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Realizadores moçambicanos levam “Peace Hunter” a competição internacional de cinema com inteligência artificial
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Os realizadores moçambicanos Michel William e Marco Ibrahimo estão entre os participantes da Artlist Studio Challenge, uma competição internacional promovida pela plataforma Artlist, que desafia criadores de todo o mundo a desenvolverem conceitos de séries ou filmes produzidos integralmente com recurso à inteligência artificial.
A iniciativa reúne realizadores, argumentistas e criadores digitais de diferentes países, oferecendo ao projeto vencedor financiamento para transformar a sua proposta numa produção completa.
Entre os concorrentes destaca-se “Peace Hunter” (Caçador da Paz), um teaser concebido pelos dois cineastas moçambicanos e inspirado numa história verídica.
A obra acompanha a jornada de um homem que perde tudo aquilo que deveria proteger. Mesmo diante da dor e da devastação, continua a caminhar, atravessando fronteiras físicas e emocionais, memórias do passado e a incessante procura por algo que o mundo insiste em afirmar que não existe: a paz.
O teaser apresenta uma narrativa visual intensa, construída a partir de cenas que se desenrolam numa aldeia marcada por conflitos, perdas e desafios humanos profundos. As imagens exploram temas como deslocação, sobrevivência, esperança e resiliência, oferecendo ao público uma reflexão sobre as consequências dos conflitos e a busca pela reconciliação.
Para a produção do teaser, Michel William e Marco Ibrahimo recorreram a ferramentas avançadas de inteligência artificial, explorando novas possibilidades criativas para a construção de cenários, personagens e ambientes cinematográficos. O resultado demonstra como as tecnologias emergentes podem ser utilizadas para contar histórias relevantes e socialmente impactantes, sem perder a sua dimensão humana e artística.
A participação dos dois realizadores representa também um marco para a presença moçambicana em plataformas internacionais dedicadas à inovação audiovisual. Num momento em que a inteligência artificial está a transformar os processos de criação artística em todo o mundo, projetos como “Peace Hunter” mostram o potencial dos criadores moçambicanos para integrarem debates globais sobre o futuro do cinema e da narrativa visual.
Mais do que uma competição, a Artlist Studio Challenge constitui uma oportunidade para que histórias locais alcancem audiências internacionais. Com “Peace Hunter”, Michel William e Marco Ibrahimo procuram demonstrar que experiências vividas em comunidades africanas podem gerar narrativas universais, capazes de sensibilizar públicos de diferentes culturas e geografias.
Caso seja selecionado como vencedor, o projeto poderá receber financiamento para a produção da obra completa, permitindo que a história ganhe uma nova dimensão e alcance um público ainda mais amplo. Enquanto isso, o teaser já se afirma como uma demonstração da criatividade, inovação e capacidade técnica de uma nova geração de realizadores moçambicanos que explora as fronteiras entre cinema, tecnologia e storytelling.
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Twenty Fingers entre os melhores músicos de Moçambique
O músico moçambicano Twenty Fingers está entre os finalistas da categoria de Melhor Artista Masculino nos MyMuze Awards, iniciativa promovida pela plataforma de entretenimento da Vodacom Moçambique.
O reconhecimento volta a colocar o artista entre os nomes mais influentes da música nacional, numa altura em que continua a conquistar espaço dentro e fora do país com os seus sucessos.
Conhecido pela sua versatilidade e forte presença nas plataformas digitais, Twenty Fingers tem vindo a afirmar-se como uma das principais referências da música moçambicana contemporânea.
Na mesma categoria concorrem ainda os artistas Cleyton David, Az Khinera, Mr Bow e Hernâni, nomes que também têm marcado o panorama musical moçambicano nos últimos anos. Os prémios celebram os artistas e conteúdos mais consumidos na plataforma MyMuze ao longo do último ano.
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TP50 regressa ao palco com “Gala Gala Matreco”
O colectivo TP50 volta a apresentar, amanhã, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo, o espectáculo musical “Gala Gala Matreco”, com duas sessões marcadas para as 10h30 e 15h00.
Inspirada na obra “Os Saltimbancos”, de Chico Buarque, a peça conta com texto de Mia Couto e direcção musical de Sérgio Castanheira e Cheny Wa Gune. O espectáculo traz de volta personagens já conhecidas do público, como o Burro, o Cão, a Galinha e a Gata, agora acompanhadas pela nova personagem Gala-Gala Matreco.
A peça promete entreter crianças e adultos através da música, dança e teatro, transmitindo mensagens de esperança e valorizando a cultura moçambicana. Nesta reposição, o TP50 e o Centro Cultural Franco-Moçambicano, em parceria com o Museu Mafalala, vão oferecer centenas de bilhetes a crianças do bairro da Mafalala, reforçando o acesso à cultura e à inclusão social através das artes.
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Radjha Aly encanta multidão do Bushfire com música moçambicana
O anfiteatro do Festival Bushfire revelou-se pequeno para acolher a multidão que acorreu à actuação do músico moçambicano Radjha Aly, um dos grandes destaques da 19.ª edição do festival, em Eswatini.
Com uma performance vibrante e carregada de energia, o artista conquistou públicos de várias nacionalidades ao levar ao palco ritmos tradicionais do Norte e Centro de Moçambique, como Utse, Mapiko e Chacacha, numa celebração da riqueza cultural moçambicana.
Durante o espectáculo, Radjha Aly apresentou igualmente temas do seu primeiro álbum de originais, “Ninee”, lançado recentemente. Em entrevista à Rádio Moçambique, o músico destacou que a presença de artistas nacionais no Bushfire representa uma oportunidade para projectar a cultura moçambicana além-fronteiras, defendendo que o país possui uma identidade cultural forte e capaz de competir nos maiores palcos do mundo.
O artista aproveitou ainda a ocasião para apelar aos empresários moçambicanos a investirem mais na cultura e nos músicos nacionais, considerando esse apoio essencial para o fortalecimento da indústria criativa e para a criação de condições que permitam ao país acolher festivais de dimensão internacional.
Com uma actuação memorável e forte interacção com o público, Radjha Aly deixou a sua marca no Bushfire 2026, cuja próxima edição já foi anunciada para os dias 28, 29 e 30 de Maio de 2027, ano em que o festival celebrará 20 anos.