E como dizem os velhos ditados, “quem trabalha recebe”, e “Tudo tem o seu tempo”. Com a escritora moçambicana Paulina Chiziane não foi diferente, de tal forma que conquistou o prémio da trigésima terceira edição do maior prémio de literatura de língua portuguesa “Camões”, colhendo desta forma tudo que plantou desde o lançamento do romance “Balada de Amor ao Vento”, sua primeira obra.
Segundo uma nota informativa veiculada no canal internacional RTP (Rádio e Televisão Portuguesa), o júri responsável por atribuir anualmente prémio literário de língua portuguesa “Camões”, para além de reconhecer a qualidade das obras da escritora já publicadas que na sua essência abordam assuntos ligados a problemas da mulher moçambicana e africana, rendeu-se também ao trabalho que realiza na construção de pontes entre a literatura e outras áreas
Com a conquista da contadora de histórias nascida em 1955 em Manjakaze, província de Gaza, e primeira mulher a publicar um romance em Moçambique a dona dos romances como “Balada de Amor ao Vento”, “Niketeche”, Moçambique passa a contabilizar três “Camões”.