Cultura
Moçambicanos conquistam primeira posição com pintura automotiva na África do Sul
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Alberto Correia, Paulo Jorge, Luwi Stance, Scuarapo e Guezani, inspirados por Malangatana, pintaram um carro que foi merecedor do primeiro lugar no concurso Hotride German X Japan, organizado pela Southside Crew em Johanesburgo, África do Sul.
O destaque do grupo foi a pintura de um automóvel, realizada em apenas 24 horas. Alberto Correia, segundo escreve o jornal O País, sempre teve o desejo de pintar um carro, mas faltava encontrar alguém com coragem para ceder o veículo.
“Assim como o músico Gilson Jamal propôs pintar um saxofone, eu esperava que alguém viesse com a mesma coragem para pintar um carro. Embora este não seja o primeiro carro personalizado em Moçambique, como já fez Malangatana, queríamos mostrar que é possível transmitir energias e sensações através de automóveis”, disse Correia.
O projeto foi desafiador devido ao tempo limitado, mas também inspirador, segundo Correia. “Gazane, o dono do carro, me convidou para me juntar à equipe do Tunning Vibes, para criarmos algo nunca visto antes em competições desse tipo. Trabalhamos por 24 horas seguidas para alcançar um resultado fantástico.”
Após a conclusão, o carro foi levado à África do Sul para uma exposição de carros modificados e artisticamente preparados. “Nos destacamos e ganhamos o primeiro lugar por trazer uma ideia super inovadora e diferente, sendo o único carro pintado à mão no concurso”, contou Correia.
Cultura
Paulina Chiziane distinguida com Prémio Carreira e Legado
A escritora moçambicana Paulina Chiziane foi distinguida, ontem, em Nampula, com o Prémio “Carreira e Legado Moçambique”, em reconhecimento pelo seu contributo para a literatura nacional e pela valorização da identidade cultural moçambicana.
O prémio foi entregue pela secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, durante a Gala Nacional de Turismo, realizada na região de Montes Nairucu, no distrito de Rapale. Na ocasião, Matilde Muocha destacou o papel de Paulina Chiziane como a primeira mulher moçambicana a publicar um romance e uma das vozes mais importantes da literatura africana.
A distinção aconteceu no mesmo dia em que a escritora celebrou o seu 71.º aniversário, a 4 de Junho. Reconhecida pela defesa dos costumes, tradições e da cultura moçambicana nas suas obras, Paulina Chiziane continua a ser uma referência incontornável da literatura nacional.
Cultura
Música e poesia encontram-se em “Suavidade no Grave” no 16NetO
No dia 10 de Junho, às 19h, o Espaço Cultural 16NetO acolhe “Suavidade no Grave” (SNG), uma performance musical que reúne Arnaldo Tembe, Inocêncio Oliveira e N’wantsukunyane Khanyisani numa proposta que cruza música instrumental e poesia falada.
O espectáculo parte do encontro entre dois baixos eléctricos e a palavra poética, explorando as possibilidades expressivas das frequências graves e da oralidade. Em palco, as cordas conduzem o diálogo sonoro, enquanto a poesia acrescenta narrativas, imagens e reflexões que ampliam a experiência de escuta.
Mais do que um concerto, “Suavidade no Grave” propõe um espaço de encontro entre diferentes linguagens artísticas. A música e a poesia surgem como elementos complementares, construindo uma atmosfera marcada pela escuta, pela contemplação e pela intensidade emocional.
A iniciativa junta artistas com percursos distintos, mas unidos pelo interesse em explorar novas formas de comunicação através da arte.
Entre eles destaca-se Arnaldo Tembe, músico, poeta e escritor moçambicano residente em Maputo. Baixista, guitarrista e beatmaker, tem colaborado com diversos artistas da cena nacional e integra projectos como Massoni ka Dhitsuri e Hybrid Band. Paralelamente à música, desenvolve trabalho na literatura, tendo sido distinguido e seleccionado em vários concursos de poesia e conto.
A performance conta ainda com a participação do baixista Inocêncio Oliveira e da poetisa N’wantsukunyane Khanyisani, completando um elenco que faz da palavra e do som instrumentos de criação e diálogo.
Cultura
Malangatana homenageado em mostra de cinema no Scala
A vida, a obra e o legado de Malangatana Valente Ngwenya serão celebrados através do ciclo de cinema “Ao Crepúsculo”, que decorre de 6 a 13 de Junho, às 17 horas, no Cine-Teatro Scala, em Maputo.
Sob o lema “Malangatana: Do Grito da Luta ao Brilho do Legado”, a iniciativa reúne sete filmes dedicados ao percurso artístico e humano de uma das maiores referências das artes moçambicanas.
Organizado pela Associação Cultural Scala, em parceria com a Fundação Malangatana Valente Ngwenya, o evento integra o programa “Memória, Prática e Catarse: Rumo ao Centenário (1936–2036)” e assinala os 90 anos do nascimento do artista.
A abrir o ciclo será exibido o filme “Malangatana Contador de Histórias”, de Joaquim Lopes Barbosa, obra proibida antes do 25 de Abril de 1974 e que nunca chegou a ter estreia comercial.
A programação inclui ainda documentários e filmes de realizadores como Sol de Carvalho, Isabel Noronha e Adrian Pennink, convidando o público a revisitar diferentes momentos da trajectória de Malangatana e a influência que continua a exercer sobre novas gerações de criadores.