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Mr. Bow continua a ser o “rei” da música, diz Kadabra MC
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O rapper moçambicano Kadabra MC afirmou que Mr. Bow continua a ser o verdadeiro “rei” da música moçambicana, destacando a sua consistência e percurso na indústria.
Conhecido pelas suas performances em batalhas líricas e pelo freestyle “Toda gente sabe”, Kadabra MC não hesitou em defender a sua posição, sublinhando que, apesar da diversidade e qualidade de artistas no país, o estatuto de “rei” vai além do talento técnico.
Na sua análise, o rapper reconheceu que Moçambique conta com inúmeros artistas de destaque em vários géneros. No Hip Hop, apontou nomes como Hernâni da Silva, 16 Cenas e Júnior, elogiando a sua capacidade de escrita e performance. Destacou ainda Nikotina KF, que considera estar num nível “assustador”. Ainda assim, observa que grande parte do público continua a atribuir o título de “rei do rap” a Duas Caras.
Apesar destas referências, Kadabra MC defende que o reconhecimento máximo na música resulta de um conjunto de factores, como consistência ao longo dos anos, bagagem artística, posicionamento e uma estrutura sólida dentro da indústria — elementos que, segundo o próprio, colocam Mr. Bow num patamar único.
O rapper destacou igualmente o bom momento de artistas como Twenty Fingers, Justino Ubakka e Nelson Tivane, reconhecendo o talento e o impacto de cada um no panorama actual.
Num tom directo, Kadabra MC fez ainda questão de esclarecer que as suas declarações não estão associadas a interesses pessoais, mas sim à sua leitura do percurso e influência dos artistas no mercado nacional.
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Chua Nuvunga e Nhez Nguenha revelam sua “Voz de Rua” na casa dos Coutos
Os artistas moçambicanos Chua Nuvunga e Nhez Nguenha juntam-se na exposição “Voz de Rua”, uma mostra que cruza pintura e escultura para explorar diferentes formas de representar o corpo, a liberdade, o desejo e a condição humana.
A exposição está patente desde 5 de agosto e segue aberta ao público até 28 de agosto.
A mostra reúne pinturas sobre tela de Nhez Nguenha e esculturas em madeira e metal de Chua Nuvunga, colocando em diálogo dois percursos artísticos distintos, mas com pontos de encontro na forma como abordam questões humanas e sociais.
Na pintura de Nhez, destacam-se as cores intensas, o rigor do acabamento e a atenção ao detalhe. As obras combinam elementos abstractos e figurativos, criando ambientes onde aves, instrumentos musicais e outros símbolos remetem para a liberdade, o desejo, a utopia e a incerteza.
Já Chua Nuvunga transforma essas ideias em matéria. Através da madeira e do metal, o artista cria esculturas que exploram corpos fragmentados, transformação e união, convidando o público a imaginar as histórias por detrás de cada peça.
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Neyma usa a Marrabenta para reforçar o aleitamento materno
Teve início, a 1 de Agosto, a Semana Mundial do Aleitamento Materno. Para assinalar a efeméride, a cantora moçambicana Neyma recuperou a canção “Leite Materno”, reforçando a sensibilização da sociedade para a importância da amamentação.
A canção enquadra-se nas actividades que a cantora desenvolve enquanto embaixadora da UNICEF em Moçambique, cargo que exerce desde Novembro de 2014.
“O leite materno é precioso e é o melhor do mundo nos primeiros seis meses de vida do bebé”, reforça a artista na publicação.
A Semana Mundial do Aleitamento Materno decorre este ano sob o lema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona.”
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Gilberto Mendes anuncia Gungu Cinema e reflecte sobre a morte da cultura
O actor e empresário cultural Gilberto Mendes anunciou uma resposta concreta para a valorização da sétima arte em Moçambique: o Gungu Cinema.
O anúncio surge na sequência do encerramento temporária da Nu Metro, a última sala de cinema em actividade em Maputo, depois de vários internautas terem apelado a Mendes para avançar com a criação de um cinema.
A resposta do actor foi acompanhada por uma reflexão sobre o estado da cultura moçambicana, na qual defende que o declínio cultural começou muito antes da actual situação das salas de exibição.
Mendes recorda o desaparecimento gradual de bandas, a redução da actividade teatral, o enfraquecimento de instituições culturais, como a Companhia Nacional de Canto e Dança, o desaparecimento de salas de cinema e o afastamento da literatura do quotidiano dos moçambicanos.
Para Gilberto Mendes, a cultura deixou de ser encarada como um bem essencial para a formação da sociedade e, como consequência, surgiram problemas como a perda de civismo, o empobrecimento do debate público, a degradação do uso da língua portuguesa e a crescente valorização de conteúdos superficiais nas plataformas digitais.
Com o Gungu Cinema, Gilberto Mendes poderá ampliar a sua contribuição para a preservação e promoção da cultura cinematográfica nacional, num momento em que a discussão sobre o futuro das salas de cinema ganha força no país.