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Município de Maputo sob crítica por gastar 10 milhões de Meticais na festa do Dia da Independência

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O Município de Maputo anunciou um investimento de mais de 10 milhões de Meticais para celebrar o Dia da Independência no próximo 25 de junho, gerando uma confusão sobre a alocação de recursos em meio a desafios urbanos.
A decisão de gastar quase o dobro do valor utilizado na compra de motobombas para alívio das vítimas de inundações está sendo amplamente debatida. O festival, que promete um espetáculo musical com cerca de 30 artistas renomados, foi detalhado pelo vereador da Juventude e Criação de Conhecimento, Nércio Duvane, que destacou parcerias com empresas nacionais para financiar o evento. “Estamos a falar de uma grande estrutura, dos nossos músicos que merecem ter um espaço para apresentar suas criações artísticas”, explicou Duvane.
No entanto, a escolha de destinar uma quantia significativa para festividades levanta questões sobre prioridades em uma cidade que enfrenta problemas urgentes, como inundações e infraestrutura precária. Críticos argumentam que os recursos poderiam ser melhor empregados em soluções duradouras para esses desafios.
Em resposta às críticas, a edilidade defendeu a importância de equilibrar a resolução de problemas com a oferta de lazer e intercâmbio cultural. “O equilíbrio de uma cidade passa necessariamente também por criar espaços de confraternização para que as nossas famílias também possam desfrutar de momentos de lazer, socialização e intercâmbio cultural”, afirmou a administração municipal.
As celebrações, programadas para ocorrer na Praça da Independência das 10h às 20h, terão entrada gratuita e incluirão serviços públicos como emissão de documentos e pagamento de impostos. Apesar das justificativas, o debate sobre a racionalidade do uso de recursos públicos para o evento persiste, refletindo as tensões entre necessidades imediatas e investimentos culturais.

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“Não existe indústria da moda em Moçambique” – King Levi

O consultor de moda moçambicano King Levi, fez uma análise crítica sobre os desafios enfrentados pela moda no país, destacando a falta de uma estrutura organizacional como o maior obstáculo.
Segundo ele citado pela revista Ndzila, Moçambique ainda não possui uma indústria de moda devidamente organizada, o que dificulta o crescimento e a profissionalização do setor.
Para Levi, a solução passa por ampliar o acesso a materiais de qualidade, investir em educação especializada e fomentar o apoio financeiro tanto do governo quanto do setor privado. O consultor defende que, sem esses elementos, a moda moçambicana continuará a enfrentar dificuldades para competir no cenário internacional.
Entre as medidas que poderiam transformar o setor, aponta a reativação das fábricas têxteis no país e a criação de uma universidade especializada em moda. Essas iniciativas, segundo Levi, são essenciais para que Moçambique conquiste reconhecimento global e desenvolva uma indústria sustentável e competitiva.
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Paulina Chiziane defende resgate da identidade moçambicana

Paulina Chiziane defende que a mulher moçambicana deve resgatar suas raízes para preservar sua identidade cultural. Durante uma palestra na Universidade Pedagógica de Maputo, a escritora criticou o uso excessivo de cabelos importados, considerando essa prática uma forma de “auto-colonização” que enfraquece os valores africanos. Para ela, é essencial que as mulheres reconheçam a riqueza da sua própria cultura e parem de se descaracterizar.
A autora de Balada de Amor ao Vento fez um apelo direto às mulheres, destacando a importância do cabelo na história africana. “O cabelo da mulher negra salvou gente, mas vocês acham que ele não presta. Respeitem o vosso cabelo, reconheçam o papel histórico para a libertação humana através do vosso cabelo”, afirmou. Chiziane também incentivou a reflexão sobre como certas escolhas estéticas podem afastar as mulheres de sua verdadeira essência cultural.
Além disso, a escritora ressaltou que a academia tem um papel fundamental na preservação da identidade nacional. Ela encorajou as mulheres a contribuírem para a escrita da história moçambicana, garantindo que as futuras gerações conheçam e valorizem suas origens.
Fonte: O Pais
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Virgem Margarida revolta-se no Scala

O filme de ficção Virgem Margarida será exibido nesta quinta-feira (05) no Cine Teatro Scala, na cidade de Maputo, às 18h.
Com duração de 90 minutos, o filme Virgem Margarida retrata um cenário vivido no pós-independência (1975), em que as prostitutas eram levadas para um campo de reeducação na zona norte do país, concretamente na província de Niassa.
Margarida, uma jovem simples, é enviada por engano para o campo de reeducação, onde enfrenta várias dificuldades.
O filme será exibido no âmbito das comemorações do mês da mulher moçambicana, e Margarida “ilustra” a vida de muitas mulheres que, devido às dificuldades que enfrentam, acabam vendo a prostituição como a solução para seus problemas. O filme foi lançado oficialmente em 2011.
Virgem Margarida é uma obra do cineasta luso-moçambicano Licínio de Azevedo, que já ganhou vários prêmios, incluindo o de Melhor Realizador de Ficção em Los Angeles, com Comboio de Sal e Açúcar.