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Segunda edição do Festival Cidade nas Mãos arranca em Maputo com reflexão sobre o futuro das cidades
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A segunda edição do Festival CIDADE NAS MÃOS foi oficialmente inaugurada na tarde de terça-feira, 16 de Junho, no Instituto Guimarães Rosa, em Maputo, marcando o início de uma programação dedicada à reflexão sobre os desafios e as possibilidades das cidades contemporâneas através da cultura, da arte, da arquitectura, da tecnologia e do ambiente.
Organizado pela Catalogus, em parceria com a Embaixada da Espanha em Maputo, o festival decorre até ao próximo sábado em diferentes espaços das cidades de Maputo e Matola, reunindo artistas, académicos, investigadores, activistas e o público em geral para um conjunto de exposições, conversas, oficinas e visitas guiadas.
Na cerimónia de abertura, o Director Executivo da Catalogus, Mélio Tinga, destacou o significado especial desta edição, que coincide com a celebração dos cinco anos da organização.
“Para nós esta é uma edição muito especial porque coincide com a celebração dos cinco anos da Catalogus”, afirmou, recordando que a instituição nasceu como “uma espécie de laboratório” voltado para a criação de ideias capazes de aproximar a literatura de novos públicos e mercados.
Segundo Tinga, o festival representa uma aposta no futuro das cidades e na capacidade da cultura de contribuir para a transformação social.
“Fazemos o CIDADE NAS MÃOS porque acreditamos genuinamente na mudança e num futuro em que podemos participar”, declarou.
O responsável sublinhou ainda que o investimento na cultura e na educação constitui uma demonstração de confiança no futuro e um compromisso com processos de longo prazo. “Pensar e investir na cultura é também um gesto altruísta, porque não se pode fazer um festival cultural apenas a pensar em si mesmo. É preciso estar no lugar, na voz, no corpo e no coração do outro”, afirmou.
Por sua vez, a Embaixadora da Espanha em Moçambique, Teresa Orjales, destacou a continuidade da parceria entre a Cooperação Espanhola e a Catalogus, sublinhando que a realização da segunda edição consolida uma plataforma de cooperação cultural entre os dois países.
“Depois da boa experiência da primeira edição do Festival Cidade nas Mãos, decidimos juntamente com a Catalogus dar continuidade ao festival com a realização da sua segunda edição como forma de estabelecer uma marca da cooperação cultural entre os nossos países”, afirmou.
A diplomata referiu que o festival procura estimular a reflexão sobre os espaços urbanos e os desafios da sustentabilidade através da arte e da cultura.
“Com este festival pretendemos continuar a reflectir sobre os espaços que habitamos, sobre soluções sustentáveis para o futuro das nossas cidades e sobre as formas como a cultura lhes atribui significado através de debates, conversas, imagens, música e todas as formas de expressão artística”, declarou.
Teresa Orjales destacou igualmente uma das principais novidades desta edição: a extensão da programação à cidade da Matola.
“Esta edição traz uma grande novidade que é a viagem à cidade da Matola para ocupar novos espaços e oferecer ao público uma nova experiência de encontros, diálogos, conhecimento e expressão artística”, referiu.
Sob o lema de repensar a cidade a partir de múltiplos olhares, o Festival CIDADE NAS MÃOS propõe uma programação itinerante que explora questões ligadas à cultura, ao clima, à tecnologia e à arquitectura, promovendo o diálogo entre diferentes saberes e experiências urbanas.
A programação da segunda edição inclui ainda uma forte componente formativa, com workshops, palestras e visitas guiadas destinadas a estudantes e jovens, reforçando o compromisso do festival com a educação cultural e a construção de novas formas de pensar e habitar as cidades.
A abertura oficial foi antecedida pela inauguração da exposição fotográfica “Asas Urbanas”, do fotógrafo Adelium Castelo, que integra a programação artística do festival.
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Maputo acolhe Semana da Dança 2026 com artistas de vários países
A Cidade de Maputo prepara-se para acolher, de 21 a 27 de Setembro, a Semana da Dança 2026, uma iniciativa que vai reunir artistas, curadores, programadores, investigadores e outros profissionais das artes performativas de diferentes países e continentes.
O evento tem como objectivo promover a formação, experimentação artística e intercâmbio entre artistas e comunidades, através de workshops, encontros, partilhas de processos criativos, fóruns de debate e performances. Nesta edição, estarão representados países como África do Sul, Brasil, Costa do Marfim, França, Itália, Portugal, República Democrática do Congo e Tanzânia, numa programação que inclui mais de 20 apresentações performativas, workshops e fóruns.
As actividades vão decorrer em diferentes espaços culturais e comunitários da Cidade de Maputo e arredores, incluindo a Associação Cultural Casa Velha, Centro Cultural Franco-Moçambicano, Estúdio Mugangueni, em Macaneta, Paços do Município de Maputo, além de espaços não convencionais nos bairros da Polana Caniço.
Workshops promovem reflexão e formação artística
Entre os destaques da programação estão os workshops, que vão abordar temas ligados à profissionalização das artes cénicas, à curadoria a partir do território e à cenografia urbana.
Os encontros pretendem criar espaços de debate e experimentação entre profissionais, artistas em formação, estudantes e amantes da cultura, contribuindo para o reforço das competências dos fazedores das artes e para o desenvolvimento das Indústrias Culturais e Criativas.
Maputo acolhe Estação do Fórum da Bienal de Lyon
A Semana da Dança 2026 inclui ainda o Fórum – Estação Maputo, uma iniciativa da Bienal de Lyon que promove a criação de estações em diferentes territórios como espaços de encontro, reflexão e intercâmbio entre profissionais das artes performativas.
Em Maputo, a estação vai reunir artistas, curadores, programadores, investigadores e outros agentes culturais para discutir práticas, partilhar experiências e fortalecer redes de colaboração, com enfoque na dança contemporânea e nas artes performativas.
1 KM DE DANÇA leva a dança para as ruas
Outro destaque será o 1 KM DE DANÇA, uma iniciativa artístico-cultural que transforma um percurso de um quilómetro num circuito de dança, aproximando artistas e público através do movimento e da ocupação do espaço.
A iniciativa, implementada em Pantin, França, pela CND, e também realizada noutros países, convida artistas e público a percorrerem um quilómetro marcado por diferentes momentos de dança. Em Maputo, a proposta pretende valorizar as histórias, memórias e características dos lugares, criando uma experiência colectiva entre o corpo, o movimento e o espaço urbano.
Ao longo de uma semana, a Semana da Dança 2026 pretende colocar Maputo no centro de uma programação dedicada à dança e às artes performativas, criando oportunidades de aprendizagem, criação, diálogo e intercâmbio entre artistas nacionais e internacionais.
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Énia Lipanga lança livro para Crentes Lerem Escondido
A escritora moçambicana Énia Lipanga lança, esta segunda-feira, em Maputo, o seu mais recente livro, Para Crentes Lerem Escondido, numa iniciativa da Ethale Publishing. O lançamento terá lugar às 17h30, no Camões – Centro Cultural Português.
A obra aborda questões relacionadas com a fé, convicções, experiências individuais e os silêncios construídos em torno de determinados temas. Através de uma abordagem reflexiva e provocadora, a autora propõe ao leitor um espaço para questionar certezas e confrontar assuntos que nem sempre são discutidos publicamente.
O título do livro parte de uma provocação sobre a relação entre fé, leitura e aquilo que é considerado aceitável dentro de determinados espaços religiosos e sociais. A partir desta perspectiva, Énia Lipanga leva para a literatura inquietações e experiências que procuram estimular o debate e a reflexão.
O programa de lançamento será apresentado por Elton Pila e contará com um momento musical de Yadah Angel e uma declamação de Negro. A cerimónia será conduzida por Leia Chingubo, como mestre de cerimónias.
O evento decorre no Camões – Centro Cultural Português, na Avenida Julius Nyerere, n.º 720, em Maputo, e é aberto ao público. Com o lançamento, a Ethale Publishing dá continuidade à publicação de obras de autores moçambicanos e de narrativas que procuram contribuir para o debate sobre a sociedade e a literatura contemporânea.
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MC Roger e Mauro Flow preparam o próximo hit do verão
MC Roger e Mauro Flow preparam uma nova colaboração musical que deverá chegar acompanhada de um videoclipe, numa parceria que junta uma das figuras históricas da música moçambicana a um dos nomes em ascensão na cena do Kompa.
A novidade foi avançada nas redes sociais, onde os dois artistas aparecem juntos em Maputo, numa imagem que antecipa o lançamento do novo trabalho. Publicações sobre a parceria indicam que a música e o respectivo videoclipe deverão ser disponibilizados brevemente nas plataformas digitais.
A colaboração coloca frente a frente duas gerações distintas da música nacional. MC Roger, nome artístico de Rogério Dinis, construiu uma carreira de várias décadas, com sucessos como “Em Maputo Me Sinto Bem”, “Tu És Bela”, “Mexe Esse Mambo”, “Zagaza” e “Patrão é Patrão”. O artista também tem no seu percurso colaborações com nomes como Mr. Arssen, Doppaz e Ziqo.