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Portugal prepara-se para homenagear Azagaia sem gás lacrimogêneo
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Azagaia, nome artístico de Edson da Luz, será homenageado em Portugal, Lisboa, como reconhecimento pelos seus feitos durante sua existência. Contudo, a homenagem não se limitará apenas à celebração do artista de intervenção social, mas também terá como objetivo a arrecadação de fundos em benefício de sua família.
No evento, que acontecerá na próxima semana, dia 06 de Abril, mais de 10 artistas subirão ao palco, incluindo Valete, MCK, Phoenix RDC, Prodígio, Mirza e Paulo Flores, entre outros. Valete e MCK eram alguns dos artistas com quem Azagaia tinha laços artísticos mais fortes, compartilhando abordagens semelhantes em suas composições. A música “Países do Medo” é um exemplo da união desses artistas.
De modo geral, Azagaia também foi homenageado em outros países africanos, como Angola e Guiné, por meio de várias formas de expressão artística, como o grafismo e a música. Recentemente, o rapper angolano Kid Mc lançou um single intitulado “Para sempre Azagaia” para enaltecer a figura revolucionária de Azagaia.
É importante salientar que Azagaia faleceu no dia 09 de Março de 2023, sendo essa data celebrada anualmente como o Dia do Rap Nacional em sua homenagem. Logo, sua contribuição para a música e para a luta social continuará a ser lembrada e celebrada por muitos anos.
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Francisco Noa revisita a literatura colonial sobre Moçambique
O ensaísta, crítico literário e professor universitário Francisco Noa apresenta uma nova obra que revisita a literatura colonial sobre Moçambique, propondo uma leitura crítica das narrativas construídas durante esse período.
Na publicação “Impérios, Mitos e Miopia: Moçambique como Invenção Literária”, o autor analisa como a literatura colonial contribuiu para a construção de imagens distorcidas sobre Moçambique e o continente africano. Essas representações, muitas vezes marcadas por ideias de superioridade cultural e civilizacional, ajudaram a consolidar estereótipos e hierarquias que ainda hoje influenciam percepções.
A obra tem como principal objectivo desconstruir mitos e questionar as narrativas herdadas, mostrando de que forma o passado colonial continua a reflectir-se no presente. Ao revisitar esses textos, Noa convida o leitor a uma reflexão crítica sobre memória, identidade e poder.
Este livro posiciona-se como uma referência importante para estudiosos de literatura, memória colonial e estudos pós-coloniais, oferecendo ferramentas analíticas para compreender as dinâmicas históricas e culturais que moldam o olhar sobre África.
Natural de Inhambane, Francisco Noa é ensaísta, investigador e professor universitário, com uma vasta obra publicada na área da crítica literária e dos estudos africanos.
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Case Buyakah apela aos jovens para a honestidade e identidade
O artista moçambicano Case Buyakah lançou recentemente o videoclipe da música “Outra Maneira”, obra que integra o seu último álbum, “O Embaixador”, disponibilizado em 2023.
Nesta faixa, Case reforça a sua posição interventiva, dirigindo um apelo aos jovens para que trilhem caminhos autênticos.
“Outra Maneira” destaca-se por transmitir uma mensagem directa, incentivando-os a assumirem quem são, sem cederem a pressões externas ou a modelos impostos pela sociedade.
A sonoridade é assinada pelo produtor Lydasse GMT, enquanto o videoclipe foi produzido pela Case Graphics.
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“A música alimenta-me e mantém-me jovem”, Mingas
Em roda de conversa na Fundação Fernando Leite Couto, ocorrida no ano passado, a cantora Mingas revelou que um dos segredos da sua juventude está na música.
Para a cantora, a música é muito mais do que entretenimento ou uma profissão; é a força vital que a mantém “viva” e ligada ao público.
“Alimenta-me bastante perceber que a música toca muitas pessoas”, revelou.
Mas, nem tudo tem sido um mar de rosas; houve momentos em que a cantora pensou em desistir da música, pelas incertezas da sustentabilidade.
“Há vezes (que) começa a perguntar: será que vou conseguir alimentar-me a mim e à minha família por mais uns tempos?”, conta.
A cantora revela que só se manteve pelas pessoas que sempre se aproximaram e mostraram o impacto das suas composições nas suas vidas.
Elisa Domingas Salatiel Jamisse, ou simplesmente Mingas, é autora de sucessos como Mamana, Nwêti, A Va Saty Va Lomu.