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Moçambique destaca-se na 12ª edição do Visa For Music em Marrocos

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Moçambique marcou presença com grande destaque na 12ª edição do Visa For Music, uma das maiores plataformas internacionais dedicadas à música de África e do Médio Oriente. O evento decorreu entre 19 e 22 de Novembro, na cidade de Rabat, Marrocos, reunindo mais de 40 grupos, cerca de 300 artistas e representantes de mais de 35 países.

Este ano, o festival reafirmou-se como um espaço estratégico de circulação artística, criação de oportunidades e fortalecimento das indústrias culturais dos dois continentes. A participação moçambicana foi assegurada através do Festival Azgo e da XHUB – Incubadora de Negócios Culturais e Criativos, tendo o Azgo sido distinguido como Embaixador Cultural do Visa For Music. A distinção reforça o seu papel como uma das principais plataformas de promoção e internacionalização da cultura moçambicana em circuitos globais.

A abertura do festival foi marcada por um espectáculo vibrante de luz, energia e diversidade, com actuações de artistas da Guiné, Costa do Marfim e Marrocos, que animaram o palco com performances representativas da riqueza cultural africana.

A delegação moçambicana integrou Júlia Novela, Directora Geral do Festival Azgo e Directora Executiva do XHUB, que teve participação activa na programação profissional do evento. A sua presença contribuiu para o fortalecimento de redes internacionais, construção de parcerias estratégicas e abertura de novas oportunidades para artistas e agentes culturais nacionais, consolidando a imagem de Moçambique como um polo criativo em expansão e com forte potencial de exportação cultural.

O Visa For Music destacou-se não só como festival, mas também como uma feira profissional de referência, integrando exposições, showcases, encontros de networking, debates, fóruns e sessões de capacitação. Cerca de quarenta artistas foram seleccionados por um júri especializado para actuar em formato de showcase para programadores e público internacional, impulsionando novas possibilidades de circulação artística e cooperação profissional.

A programação desta edição atravessou géneros como música tradicional, folk, jazz, reggae, pop, rap, trap, R&B e electrónica, com DJs e live sessions que reforçaram a pluralidade estética e sonora que caracteriza o evento.

Para Moçambique, a presença no Visa For Music 2025 representou uma oportunidade estratégica para reforçar a visibilidade dos seus projectos culturais no mapa global, ampliar a sua presença nos circuitos internacionais e continuar a projectar a autenticidade da identidade artística nacional além-fronteiras

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Nelson Tivane comemora o dia da Independência com “Tsinana”

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O cantor moçambicano Nelson Tivane anunciou o lançamento oficial do videoclipe da música “TSINANA”, uma colaboração com o artista sul-africano Aymos, alusiva às celebrações do Dia da Independência Nacional, assinalado esta quarta-feira, 25 de Junho.

A novidade foi partilhada pelo músico através das suas redes sociais, onde convidou os fãs a assistirem, comentarem e partilharem o projecto. “Quero ver quem já está a cantar e a dançar TSINANA”, escreveu Nelson Tivane numa publicação marcada pelo entusiasmo e pelo espírito de celebração da cultura moçambicana.

A música junta sonoridades moçambicanas e sul-africanas numa fusão moderna influenciada pelo amapiano, género que continua a dominar as pistas e plataformas digitais na região austral de África.

A colaboração entre Nelson Tivane e Aymos reforça também a crescente ligação artística entre Moçambique e África do Sul, num momento em que artistas dos dois países têm apostado em projectos conjuntos.

Antes do lançamento do videoclipe, “TSINANA” já vinha a ganhar popularidade através do visualizer disponibilizado online, acumulando milhares de visualizações e forte adesão nas redes sociais. O tema tem sido apontado pelos fãs como uma das apostas de Nelson Tivane para este ano, sobretudo pela energia dançante e pela química musical entre os dois artistas.

O videoclipe chega precisamente no Dia da Independência, numa altura em que vários músicos moçambicanos aproveitam a data para celebrar a identidade nacional através da música, da dança e da cultura.

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Lenna Bahule promove show especial da Independência de Moçambique no Brasil

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A cantora moçambicana Lenna Bahule prepara um espectáculo especial para celebrar o Dia da Independência de Moçambique no Brasil, no próximo dia 25 de Junho.

A artista partilhou o anúncio através das suas redes sociais, onde revelou que o evento será inteiramente dedicado à música moçambicana.

Segundo Lenna Bahule, o show vai destacar grandes nomes da música nacional, numa viagem sonora que promete unir diferentes gerações e estilos. Entre os artistas mencionados estão Kapa Dech, Eugénio Mucavele, Gabriel Chiau, Timbila Muzimba, Magid Mussá e Sheila Jesuíta.

A artista explicou que a ideia é criar um ambiente de celebração e valorização da cultura moçambicana junto da comunidade africana e dos apreciadores da música lusófona no Brasil. “Vamos tocar só música moçambicana”, escreveu Lenna, mostrando entusiasmo com a iniciativa que pretende homenagear Moçambique através da arte e da música.

Além do anúncio do espectáculo, Lenna Bahule aproveitou o momento para pedir ajuda aos seguidores na tradução de algumas expressões em línguas moçambicanas presentes em músicas de Eugénio Mucavele e Kapa Dech, reforçando o interesse em preservar e partilhar a riqueza cultural do país além-fronteiras.

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Instalação artística “Dez Primaveras”, de Sue Bejarano inaugura na Fundação Fernando Leite Couto

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“Dez Primaveras”, da artista equatoriana Sue Bejarano, abriu-se ao público nesta terça-feira, dia 23 de Junho de 2026, às 18h00, na galeria da Fundação Fernando Leite Couto. O evento de inauguração será marcado por uma conversa à volta das consequências dos resíduos plásticos na natureza, com a participação do ambientalista Isildo Nhantumbo.

Construída integralmente a partir de garrafas plásticas reutilizadas, “Dez Primaveras” é uma instalação imersiva que convida o público a refletir sobre a presença crescente dos microplásticos nas nossas vidas e nos ecossistemas. Composta por 520 flores suspensas, cada uma representando uma semana de vida humana, a obra traduz visualmente a quantidade estimada de plástico que uma pessoa consome ao longo de dez anos sem o perceber.

As delicadas flores coloridas, que ocupam o espaço do teto ao chão, produzem um ambiente de grande impacto visual. Contudo, por detrás da sua aparente beleza, escondem uma inquietante realidade: ao contrário das flores naturais, estas não irão crescer, reproduzir-se nem nutrir a terra. Permanecerão muito para além da nossa existência, fragmentando-se lentamente em partículas microscópicas que regressam aos nossos corpos através da água, dos alimentos e do ar que respiramos.

Com esta instalação, Sue Bejarano transforma resíduos descartados em matéria poética e crítica, propondo uma reflexão sobre o consumo, a responsabilidade ambiental e as consequências invisíveis da cultura do plástico. A obra evidencia um problema global que afeta todas as sociedades, mas cujos impactos são particularmente sentidos em contextos onde os sistemas de reciclagem e as políticas ambientais permanecem insuficientes.

Natural do Equador, Sue Bejarano desenvolve uma prática artística centrada nas questões ambientais contemporâneas. Influenciada por experiências de vida em três continentes, a artista cria esculturas e instalações a partir de materiais descartados e elementos naturais. O seu trabalho integrou exposições individuais e coletivas no Senegal e encontra-se representado em coleções privadas na Europa, África e América. Actualmente reside e trabalha em Maputo, onde desenvolve novos projectos a partir do seu estúdio.

Será uma oportunidade para o público conhecer uma obra que alia arte, consciência ecológica e experiência sensorial, reforçando o papel da criação artística na promoção de debates urgentes sobre o futuro do planeta.

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