Cultura
Paulina Chiziane já não precisa recarregar
- Share
- Tweet /var/www/wptbox/wp-content/plugins/mvp-social-buttons/mvp-social-buttons.php on line 67
https://xigubo.com/wp-content/uploads/2022/05/Paulina-chizane-e1652122779847-1000x600.jpg&description=Paulina Chiziane já não precisa recarregar', 'pinterestShare', 'width=750,height=350'); return false;" title="Pin This Post">
A escritora moçambicana Paulina Chiziane, vencedora do Prémio Camões 2021, o galardão literário de maior prestígio atribuído aos escritores de língua portuguesa, foi homenageada recentemente pela empresa de telefonia Moçambique Telecom (Tmcel).
O reconhecimento, está inserido no âmbito das acções de responsabilidade social corporativa da empresa, e com o acto visa, igualmente, incentivar e estimular o gosto pelas artes e letras no seio dos cidadãos, com destaque para os jovens, através do patrocínio à publicação, divulgação e promoção das obras dos artistas.
Segundo explicou o presidente do Conselho de Administração da Tmcel, Mahomed Rafique Jusob, aos meios de comunicação, a homenagem, é uma forma também de exaltar as artes e letras moçambicanas, uma vez que a escritora é de reconhecimento nacional e internacional, por conta do trabalho que tem feito a favor da literatura moçambicana, o que deixa numa posição respeitosa, que a levou a ser distinguida com o Prémio Camões 2021, tornando-se a primeira mulher africana a obter tal distinção.
Por sua vez, Paulina Chiziane, visivelmente emocionada, agradeceu o gesto da Tmcel, empresa que considera sua parceira desde o primeiro momento, quando muitos não acreditavam no poder da sua obra, muito menos no impacto que esta poderia ter, no país e no mundo.
Durante a cerimônia, a Tmcel atribuiu a Paulina Chiziane um diploma de mérito e um telemóvel com número vitalício, sem custos no uso de voz e dados dentro do país, e não só, ofereceu exemplares das suas obras à Escola Primária Completa a Luta Continua, localizada no centro da Cidade de Maputo, como forma de promover a leitura aos petizes.
Paulina, nasceu em 1955, em Manjacaze, província de Gaza,e em 1990 tornou-se a primeira mulher a publicar um romance em Moçambique, “Balada de Amor ao Vento”. Durante a sua trajectória, publicou também “Ventos do Apocalipse”, “O Alegre Canto da Perdiz”, “As Andorinhas”, “Na Mão de Deus”, “Por Quem Vibram os Tambores do Além”, “Ngoma Yethu: O Curandeiro e o Novo Testamento”, “O Canto dos Escravos” e “Niketche”. Em 2022, lançou, em conjunto com Dionísio Bahule, o livro “A voz do Cárcere”, um relato dos reclusos, sem contar com suas colaborações em outras áreas, como o canto.
Cultura
Yumiko Yoshioka apresenta “Before the Dawn” no Franco-Moçambicano
A coreógrafa e bailarina japonesa Yumiko Yoshioka apresenta na quarta-feira, 22 de Abril, às 18h30, no Auditório do Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, o espectáculo de dança contemporânea “Before the Dawn”.
A peça propõe uma experiência sensorial, em que o corpo em movimento se transforma continuamente, criando imagens, memórias e figuras que transitam entre o sonho e a realidade. Em palco, a artista constrói um universo dinâmico, marcado por mutações constantes e pela expressão corporal.
O espectáculo convida o público a mergulhar num jogo de luz e escuridão, explorando os limites entre o real e o imaginário.
Cultura
Contos de Mia Couto entre os melhores do mundo
O escritor moçambicano Mia Couto foi selecionado para integrar uma prestigiada coletânea internacional de contos lançada pela editora Penguin Random House. A obra, intitulada The Penguin Book of the International Short Story, reúne textos considerados entre os mais marcantes da ficção curta mundial.
Na antologia, Mia Couto participa com o conto “A Guerra dos Palhaços”, originalmente publicado no livro Estórias Abensonhadas. A versão em língua inglesa foi traduzida por Eric M.B. Becker, ampliando o alcance internacional da narrativa.
A coletânea reúne ainda nomes de grande destaque da literatura contemporânea, como Haruki Murakami, Olga Tokarczuk e Mo Yan. O espaço lusófono conta também com a presença da brasileira Carol Bensimon, com o conto “Faíscas”.
Vencedor do Prémio Camões em 2013, Mia Couto é amplamente reconhecido como um dos maiores nomes da literatura moçambicana, com obras traduzidas para diversas línguas e presença consolidada no panorama literário internacional.
Cultura
“Vhana Vha N’wetì” leva fusão de jazz internacional ao CCFM
O projecto musical “Vhana Vha N’wetì – Filhos da Lua” sobe ao palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo, este sábado, 18 de Abril, às 20h, no âmbito da 8ª edição do Jazz no Franco.
A iniciativa junta músicos de Moçambique, Finlândia e Noruega, num espectáculo que cruza diferentes tradições musicais, jazz contemporâneo e improvisação, tendo a Lua como símbolo de ligação entre culturas e geografias distintas.
Mais do que um concerto, trata-se de uma proposta de criação colectiva, onde artistas de diferentes origens partilham experiências sonoras e constroem em palco uma fusão musical marcada pela liberdade criativa e pela experimentação.
O elenco conta com nomes como o baterista moçambicano Deodato Siquir, o guitarrista Hélder Gonzaga, o saxofonista finlandês Pekka Pylkkänen e o guitarrista norueguês Steinar Aadnekvam, entre outros músicos que completam o projecto.