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Revelado motivo que fez Clemente não vencer na Media Club
Clemente Carlos acusa Media Club de vestir a camiseta do partido
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O jornalista moçambicano Clemente Carlos, conhecido por suas críticas ao sistema governamental de Moçambique, manifestou indignação nas redes sociais após a cerimônia de premiação do Prêmio Comunicador Digital Influente.
Segundo Clemente, foi convidado para a gala com a convicção e confirmação de que seria o vencedor da categoria. No entanto, para sua surpresa e decepção, o prêmio foi entregue a outra pessoa. Clemente sugere que o resultado pode ter sido manipulado devido à sua postura crítica em relação ao governo, insinuando uma possível retaliação política.
A alegação de Clemente Carlos levanta questões sobre a transparência e a imparcialidade do processo de premiação. A situação tem repercutido nas redes sociais e entre seus seguidores, muitos dos quais expressaram solidariedade e apoio ao jornalista.
Este incidente ressalta as tensões entre jornalistas críticos e as instituições moçambicanas, trazendo à tona o debate sobre a liberdade de expressão e a influência governamental em premiações e reconhecimentos públicos no país.
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Moçambique participa no Festival Souffle com delegação de mais de 20 profissionais das artes
Moçambique está representado na 7.ª edição do Festival Souffle o.I., também conhecido como Breath of the Isle #7, que decorre de 27 de Outubro a 15 de Novembro de 2026, na Ilha da Reunião.
A delegação nacional integra mais de 20 profissionais das artes, entre bailarinos, coreógrafos, músicos, técnicos e produtores, numa participação que promove a circulação internacional da criação artística moçambicana e reforça a cooperação cultural no espaço do Oceano Índico.
Organizado pelo Lalanbik – Centro de Desenvolvimento Coreográfico Nacional do Oceano Índico, o festival tem como tema desta edição “Lamayaz” e reúne mais de 150 artistas do Chile, das Comores, da Europa, do Quénia, de Madagáscar, das Maurícias, de Maiote, de Moçambique e da Ilha da Reunião.
A programação contempla 24 espectáculos, apresentados em diferentes localidades da ilha, nomeadamente Saint-Pierre, Saint-Benoît, Saint-Leu, Saint-Denis e L’Étang-Salé. Entre as propostas moçambicanas em destaque está Dzudza, do coreógrafo Idio Chichava.
O programa inclui igualmente Vejo Anjos, de Lulo Sala, e Face Silenciada, apresentada pelas artistas Açucena Chemane e Cristina Matola. A estas criações juntam-se Madla Bidjana, de Osvaldo Passirivo, e uma actuação musical de May Mbira.
Para além dos espectáculos, o festival promove 13 oficinas práticas, três biotopos coreográficos, sob a designação Ron Kozé, e um dia dedicado aos gestos e às assinaturas tradicionais.
Neste âmbito, os artistas moçambicanos também orientam oficinas de dança dirigidas a participantes de diferentes faixas etárias, criando oportunidades de aprendizagem, partilha de experiências e intercâmbio cultural com as comunidades locais.
A participação moçambicana é organizada pela Yodine Produções e resulta de um trabalho de articulação com parceiros regionais, no âmbito da integração do KINANI na rede IOCAN, uma plataforma de cooperação que promove o intercâmbio entre estruturas culturais e artistas da região do Oceano Índico.
Esta presença representa mais um passo na internacionalização das artes performativas moçambicanas, ampliando a visibilidade dos artistas nacionais e criando oportunidades para novas colaborações, circulação de obras e desenvolvimento de projectos conjuntos.
A iniciativa destaca ainda o contributo dos diferentes profissionais envolvidos na cadeia de produção artística, reforçando a importância da cooperação e da profissionalização do sector cultural.
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Stewart Sukuma & Banda Nkhuvu apresentam espectáculo “VISÃO” no CCFM
O músico moçambicano Stewart Sukuma e a Banda Nkhuvu apresentam, esta sexta-feira, 6 de Novembro as 20h, o espectáculo “VISÃO” uma viagem entre a memória, o presente e o futuro”, na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo.
O concerto contará com a participação especial de José Barata, numa apresentação propõe uma viagem musical que cruza diferentes tempos e experiências, tendo a música como ponto de encontro entre a memória, a identidade e as perspectivas de futuro.
A noite será também marcada pelo lançamento do Songbook Stewart Sukuma, uma publicação dedicada ao repertório do músico.
Os bilhetes estão disponíveis na plataforma Tabater, com preços de 800 meticais (normal), 700 meticais (Clube Cultural) e 300 meticais para estudantes, estes últimos limitados aos primeiros 50 bilhetes físicos.
A venda física decorre no CCFM, a partir de 4 de Novembro, entre as 9h e as 14h e das 15h às 18h.
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Énia Lipanga leva poesia moçambicana a Festa Literária Internacional de Maricá
A poeta moçambicana Énia Lipanga participa, esta semana, na Festa Literária Internacional de Maricá, no Brasil, onde integra a programação do Festival Língua ao Mar, um espaço de encontro e partilha entre escritores e diferentes vozes da literatura de língua portuguesa.
No dia 5 de Novembro, a autora estará na mesa de conversa “A Novíssima África”, ao lado do escritor angolano Kalaf Epalanga e de Vanessa Yetu, para uma reflexão em torno da literatura, identidade e das diferentes vozes dos países africanos de língua portuguesa.
Autora de quatro obras poéticas, Énia Lipanga tem utilizado a literatura como instrumento de intervenção social, com destaque para a defesa dos direitos das mulheres e a inclusão de pessoas com deficiência.
Em 2025, publicou Sob a Capulana do Destino e Outros Escritos, uma obra de prosa que reúne histórias sobre as vivências, identidades e realidades de mulheres moçambicanas.
Importa referir que a escritora foi também a única mulher africana semifinalista do Prémio Oceanos 2026.