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Mia Couto: Ninguém pode se declarar vencedor sem que haja um processo limpo de contagem de votos
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O escritor moçambicano Mia Couto manifestou preocupações sobre as recentes eleições em Moçambique, alegando suspeitas de fraude no processo. Em entrevista à Globo, enfatizou que “ninguém pode se declarar vencedor sem que haja um processo limpo de contagem de votos, legitimado pela sociedade civil”.
Mia revelou também que tem recebido “ameaças veladas” e que foi pressionado a apoiar Mondlane, algo que afirmou categoricamente não fazer. Apesar das advertências de sua própria família para evitar o tema, o escritor declarou: “Minha família me pediu para não falar disso, mas não posso ser censurado pelo medo”.
Antes da entrevista, Mia Couto assistiu a um vídeo contendo ameaças explícitas direcionadas ao escritor angolano José Eduardo Agualusa, seu amigo próximo e colaborador. Agualusa, que reside em Moçambique, compartilha com Mia uma longa parceria criativa, incluindo a peça “A Caixa Preta”, que serviu de base para a animação “Nayola, em busca de minha ancestralidade”, com estreia marcada para o dia 21.
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CCFM recebe concerto que junta Lindigo e Anna Sato
O Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo, acolhe esta quinta-feira, 28 de Maio, às 19h, na Sala Grande, um concerto que junta dois projectos musicais de forte identidade artística internacional: Lindigo, da Ilha da Reunião, e Anna Sato, do Japão.
O espectáculo propõe um encontro entre tradições musicais distintas, num diálogo artístico entre o maloya contemporâneo da Ilha da Reunião e a música tradicional da ilha de Amami, no Japão, criando uma experiência de partilha cultural no mesmo palco.
Liderado por Olivier Araste, o projecto Lindigo é uma das principais referências do maloya contemporâneo, destacando-se pela energia colectiva das suas actuações e pela intensidade rítmica das suas composições, profundamente ligadas às raízes culturais da Ilha da Reunião.
Já Anna Sato é reconhecida como uma das vozes mais expressivas da ilha de Amami, com um percurso que cruza a música tradicional japonesa, colaborações internacionais e projectos artísticos que exploram diferentes linguagens sonoras.
Em palco, os dois projectos apresentam um concerto especial construído a partir do encontro entre estas duas abordagens musicais, valorizando a identidade cultural e a expressão artística como elementos centrais da performance.
Após a apresentação em Maputo, o projecto seguirá para o festival MTN Bushfire, no Eswatini, um dos mais importantes festivais de música e artes da região.
O CCFM destaca a relevância cultural deste encontro e convida o público e os órgãos de comunicação social a acompanharem este momento especial.
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Hot Blaze: “Não existe música melhor que Luta Forte na história da música moçambicana”
O rapper e cantor moçambicano Hot Blaze afirmou, durante a sua participação no programa Impulso, da D Radio Cidade, que considera “Luta Forte” a melhor composição da história da música moçambicana.
O artista falava sobre o seu processo criativo, a escrita das suas músicas e o impacto que algumas músicas tiveram junto do público.
Segundo Hot Blaze, a experiência acumulada ao longo da carreira fez com que descobrisse o peso da sua escrita enquanto compositor.
“Eu descobri que a minha caneta é muito pesada. Em termos de composição, aqui em Moçambique, eu acho que sou número um”, afirmou.
O artista explicou que, apesar de o amor ser um tema recorrente nas suas músicas, o desafio está na forma diferente de contar histórias semelhantes.
“As histórias de amor são quase sempre as mesmas: superação, traição, saudade ou momentos felizes. O segredo está em como o artista consegue trazer isso de uma forma diferente.”
Durante a conversa, Hot Blaze destacou a influência do rap na sua maneira de compor, afirmando que levou a lógica das punchlines para músicas mais melódicas e românticas.
“No rap, para ganhares numa música, tens de ter punchline. Eu levei isso para a kizomba e para músicas de amor.”
Foi nesse momento que o músico fez uma das declarações mais fortes da entrevista, ao falar sobre o tema “Luta Forte”.
“Não existe uma composição melhor que ‘Luta Forte’ na história da música moçambicana. Estou a falar de letra, de composição. Aquilo foi extraordinário.”
O cantor revelou ainda que, inicialmente, “Luta Forte” não era uma das músicas em que mais apostava dentro do álbum, mas acabou surpreendido pela forma como o público recebeu o tema.
Hot Blaze negou também que a música tenha sido inspirada em algum casal específico ou em acontecimentos públicos da época, afirmando que qualquer semelhança foi apenas coincidência.
“Não tem nada a ver com ninguém. Foi apenas coincidência.”
O artista terminou reforçando que considera “Luta Forte” a maior composição da sua carreira, incluindo trabalhos lançados desde os tempos do grupo New Joint.
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O dia em que Tabasilly correu risco de morte no palco
O músico moçambicano Tabasilly é, sem dúvida, um dos nomes que mais se destacaram no início dos anos 2000, tendo conquistado grande sucesso com as suas composições que marcaram uma geração e continuam a ser lembradas pelo público até hoje.
Em entrevista ao podcast “Tu pra Tu”, o artista revelou um episódio marcante da sua carreira. Segundo contou, durante uma das suas atuações na Praça da Independência, em Maputo, interpretou as três músicas combinadas, incluindo o sucesso “Vovó Dele”.
No momento em que se preparava para deixar o palco, o público começou a exigir que voltasse a cantar, repetindo o pedido várias vezes.
A situação tornou-se tão intensa que o próprio artista sentiu que a sua segurança podia estar em risco, até que a organização do evento interveio e conseguiu retirá-lo do palco em segurança.