Sérgio jeremias Langa (Circle Langa) intitulada “Rebanho Desorientado: dos enlatados televisivos à Moçaxiologia ” sob a chancela da “Editora Kuphaya”.
O livro é de teor científico e compreende duzentas e duas páginas (272) no qual o comunicólogo aborda 3 áreas de saber nomeadamente: educação, comunicação e cultura. A partir da obra, o autor, desafia os meios de comunicação social a contribuirem na preservação da identidade moçambicana e serem independentes dos conteúdos enlatados. Em simultâneo, questiona a proposta educativa nos conteúdos tradizida pelas televisões nacionais para os telespectadores.

Em causa, estão as 3 televisões nomeadamente Televisão de Moçambique (TVM), STV e a TV Miramar cujo o critério justifica-se pelo nivel de audiência. Evidentemente, nos 3 e outros e meios, os telespectadores são frequentemente inundados pelos conteúdos enlatados (maioritariamente importtados do ocidente) em detrimento dos conteúdos locais.
Sob ponto de vista conclusiva, o autor assume uma crise de valores em Moçambique, eis que surge a proposta de compreender esta lacuna a partir das grelhas televisas. “O Rebanho deseorientado” visa exclusivamente para designar os telespectadores vítimas de conteúdos estrangeiros que por consequência influenciam na renegação da identidade dos moçambicanos a favor da identidade alheia.

Por seu turno, a Profª.Dra Leonilda Sanveca, entende que a proposta do Langa só será possivel com uma educação e formação de qualidade o que poderá contribuir para um olhar mais crítico e sólido no que tange o consumo dos productos mediáticos.
Cultura
Júlio Paruque Nomea Assa Matusse como embaixadora da cultura na cidade da Matola
O Município da Matola assinou ontem, na Cidade de Maputo, um Memorando de Entendimento com a cantora moçambicana Assa Matusse, numa iniciativa que visa reforçar e intensificar as actividades culturais e artísticas na Cidade da Matola.
No âmbito da parceria, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Paruque, nomeou a artista como Embaixadora da Cultura da Cidade da Matola.
Através desta colaboração, o Município da Matola e Assa Matusse pretendem trabalhar conjuntamente na promoção das artes, valorização dos artistas e criação de mais oportunidades para o desenvolvimento cultural da cidade.
A iniciativa representa mais um passo na aposta do município na cultura como um importante instrumento de identidade, inclusão e desenvolvimento.
Cultura
Conheça os 8 moçambicanos semifinalistas do Prémio Oceanos
Oito escritores moçambicanos figuram entre os 54 semifinalistas do Prémio de Literatura em Língua Portuguesa Oceanos, uma das mais importantes distinções literárias do espaço lusófono.
A representação nacional inclui cinco autores na categoria de poesia Zacarias Nguenha, Ben Jone, Britos Baptista, Pedro Pereira Lopes e Whaskety Fernando e três na prosa, João Paulo Borges Coelho, Énia Lipanga e Lucílio Manjate.
Entre as obras seleccionadas estão Costurar a Linguagem, Para Espantar Horror do Tempo, Para o Naufrágio do Fogo, Tratado das Coisas Sensíveis e Tratado sobre Noite, na poesia. Na prosa, seguem na corrida Narração Nocturna, Sob a Capulana do Destino e Outros Contos e Última Memória: Entrevista com Sthoe. No total, o prémio reúne 26 semifinalistas na prosa e 28 na poesia, com representantes de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.
Moçambique também está representado no júri intermédio, através de Álvaro Taruma, na prosa, e Francisco Guita Jr., na poesia. Os jurados têm até 12 de Outubro para seleccionar cinco obras de cada categoria, que avançarão para a final.
Cultura
Mia Couto representa Moçambique no Festival Literário Sopot, na Polónia
O escritor moçambicano Mia Couto é um dos representantes dos países de língua portuguesa na 15.ª edição do Festival Literário Sopot, que decorre de 20 a 23 de Agosto, na cidade de Sopot, na Polónia.
Através de videoconferência, o autor moçambicano junta-se a outros nomes de destaque da literatura em língua portuguesa, entre os quais os portugueses Afonso Cruz, Gonçalo M. Tavares e José Luís Peixoto, bem como os brasileiros Itamar Vieira Júnior, Michel Laub e Paulo Scott.
Ao longo de quatro dias, o Literacki Sopot, que celebra este ano 15 anos de existência, apresenta uma programação dedicada às diferentes vozes, geografias e expressões culturais do universo lusófono. O programa inclui encontros com escritores, debates, oficinas, projecções de filmes, leituras performativas, feira do livro e actividades dirigidas a crianças e jovens.
As participações dos convidados de língua portuguesa estão inseridas na rubrica “A Língua da Saudade”, que procura aproximar o público polaco das várias manifestações literárias e culturais dos países lusófonos.
Um dos destaques do programa é o debate dedicado à escritora brasileira Clarice Lispector, intitulado “A Paixão Segundo Clarice. A Escrita de Mulheres no Espaço da Língua Portuguesa”, que vai reflectir sobre possíveis pontos de ligação entre as escritoras de Portugal, Brasil e países africanos de língua portuguesa.
O festival contará ainda com um pavilhão dedicado às publicações lusófonas editadas na Polónia, com a participação do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e de editoras polacas responsáveis pela tradução e publicação de obras de autores de língua portuguesa.
A presença de Mia Couto no Festival Literário Sopot volta a colocar a literatura moçambicana num espaço internacional de diálogo e divulgação cultural, levando a voz do país a um dos mais importantes encontros literários dedicados, este ano, ao universo da língua portuguesa.