Cultura
Moreira Chonguiça participa na 14ª Conferência da African Society of International Law
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O internacionalmente aclamado saxofonista, etnomusicólogo, produtor, compositor e arranjista, estratega e conceptualizador de marketing, criador de conteúdos, e empreendedor cultural moçambicano Moreira Chonguiça vai participar na 14ª Conferência da Sociedade Africana de Direito Internacional (AfSIL) que terá lugar em Maputo nos dias 17 e 18 de Outubro (Sexta-feira e Sábado).
Moreira Chonguiça irá debater a diplomacia cultural e o papel das artes na promoção do diálogo, da dignidade e do Estado de direito em todo o continente.
Sob o tema da Conferência “ÁFRICA, CULTURA e DIREITO INTERNACIONAL”, Chonguiça participará numa conversa instigadora intitulada “INDÚSTRIAS CRIATIVAS DE ÁFRICA: NAVEGANDO MERCADOS GLOBAIS E CAPTANDO VALOR”, na Sexta-feira, 17 de Outubro de 2025, no Southern Sun Hotel, Maputo.
A conversa terá a moderação da Senhora KIKE ALUKO WAHUTU (Advogada de Entretenimento da Greenberg Traurig LLP e Presidente do Conselho Consultivo da Iniciativa Africana de Economias Criativas da Harvard Law School). Será discutido como a expressão criativa pode humanizar debates políticos complexos, construir pontes entre instituições e comunidades e inspirar um compromisso partilhado com a paz e a justiça.
“O Direito Internacional tem a ver, em última análise, com as pessoas – protegendo os seus direitos, salvaguardando o seu futuro e possibilitando o seu potencial. A música fala essa linguagem sem tradução”, disse Moreira Chonguiça.
“Sinto-me honrado por me juntar a AfSIL na minha cidade natal para explorar a forma como a cultura pode abrir corações, criar espaços seguros para o diálogo e encorajar a liderança ética..”
Sobre Moreira Chonguiça
Moreira Chonguiça é um saxofonista, compositor, produtor e empreendedor cultural moçambicano multi-premiado, conhecido pelo seu Afro-World Jazz que desafia géneros. Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres (França) e artista participante no Dia Internacional do Jazz 2024 da UNESCO em Tangier, Chonguiça lidera colaborações transfronteiriças e programas para jovens através da Fundação Moreira Chonguiça e de iniciativas como a More Jazz Big Band.
A sua discografia inclui lançamentos aclamados como o” Vol 1: The Journey” (que celebra o seu 20.º aniversário em 2025) e “Sounds of Peace”, bem como os seus recentes singles que celebram o património de Moçambique e ligam o público mundial à criatividade africana.
Cultura
Gala-Gala lança “Versos do Pecado”, novo livro de Dyne Silver
A Gala-Gala Edições prepara o lançamento do livro “Versos do Pecado – Poemas, Pensamentos, Pecados”, o segundo livro de autoria de Dyne Silver. Composto por 90 páginas, a obra, como esclarece o título, reúne poemas e pensamentos provocativos, que dialogam, essencialmente, com a religião e a humanidade. O livro será apresentado pelo jornalista Hélder Xavier.
Conforme o autor, “Versos do Pecado” não é um livro que oferece “pecados sem perdão”, ao contrário, oferece “poemas picantes de amor correspondido e poemas de amor deitados no lixo; um pouco de auto-ajuda, intervenção social e misticismo”. Avança ainda o autor na introdução, “não é um daqueles volumes que se deixam na mesa de jantar para impressionar visitas; é um artefacto parte livro, parte Caixa de Pandora; parte luz e parte o espelho que vos devolve o reflexo”.
Por sua vez, Pedro Pereira Lopes, editor da Gala-Gala, aponta que a obra “Versos do Pecado” explora a dualidade humana entre o sagrado e o profano e convida o leitor a um mergulho nas paixões carnais, crises existenciais e paradoxos da fé. O texto desafia convenções ao apresentar o “pecado” não como uma queda, mas como uma dimensão intrínseca e fascinante da experiência humana.O evento do lançamento do livro, que sai pela colecção “Out of The Box”, da Gala-Gala Edições, acontecerá no Ruby, na cidade de Nampula, no dia 8 de Maio, Sexta-feira, com início às 18h30min.
Cultura
Francisco Guita Jr. representa Moçambique em prémio literário lusófono
O poeta moçambicano Francisco Guita Jr. integra a lista de finalistas da 12.ª edição do Prémio Literário Glória de Sant’Anna, reforçando a presença de Moçambique num dos mais relevantes galardões da poesia em língua portuguesa.
O prémio foi atribuído à escritora portuguesa Maria Azenha, com a obra A Casa da Memória, distinguida pela sua abordagem poética centrada na relação entre memória e dor, numa construção que rompe com a linearidade temporal.
Além de Guita Jr., a lista de finalistas inclui autores de vários países lusófonos, reflectindo a diversidade e riqueza da poesia contemporânea no espaço da língua portuguesa.
Instituído em 2012, o prémio distingue anualmente o melhor livro de poesia em língua portuguesa. A cerimónia de entrega da edição de 2026 está marcada para o dia 23 de Maio, em Portugal.
Cultura
Jimmy Dludlu distinguido no “African Award Leaders Excellence” em Angola
O músico moçambicano Jimmy Dludlu foi distinguido, na última terça-feira (28), durante o “African Award Leaders Excellence 2026”, evento realizado na cidade de Luanda, em Angola, numa cerimónia que reuniu líderes africanos de diferentes áreas, reconhecidos pelo seu impacto e contribuição para o desenvolvimento do continente africano.
Jimmy Dludlu subiu ao palco do Epic Sana para receber uma estatueta e um certificado equivalente à categoria de Excelência em Música Jazz Africana. Trata-se de uma distinção que reconhece “o seu percurso notável, pela consistência da sua líderança e pelo impacto significativo das suas acções no desenvolvimento de África e do mundo”.
De acordo com a Luadeira Digital Angola, entidade promotora da iniciativa, a presente distinção celebra não apenas conquistas, mas a capacidade de inspirar, transformar realidades e elevar padrões de excelência nas mais diversas áreas da sociedade.
“Que este reconhecimento simbolize o mérito de uma trajectória construída com visão, coragem e compromisso com o progresso colectivo”, encerra a organização, num texto extraído do Certificado de Distinção atribuído a Jimmy Dludlu.
Ao receber esta homenagem, o artista mostrou-se feliz e grato, afirmando que o reconhecimento representa também uma homenagem colectiva a todos os moçambicanos.
“Agradeço a Deus”, começou Jimmy o seu périplo de agradecimentos, passando pela sua família, “Os Cuambes, e ao povo africano por ter reconhecido o menino de Chamanculo. Khanimambo!”, declarou, numa referência às suas origens e ao bairro onde construiu os primeiros passos da sua trajectória.

Para Jimmy Dludlu, a música sempre foi mais do que arte, assumindo-se como missão, responsabilidade e instrumento de representação africana além-fronteiras.
“O meu sonho sempre foi partilhar o meu talento, os meus conhecimentos e representar o meu continente pelo mundo. É um desafio que todos os dias encaro com muita responsabilidade”, afirmou.
Defensor ferrenho da educação musical e do afro-jazz, o músico sublinhou que a cultura continua a ser uma das maiores expressões de identidade de um povo.
“A música, a cultura em geral, é a bandeira de uma nação, neste caso, a bandeira africana. Sempre acreditei na educação musical e no jazz, porque é uma marca da nossa africanidade”, referiu.
Segundo o artista, construir uma voz própria nunca foi um processo simples, mas foi precisamente essa busca pela autenticidade que moldou a sua carreira. Influenciado por grandes referências africanas como Miriam Makeba, Hugh Masekela, Papa Wemba e George Lee, Jimmy Dludlu encontrou também na sua formação, na Universidade de Ghana, em Legon, elementos essenciais para consolidar a sua identidade artística.
“Não foi fácil, mas fui trabalhando. Muitos artistas de prestígio ajudaram-me e a oportunidade que tive de estar no Norte de África permitiu-me conhecer muitos ritmos daquela região do continente”, assumiu, reconhecendo, a seguir, que essas influências foram fundamentais para encontrar a sua voz africana.
“A nossa juventude tem que acreditar na originalidade, ter a sua própria voz. Eu também, quando estava a começar, inspirei-me nos outros, e isso é normal. Mas a coisa mais importante para mim é o legado e passar o conhecimento para as gerações vindouras”, sublinhou.
A homenagem acontece num ano particularmente simbólico para o músico, que celebra 40 anos de carreira dedicados à música e à afirmação da identidade cultural africana. Para assinalar a data, Jimmy Dludlu prepara uma digressão internacional que terá início em Junho, em Maputo, reunindo em palco artistas de grande referência no continente.
O African Award Leaders Excellence distingue anualmente personalidades africanas que se destacam nas áreas da cultura, liderança, empreendedorismo, inovação e impacto social, promovendo o reconhecimento de figuras que inspiram novas gerações e contribuem para a transformação positiva de África.