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Cultura

Neide Sigaúque vence Moz Slam 2023

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Neide Sigauque

A poetisa e activista social moçambicana Neide Sigaúque conquistou recentemente o título de campeã no Moz Slam 2023, Campeonato Moçambicano de Poesia Falada, realizado na cidade de Maputo.

Tudo aconteceu em uma noite de intensidade poética e talento inigualável, a quinta edição do evento, onde Neide, destacou-se não apenas pela sua eloquência, mas pela capacidade de transmitir emoção e reflexão através de suas palavras.

O evento reuniu finalistas de Maputo, representados por Elton Chone, Luís Ventura, Túlio Muchanga, Calvino Gove, além da própria Neide Sigaúque e Natacha Socre. De Quelimane, nomes como Assane Ramadane, Guerra M. Guerra, Nicolau de Jesus, Lasmim Caminho, Fernando Sozinho e Pereira Tomé que elevaram o nível da competição, apresentando uma diversidade de estilos, temas e paixão pela poesia.

Com uma mistura de ritmos, temas sociais e uma narrativa poética única, o Moz Slam 2023 não apenas celebrou a arte da palavra falada, mas também evidenciou o poder da poesia como uma ferramenta de expressão cultural e social em Moçambique. A vitória de Neide Sigaúque não apenas a consagrou como a melhor poeta do evento, mas também reforçou o papel da poesia como uma voz poderosa na sociedade contemporânea.

Por ter ocupado a primeira posição, Neide, carrega agora consigo, a responsabilidade de representar o país no mundial da poesia que terá lugar na França e no campeonato africano de poesia que terá lugar no Togo.

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Cultura

Nelson Lineu vence 3.º Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil

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O escritor moçambicano Nelson Lineu foi anunciado como vencedor da 3.ª edição do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil, graças à obra Quem ensinou a avó a contar história. O reconhecimento confirma o crescimento e a relevância do autor no panorama literário nacional, sobretudo no segmento dedicado às crianças e jovens.

A obra vencedora destaca-se pela valorização da oralidade, da memória familiar e da importância das histórias na construção das relações entre gerações. O livro acompanha a personagem Olga, que procura ajudar a avó Madalena a redescobrir o hábito de contar histórias, depois da perda do avô Angorete, figura central nas narrativas da família.

Publicado pela Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa e ilustrado por Ídasse Malendza, o livro foi lançado em Maputo no âmbito das celebrações do Dia da Criança. Na altura, Nelson Lineu revelou que o processo de escrita da obra levou vários anos, numa busca por uma linguagem mais rigorosa e sensível para o público infanto-juvenil.

O prémio reconhece anualmente obras que contribuem para o fortalecimento da literatura infanto-juvenil em Moçambique. Nesta edição, Quem ensinou a avó a contar história disputou a distinção com outros quatro títulos finalistas seleccionados pelo júri do concurso.

Licenciado em Filosofia pela Universidade Eduardo Mondlane, Nelson Lineu é professor de Filosofia e História da Arte, membro da Associação dos Escritores Moçambicanos e fundador do Movimento Literário Kuphaluxa. Além da literatura, também trabalhou como argumentista e produtor de conteúdos culturais.

A conquista do prémio representa não apenas um reconhecimento da qualidade literária da obra, mas também um incentivo à produção de conteúdos voltados para a infância, numa altura em que cresce a necessidade de promover a leitura e preservar as tradições orais moçambicanas junto das novas gerações.

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Cultura

Prémios Mozal Artes e Cultura chegam ao fim

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Os Prémios Mozal Artes e Cultura encerraram oficialmente o seu ciclo de actividades após cinco edições de grande impacto no panorama criativo nacional, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas de valorização e promoção das artes em Moçambique.

Lançado em 2018, através de uma parceria estratégica entre a Mozal e a Associação Cultural Kulungwana, o projecto foi criado com o objectivo de impulsionar, reconhecer e dar visibilidade ao trabalho de jovens criadores moçambicanos.

Ao longo das edições realizadas em 2018, 2019, 2023, 2024 e 2025, a iniciativa tornou-se uma referência de excelência no sector cultural, abrangendo disciplinas como artes visuais, fotografia, cinema e audiovisuais, teatro, dança, design de moda e vestuário, e música.

Mais do que um concurso, os Prémios Mozal Artes e Cultura afirmaram-se como um espaço de descoberta e valorização do talento nacional, tendo distinguido 33 artistas com prémios monetários no valor total de 120.000 meticais e nomeado 92 artistas de várias regiões do país, promovendo a diversidade e a representatividade cultural moçambicana.

A Associação Cultural Kulungwana destacou o impacto do projecto e agradeceu à Mozal, aos parceiros e aos artistas pela confiança ao longo dos anos. A instituição anunciou ainda que continuará a promover o legado do projecto através da divulgação de um arquivo de vídeos e entrevistas exclusivas com artistas vencedores, material que servirá como recurso educativo e inspiracional para as novas gerações.

Com o encerramento desta fase, os Prémios Mozal Artes e Cultura deixam um legado significativo na profissionalização e valorização das artes em Moçambique, reforçando a importância de iniciativas que investem no desenvolvimento do sector criativo nacional.

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Cultura

Cine-Teatro Scala procura apoios para chegar ao centenário como referência cultural de Maputo

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O Cine-Teatro Scala, um dos mais antigos e emblemáticos espaços culturais de Maputo, está a procurar apoios para a sua reabilitação, com o objetivo de chegar ao centenário, em 2031, mantendo-se como referência cultural da cidade.

Construído em 1931, o espaço foi o primeiro a exibir filmes sonoros em Moçambique e continua activo com cinema, teatro e dança.

Segundo a gestão do espaço, em declarações citadas pela RTP, o Scala é mais do que uma sala de espetáculos, sendo também um património histórico e cultural da capital moçambicana.

A presidente da associação que gere o cine-teatro, Marieta Manjate, destaca que o edifício mantém a sua traça original e continua a desempenhar um papel importante na preservação da memória cultural.

Apesar da sua relevância, o Scala enfrenta desafios de conservação e precisa de intervenções urgentes na infraestrutura. A poucos anos do centenário, a prioridade da gestão é garantir apoios para a reabilitação do espaço, de forma a assegurar a continuidade das actividades culturais e a preservação deste património histórico, conforme noticiou a RTP.

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